quinta-feira, 26 de março de 2015

"A Felicidade como Dom e Tarefa"


"(...) A felicidade é um dom de Deus mas é também uma tarefa nossa, pois Deus não nos substitui. Está connosco, mas não está no nosso lugar. Isto quer dizer que há uma série de atitudes e opções que não podemos deixar de realizar no dia-a-dia da nossa vida, a fim de edificarmos a felicidade.

Eis algumas atitudes importantes que devemos cultivar, a fim de atingirmos esse estado de paz interior e alegria próprio das pessoas felizes:
Aprender a viver com aquilo que não podemos mudar.
É muito importante aprendermos a aceitar-nos, apesar das nossas limitações.
Cultivar pensamentos construtivos e partilhar com os outros uma visão positiva da vida. 
É fundamental cultivar a honestidade consigo e os outros.
Felizes dos que enfrentam as dificuldades da vida com confiança, procurando viver unidos a Deus.
É muito importante não andarmos sempre a comparar-nos com os demais.
Não nos devemos deixar esmagar por situações cuja solução não está nas nossas mãos.
Não será feliz quem não aprende a partilhar com os outros o seu tempo, os seus bens e o seu saber.
É importante cultivar o sentido de humor, impedindo que os pensamentos negativos nos dominem. 
Não nos devemos esquecer de cuidar de nós. Quem não gosta de si não conseguirá gostar dos outros.
Ajudemos os outros sempre que se nos ofereçam ocasiões de o fazer. 
Mantenhamo-nos o mais possível calmos, evitando situações de stress.
Procuremos ser moderados na comida e na bebida. 
Nas relações com os outros procuremos adoptar atitudes de humildade e discrição. 
É muito importante aprender a escutar as mensagens que os outros nos querem transmitir.
Procuremos estar sempre actualizados nos assuntos que fazem parte do nosso trabalho ou missão. 
Cultivemos a capacidade de partir de uma situação para outra. 
As mudanças trazem com frequência novas possibilidades de crescimento e realização pessoal.
Procuremos viver a vida com paixão. 
Mantenhamo-nos ocupados com coisas das quais gostamos verdadeiramente. 
Respeitemos os outros como gostaríamos de ser respeitados por eles.
Não ponhamos como objectivo da nossa vida o simples amontoar de riquezas.
Lembremo-nos sempre de que a fonte da felicidade é o amor e não o dinheiro.
Isto quer dizer que as pessoas que têm muito dinheiro, se quiserem ser felizes, têm de pôr o dinheiro ao serviço do amor.
Procuremos ser gratos para com os outros, aceitando os seus dons e as oportunidades de realização que eles nos oferecem. 
Elaboremos objectivos de vida e procuremos realizá-los, numa linha de fidelidade a nós mesmos. 
Não percamos de vista as metas e objectivos que pretendemos alcançar. 
Dentro do possível evitemos endividar-nos, procurando gerir os nossos bens de modo a bastar-nos.
Não corramos riscos incontrolados, sobretudo não nos comprometamos em campos que não conhecemos e não controlamos.

Porque ninguém é feliz "sem querer", 
porque a felicidade não é daquelas experiências que nos acontece por acaso. 
É do Céu, porque é um Dom, 
mas não cai do céu, porque é Tarefa!"

Calmeiro Matias



segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Simplesmente obrigada

Há dias assim…
Parece termos tarefas inadiáveis, coisas tão importantes a fazer… mas o coração quando se enche demasiado de Gratidão, não colabora nada com as nossas urgências. Contraria-nos o pensamento dos nossos afazeres e vence-nos só no essencial. O essencial que passa sim pelas prioridades na missão do nosso dia-a-dia, mas bate-nos forte dizendo-nos para parar um pouco e saborear a Alegria e a Graça que nos mora dentro.
É assim que eu me sinto hoje, com vontade de parar, olhar o céu, o mar, toda a natureza e dizer mil vezes “OBRIGADA”.
Obrigada à vida por tantas vezes me fazer dar voltas de tantas maneiras para chegar a um alcance em metas que eu não imaginava. Obrigada por poder experimentar a alegria de nascer de novo tantas vezes. Obrigada por saber amar e ser amada por TANTA gente. Obrigada por saber que não estou sozinha nas minhas dificuldades e que rejubilam de alegria comigo quando as mesmas são supridas. Obrigada por poder estar rodeada de pessoas que só pela sua presença me fazem bem. Obrigada só por aquele abraço, aquele olhar, aquele sorriso, aquelas palavras que se tornam eco de força e esperança entre os “muros” mais fechados do meu caminho. Obrigada por às vezes me encontrar a VER bem.
É assim, deste jeito simples e de coração aberto, que quero dizer obrigada por mim e por Ti!

Abraço,
Mila

sábado, 10 de janeiro de 2015

"Um pensamento..."


"Por vezes os momentos mais bonitos da nossa vida são aqueles que vivemos sem nos apercebermos disso, sem estarmos atentos a eles, mas que vão entrando em nós de uma forma discreta mas profunda. 
Penso até que por vezes nem nós nos apercebemos que os melhores momentos da nossa vida são exatamente os que passamos no momento presente.
Por exemplo, por vezes uma tragédia pode ser o melhor momento, uma dificuldade na nossa vida também o pode ser, porque remete-nos a um encontro verdadeiro com quem somos, o que somos e mostra-nos aquilo que mais importa. Quando somos por vezes afastados de algo que tanto desejamos, quando acordamos do nosso ego, da nossa ganância egoísta, do nosso eu, pensamos que esse é um mau momento mas acredito que é ao contrario e porquê? Pela dor que experimentamos, dor essa que cura, que nos faz sentir no verdadeiro sentido da palavra e nos acorda. Sabem quando têm os pés e braços dormentes e podem até espetar uma agulha bem profunda que não sentem a dor? Muitas vezes andamos assim, desligados, dormentes. Por isso a dor é tão importante nas nossas vidas, e o sofrimento, porque religa-nos à realidade, devolve-nos o corpo e reforça-nos o espírito. Acredito que esses momentos podem ser de pura felicidade, momentos simples, mas que nos tocam, que marcam e remarcam quem somos e o que somos chamados a ser como irmãos e comunidade.
Aproveitemos pois todos os momentos enfrentando todos os medos, receios ou dificuldades com a certeza que mesmo aí existe a oportunidade de sermos mais felizes.
Bem hajam"
Helder Oliveira