quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Entra e Vê...


No fim do curso de Autonomia Afectiva foi-nos proposto uma avaliação sobre a experiência de cada um no T.E. Isto, com a pretensão de querer-nos proporcionar melhorar continuamente a qualidade na missão. Brevemente, haverá outras vozes a dar o seu testemunho através do blog TELEFONE DA ESPERANÇA. Mas entretanto já deixo a minha Partilha por aqui:

"Sinto-me agradecida por ter-me enganado na porta."
Alguém que nunca tinha ouvido falar no Telefone da Esperança, em vez de entrar onde tinha combinado com os amigos, entrou por engano na sede do T.E. Ao dar-se conta do engano recuou, mas sem saber como explicar, resolveu voltar atrás e perguntar o que era o Telefone da Esperança. Entusiasmou-se e juntou-se a nós a fazer o curso de Autonomia Afectiva que se realizou há algumas semanas, pela primeira vez, cá no Porto. Foi um verdadeiro SUCESSO!!! (Um dia lá iremos trocar impressões sobre isso.)

Quanto a mim, já tinha ouvido falar vagamente no T.E., mas só há uns meses atrás, ao receber um email de uma amiga a dar a indicação de que ia haver um curso de Conhecimento de Si Mesmo, é que tive uma espécie de clique e, automaticamente, liguei para me esclarecerem.
Achei fascinante e despertou-me logo a curiosidade de o conhecer. E agora que já entrei e vou experimentando, garanto-vos, que por muito bem que me dissesse relativamente ao T.E. nunca chegaria a ter a mínima noção do que realmente é. Sinto-me cada vez mais FASCINADA por esse trabalho!!! Para além dos frutos que vejo a dar, vou tendo cada vez mais consciência de que por trás desse lindo trabalho há uma grande LUTA entre uma equipa incansável de voluntários. Vou-me dando conta da absoluta fraternidade entre os que já estão e os que vão entrando. Admira-me a garra e a simplicidade com que eles interagem na organização: o gerir do seu tempo para poder dar Tempo, aquele que para além da sua vida própria pressupõe uma ginástica olímpica para conciliar tudo. Com amor e a alegria com que o fazem, nem o cansaço os vence na sua missão. Também a predisposição e generosidade na questão financeira... Gestos simples, que no silêncio cada um vai prestando o seu contributo de todas as formas, possíveis e inimagináveis para fazer face às despesas. Cada vez que lá estou, percebo até naqueles que passam sem fazer vento, mas estão sempre lá activos, a dar o máximo de si .Efectivamente, sinto esta luta a dar RAÍZES e a crescer!!! Acho que cada um deles tem essa percepção. No entanto, precisam de SENTIR o feedback do outro lado para se sentirem cada vez mais motivados, como se isso fosse possível. :)


Creio que a motivação deles, é atraída pelo que já tenho tido o privilégio de ver e sentir pelo que também experimento...

Vejo pessoas mais felizes, que amam a vida e querem aprender a cuidar dela.
Vejo gente com esperança à mudança e conscientes de que a precisam trabalhar, usando as ferramentas que lhes são proporcionadas...
Vejo vontade de aprender a Amar bem, usando a cabeça e o coração...
Vejo no entusiasmo de cada um a fome que não cessa de um alimento que potencia cada vez mais as suas qualidades, possibilitando autonomia no controle das emoções. A lucidez no ocultar pensamentos irracionais. A criatividade de como relativizar o positivo e o negativo... Pois a vida continua a não ser sempre um mar de rosas nem um mar de lágrimas. Vejo e sinto uma grande vontade de descongelar aquilo que muitas vezes acumulamos de má qualidade e assim dar-mos espaço a que entre coisas boas e saudáveis. Enfim, vamos tomando uma consciência mais presente ao conhecimento dos nosso comportamentos.

Vejo isto e muito mais...

A sensação que tenho é de que sou muito pobre nas palavras. Gostava de saber-me expressar melhor. Não tenho esse dom, eu sei! Mas também sei, que ninguém fica a conhecer o T.E. pelas melhores palavras do mundo. Só quem vai entrando é que pode compreender o alcance disto. Tendo em conta uma coisa muito clara:

ESTES CURSOS DE AUTO-AJUDA SÃO UM DESAFIO... NÃO UMA SOLUÇÃO...
Entra tu também e verás...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Hoje Partilha Contigo... Fernanda Tavares


O T.E. TOCOU-ME…

A Mila minha querida amiga e companheira de caminhada ao falar-me sobre o TE entusiasmou-me, tinha-lhe dito que havia de me inscrever e em boa hora decidi fazer a jornada OS “ TOQUES “ – Fonte de Vida.

Tudo me tocou intensamente…

- A ternura das saudações entre os participantes;

- O lema “Crescer para ajudar, Ajudar para crescer”;

- O facto da jornada se destinar a todos os que amam a Vida e querem aprender a cuidar dela;

- A simplicidade na organização da casa e do curso;

- O privilégio de conhecer e conviver com os restantes participantes;

- Compreender como é difícil suportar um toque tão negativo como a indiferença;

- A simpatia e disponibilidade de todo o pessoal e sobremaneira os conhecimentos e expressividade do Dr. Abel;

- A oportunidade de ter lido a oração do Dalai-Lama, que se segue:

Possao eu ser em todos os tempos, hoje e sempre
O protector dos que não têm protecção
O guia dos que perderam o caminho
Um barco para os que têm de atravessar oceanos
Uma ponte para os que têm de atravessar rios
Um santuário para os que estão em perigo
Uma lâmpada para os que não têm luz
Um refúgio para os que não têm abrigo
E o servente de todos os que precisam


É fantástico como me sinto muito mais desperta e atenta aos toques do que anteriormente.
O meu estado ainda é de felicidade e encantamento, dou graças ao meu bom Deus por haver GENTE tão bonita que tanto trabalha e se preocupa para ajudar o seu semelhante a trilhar o caminho da melhor maneira.

Parabéns e obrigada ao TE, gostei e penso voltar.

M Fernanda Tavares

domingo, 16 de janeiro de 2011

Hoje partilha Contigo... Abel

Eu sei que o texto é longo, mas vale a pena lê-lo.
Obrigada Amigo e Compaheiro!


Do coração para o papel

Valha-nos S. Valentim !...

As graças e as desgraças do amor jamais acabarão de ser co(a)ntadas... Nas alegrias da vida, ele sempre aparece. Mesmo quando, por desacertos incontáveis, pregamos aos quatros ventos que temos o coração “fechado para obras”... Porque é por falta de “obras” que o coração morre à míngua...

1. ... – Isso não, minha filha, isso NÃO... No passado fim de semana, decorreu no Telefone da Esperança, Porto, um curso intensivo sobre a Autonomia Afectiva. Neste modelo T.E., é o primeiro que se dá em Portugal. Hoje é segunda feira, 10 de Janeiro. Os ecos do curso fervilham gostosamente dentro de mim. Deus louvado porque houve alguém que se lembrou de criar um “instrumento de trabalho” assim, sobre uma matéria destas.
Não sou muito dado a leituras que vejo como que eivadas de um certo determinismo que me repugna: - ... Nada é por acaso... Se sucede isto é porque aquilo... Gosto de me olhar como um ser criado para a liberdade. Ainda que sujeito a todos os determinismos decorrentes do facto de ser uma simples criatura... Criatura, sim, mas uma criatura especial. Imagem e semelhança do meu Criador – capaz de pensar, capaz de sonhar, capaz de decidir e optar, capaz de amar em liberdade. Sempre livre para, a tudo, dar um sentido que expresse, não a minha falta de liberdade em relação aos meus determinismos, mas a minha condição de homem livre – sempre sujeito às leis da natureza, mas sempre livre para lhes dar um significado. Aqui, aquela palavra de Paulo aos Hebreus dá-me muita força: “Pela fé, sabemos que as coisas visíveis provêm do INVISÍVEL, do Amor do nosso Deus” (Hebr 11.3).
Com 44 pessoas em sala (mais um lista de espera para uma nova edição), o curso decorreu cheio de questões que se levantam sobre se sim ou não “isso depende da genética da pessoa”... E todos, quando a conversa vira sobre a nossa vida afectiva, ouvimos a tal ponto questões destas e/ou afirmações de que “isso é da genética da pessoa” que, se nos não pomos a pau, começamos a detestar a genética. E isso seria perder uma “amiga” que nos presta muitas informações úteis e verdadeiramente científicas para uma boa gestão do nosso mundo psicofísico.
Bom. O que eu quero partilhar convosco é que, neste descobrir convergências que a vida sempre é, depois de ter ouvido dados e mais dados sobre a importâncias e transcendências da Família (Grupo de Pertença ideal para criar laços de coração – matéria prima da nossa vida afectiva), fui para o Seminário de Cristo Rei – V.N. de Gaia, participar numa original homenagem ao Pe Santos / Calmeiro Matias, CSSR, recentemente falecido. Entre as dinâmicas propostas ao longo do encontro, houve um momento em que o grande grupo foi dividido em pequenos grupos para que cada um pudesse partilhar o que é que mais o marcou, no seu contacto com o Pe Santos. Depois, no grande grupo, os porta-voz de cada pequeno grupo, comunicavam, em resumo, o que antes tinha sido partilhado.
Um jovem registou isto: Num encontro aberto ao público em geral, Pe Santos falou das marcas deixadas numa criança, quando esta cresce num ambiente de mal amados... Em termos da linguagem científica que foi usado no Curso de Autonomia Afectiva, o Pe Santos terá dito coisas como esta: O tipo de vinculação a que a criança é submetida na sua infância vai marcar definitivamente o tipo de apego(s) que, mais tarde, o adulto irá usar nos seus relacionamentos afectivos. Criança não amada irá dar adulto que nem ama nem se deixa amar. Sempre aos baldões de uma instabilidade afectiva que, muitas, vezes destrói vidas – a começar pela do próprio...
Aí, a Josefa, cuja história afectiva é de muitos calvários bem pesados, saltou e perguntou, alto e bom som: - Ó Pe santos, e isso é irreversível ? Uma pessoa assim está condenada a não mais conhecer o amor verdadeiro, fonte de uma Autonomia Afectiva que pinta a nossa vida das belas cores do Arco Íris ?!...
Aí, o Pe Santos, saltou também e, num característico tom de voz firme e convincente, respondeu:
- Ah, não, minha filha. NÃO!.... Isso NÃÃÃÃO...

2. Os vazios de um amor sem sentido ... Dou comigo a imaginar a cena e o discurso que, depois, se terá desenvolvido. O Pe Santos sabia bem, por um saber de experiências feito, que o segredo da (in)felicidade não está nas vinculações afectivas provocadas pela história pessoal de cada um. O segredo está nas desvinculações que se fazem (quando as vinculações recebidas não foram favoráveis ao nosso desabrochar harmonioso para a vida). Desvincular de vínculos errados (desaprender o aprendido!) e criar novas vinculações (aprender de novo!) – agora já elegidas por nós, em pleno uso da nossa Liberdade de Filhos de Deus. Isso sim que nos pode fazer felizes, segundo as opções feitas conscientemente e em tempo oportuno.

Ouço histórias e vejo cenas que me deixam a pensar: Se não pararmos, quanto antes, para ver em que bancos andamos a depositar os incomensuráveis tesouros da nossa Vida Afectiva, se não cuidamos de Aprender a Amar(-nos), depressa damos connosco caídos nas mãos dos ladrões... A queixar-nos de que fomos roubados. E logo rodeados de lambedores de feridas afectivas que, connosco, vão geremiando desgraças de falta de sorte nos afectos... Porque a única coisa que um lambedor de feridas afectivas sabe fazer é ajudar a tornar crónicas (já sem cura possível) as feridas afectivas que, se cuidadas a tempo e horas, bem podiam tornar-se ponto de partida para descobertas insuspeitáveis de felicidade que se irradia sempre em MAIS E MAIS VIDA.
Ouço a história triste daquela bailarina mexicana que, depois de correr o mundo, pisando palcos de renome, pobremente se vai arrastando como professora de ballet, em cidade de província. Hoje, já octogenária, está acamada e reduzida a uma pobre beneficiária dos apoios domiciliários da Assistencia Social. No seu tempo das vacas gordas, mexeu e foi mexida por histórias de amores que tiranizavam corações impreparados para amar e ser amados com amor verdadeiro. Envelheceu de coração vazio. Mas a fome de amor está lá. Do berço até à morte. Agora, a net, a que também já foi acedendo, abriu-lhe novas pistas do amor – os amores internéticos... Sonha e faz sonhar, incendeia e é incendiada...

Há dias, chama uma antiga aluna que, por compaixão, ainda lhe vai prestando alguma assistência e companhia de calor mais humano que o dos serviços sociais. A senhora quer desabafar e pedir conselho... Nas redes da net apareceu-lhe um libanês que se apaixonou pela “artista” que ela já foi (mas não tem consciência de que já não é...). Na troca de dados, ele informa: – Pronto. Amanhã estou aí. Pode abrir-me a porta...
- O que é que faço agora? Ele está mesmo apaixonado por mim e eu por ele...

Vi a aflição da amiga. – O que é que se pode dizer a uma pobrinha destas?
Valha-nos S. Valentim!... É tão bonito podermos dizer que o amor não tem idades. Mas é tão triste ver que, em qualquer idade, os amores cegos descambam sempre na mesma valeta dos esgotos afectivos de uma sociedade que fez do amor apenas uma miragem de Uma Festa que morre com os primeiros copos de uma encantada perturbação emocional...

3. - Poça, que isto é só desgraças !... Sentados frente à televisão, a conversar de nada, fomos surpreendidos com a notícia do remate, num quarto de hotel em Nova York, desse misterioso drama passional (fado de faca e alguidar...) que envolvia o jet set português Carlos Castro (65 anos) e o jovem modelo Renato Seabra (21 anos). Ouço testemunhos de parentes e amigos. Ouço a palavra autorizada dos psiquiatras - ... Isso é muito complexo. Não se entende. Faltam dados. Grande mistério deve haver... (Ainda não vai faltar quem chame o destino da pessoa e/ou a genética para explicar o mistério...).
Na assumida presunção das minhas crenças e evidências, a chave do mistério passa por aqui: Tudo gente boa, mas que, perdida nos mundos do ter, jamais fez qualquer trabalho interior sobre o SER, para reconhecer, aceitar e aprender a manifestar, de forma adequada, esse mundo original das nossas Necessidade Psico Afectivas. As tenazes da vida proporcionaram-lhes uma situação limite para acordarem. Por falta de apoio para bem gerir essa crise emocional, descambaram...
Somos multidimensionais por natureza. E se a nossa dimensão Psico Afectiva não vive desarticulada das dimensões Biológicas e Sociais, também não pode viver fora da dimensão Noética Espiritual – única capaz de nos proporcionar Um Sentido para a Vida e para o Amor.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Hoje Partilha Contigo... Rosa Maciel

Tive o privilégio de conhecer a Rosa no Telefone da Esperança. Para além de doce e muito terna, admiro muito a sua capacidade de determinação e COERÊNCIA no que diz e faz!!!

Obrigada por ti!


SABEDORIA UM PROCESSO GRADUAL

"A sabedoria é conseguida muito lentamente. A razão é que o conhecimento intelectual, facilmente adquirido, deve transformar-se em conhecimento “emocional” ou subconsciente. Uma vez transformado, torna-se permanente. A prática comportamental é o catalisador para esta reacção. Sem acção o conceito irá definhar para em seguida desaparecer. O conhecimento teórico sem uma aplicação prática não é suficiente." (1)
Assim se fazia síntese no seculo XX, por quem se associava já à larga equipe , na área da ciência, buscadora das chaves libertadoras do sofrimento e de novas portas de Conhecimento.
Já então se reconhecia que, equilíbrio e a harmonia são bases de sabedoria , no entanto, têm vindo a ser negligenciados.
Ontem, como hoje, tudo continua a ser feito em excesso. As pessoas têm peso a mais porque comem demasiado, (…) bebem demasiado, fumam demasiado, divertem-se demasiado ( ou muito pouco), falam demasiado e sem nexo, preocupam-se demasiado, polarizam demasiado, complexificam para depois se especializar demasiado.
"Na natureza existe o equilíbrio. Os animais destroem em pequenas quantidades. Os sistemas ecológicos não são eliminados em massa. As plantas são consumidas para voltarem a crescer. As fontes de sustento são esgotadas para voltarem a ser reabastecidas, A flor é apreciada, o fruto comido, a raiz preservada. Não é isto que encontramos na natureza humana.
- A Humanidade ainda não aprendeu o equilíbrio e muito menos o praticou. Continua a ser guiada pela ganância, arrogância e pela ambição.
E nem mesmo aqueles que se dizem portadores de " uma nova Luz" aprendem a sair da roda dos excessos , isolam-se demasiado, viram para si mesmos demasiado, sofrem e queixam-se das forças involutivas demasiado, stressam demasiado, deprimem demasiado, mergulham no passado demasiado , interpretam demasiado…quando a felicidade tem as suas raízes na simplicidade e na fidelidade à essência, que no final é uma só. .
A tendência para os excessos em pensamentos e acções reduz a serenidade e a felicidade Os excessos sempre obscureceram os valores básicos.
As pessoas religiosas, e quando digo religiosas, refiro-me á religiosidade em consciência e não na forma, dizem-nos que a felicidade vem do facto de termos o coração cheio de amor, de fé e de esperança. E têm razão. A partir destas atitudes o equilíbrio e a harmonia. emergem naturalmente.
Mas a realidade da grande maioria dos seres humanos não é essa. A humanidade tem-se sobrecarregado de visões e interpretações que a afastam da simplicidade, da harmonia, do equilíbrio e da pureza, brindando-a com esquecimento da transitoriedade da passagem pela terra

Tudo se passa, como se a humanidade ainda se encontre alienada de si mesma , vendo tudo ás avessas e carecente de um estado alterado de consciência para poder corrigir essa visão e permitir inundar-se de amor, compaixão e simplicidade, para sentir a pureza e para se libertar dos seus medos crónicos e atávicos.
Sem esse estado alterado de consciência a humanidade não logra sair da sonolência dos automatismos dos comportamentos recorrentes e repetitivos que a afastam da sua essência e do seu mais autentico estado de SER .
Para se atingir e manter esse estado alterado de consciência, que remete para um outro sistema de valores, necessário se faz , tornar ciente, de uma vez por todas, o denominador comum de todas as religiões: - A humanidade é imortal.
Tudo se torna Simples quando se torna claro e assumido que, a morada ultima da humanidade é a eternidade.
E que o ensinamento esteve sempre aí… a aguardar ser digerido, para que novas portas se abram para a humanidade e novas informações e conhecimentos possam ser legados.
Mas o ser humano que se revela um criador muito apressado, acaba sempre por esquecer que não foi ele quem se criou . A consequência deste esquecimento fá-lo incorrer no erro de uma Consciência muito limitada e auto- limitante. O Ser Humano não é o dono do processo , nem o criador da Lei. E mais se vai esquecendo que em tudo há um propósito que o transcende à espera do tempo certo para ser desvendado.
A mero título de exemplo consideremos as lições a que normalmente chamamos de aprendizagens Carmicas, intelectualmente as respostas estiveram sempre aí, porém o atraso evolutivo torna notório e revelador de que o saber meramente intelectual não chega. Antes demonstrado resulta que, a necessidade de uma actualização pela experiência para tornar permanente a gravação no subconsciente através de uma ” emocinalização” e da pratica do conceito, representa a chave de tudo. “ È preciso aplicar o conhecimento disponível , vivendo-o.

Estamos todos numa escola
A vida , os eventos e ocorrências que experimentamos na vida parecem afirmar-se como a verdadeira escola da Consciência e a garantia de aproveitamento na escola da Evolução.
O conhecimento intelectual, por si só, não basta. O conhecimento cognitivo poderá ser o iniciador ou motivador do processo, porém não é nem o resultado, nem o significado do processo,
E, conforme melhor discorre o homem de ciência e de fé , Dr. Brian Weiss a memorização não é a resposta:
“ A memorização numa escola de fim-de-semana não é suficiente. Um serviço só de palavras sem a confirmação do comportamento, não tem qualquer valor. È fácil ler ou falar sobre amor, caridade ou fé. Mas para o fazer, para o sentir torna-se necessário um estado alterado de consciência. Não um estado transitório induzido por drogas, álcool ou emoções inesperadas. O estado permanente é conseguido através do conhecimento e da compreensão. É sustentado pelo comportamento físico, por acções e heroísmos, pela prática. Adquire um sentido místico que se transforma pela prática numa familiaridade do dia-a-dia, o que faz dele um hábito.”
Além de que, nunca é demais relembrar que o ser humano não se esgota em si mesmo e que o seu destino é transcender-se. E esta, é uma verdade que se aplica a todos os seres humanos sem excepção, e que, ninguém é maior do que o seu próximo. E esta verdade. È uma coisa que precisa ser sentida. Ajudemos os outros na prática, não porque somos mais avançados do que eles, mas , porque estamos todos no mesmo barco. Se não nos esforçarmos em conjunto, todos perderemos, porque cooperação é a palavra de ordem nesta escola onde só a paciência, a tolerância, a ajuda mútua e o auto-sacrifício, são os critérios e a medida da avaliação do merecimento do "diploma" que permite a passagem para níveis de aprendizado mais elevado e para a perfeição.

Rosa

Aqui vai o link do blog da Rosa:
http://impacto-rm.blogspot.com/

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Caramba... parece que foi para mim!

Esta história que partilho convosco, foi enviada por e-mail à minha Marianinha. Quando a li, revi-me um pouco na moral da história. Quantas vezes tendemos a ouvir o que não devemos e o quanto isso nos prejudica...
Olhem, por exemplo, actualmente, tem-me surgido propostas que antes as recusaria por pensar que não seria capaz de as concretizar. No entanto, agora mais consciente e convicta do meu plano de vida não sou da mesma opinião, ainda que, às vezes, me reste alguma insegurança. Há palavras cheias de poder como: Tu consegues... nada é difícil na medida em que se aprende, como se aprende uma outra coisa qualquer....enfim, coisas assim do género. Toques essenciais que precisamos sentir, saber ouvir e principalmente pôr em prática.

A história dos sapinhos...


Era uma vez um grupo de sapinhos (...) que organizaram uma competição.
O objectivo era alcançar o topo de uma torre muito alta.
Juntou-se uma multidão em volta da torre para ver a corrida e animar os competidores. A corrida começou. Sinceramente, ninguém naquela multidão acreditava de verdade que sapinhos tão pequenos pudessem chegar ao topo da torre. Todos diziam coisas como esta: - Oh, é difícil DEMAIS!!! Eles NUNCA vão chegar ao topo. Ou: - Eles não têm nenhuma hipótese de sucesso. A torre é muito alta!
Os sapinhos começaram a cair. Um por um. Só uns poucos continuaram a subir mais e mais alto. A multidão continuava a gritar: - É muito difícil!!! Ninguém vai conseguir!...
Um a um todos os sapinhos se cansavam e desistiam. Mas UM continuou a subir e a subir e a subir... Este não desistia!
No final, todos os sapinhos tinham desistido de subir a torre, com excepção do sapinho que, depois de um grande esforço, foi o único a atingir o topo!
Naturalmente, todos os outros sapinhos queriam saber como é que ele conseguiu!!!
Um dos sapinhos perguntou ao campeão como conseguiu forças para atingir o objectivo
E o resultado foi... Que o sapinho campeão era SURDO!!!!

A moral da história :


Nunca se pode dar ouvidos a pessoas com tendências negativas ou pessimistas, porque elas tiram-nos os sonhos e os nossos desejos mais maravilhosos. Aqueles sonhos de MAIS VIDA que todos temos no coração!
Há, pois, que lembrar-se sempre do poder das palavras. Porque tudo o que quisermos ouvir e ler irá afectar as nossas acções!
Atenção: Precisamos darmo-nos as mãos para sermos SEMPRE ... POSITIVO!
E acima de tudo:
Sermos SURDOS quando as pessoas dizem que EU não posso realizar os MEUS sonhos!
Penso sempre:

Eu POSSO fazer isto!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Que eu seja capaz de VER esta beleza também no invisível e não me deixe iludir demasiado com as aparências.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

"O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que o chamam de presente."

Adorei este e-mail e quero partilhá-lo:

"Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital.
Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões.
A sua cama estava junto da única janela do quarto.
O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas.
Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres, famílias, das suas casas,
dos seus empregos, dos seus aeromodelos, onde tinham passado as férias...
E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava,passava o tempo
a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que conseguia ver do lado de fora da janela.
O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a actividade e cor do mundo do lado de fora da janela.
A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes, chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris.
Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma ténue vista da silhueta da cidade podia ser vislumbrada no horizonte.
Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava as pitorescas cenas.
Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia a passar:
Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas.
Dias e semanas passaram. Uma manhã,a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida, o homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia.
Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.
Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama
perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca.
Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto.
Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora.
Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela que dava, afinal, para uma parede de tijolo!
O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.
A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede.
Talvez quisesse apenas dar-lhe coragem...

Moral da História:

Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas.
A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada.
Se te queres sentir rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar.

" O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que o chamam de presente."



É, às vezes desperdiçamos o melhor que temos no mais supérfluo e lamechices.

Um grande abraço com muito carinho para cada um de vós e um ano novo cheio de Esperança de uma Vida Nova!...