segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Assertividade e Relações Humanas

O meu feedback acerca do curso de Assertividade e Relações Humanas do Telefone da Esperança (TE)

Já não fazia um curso do Telefone da Esperança há algum tempo e, por isso, assumi este curso como um voltar mais explícito às "cadeiras da escola", como uma tomada de consciência de que se está a caminho, de que eu estou a caminho, do qual já percorri parte mas com muito pela frente (caso tenha essa possibilidade).
Desde o primeiro momento, o próprio título do curso me cativou: Assertividade e Relações Humanas. Gostava de ser assertiva, muito mais assertiva, menos precipitada e impulsiva e isto nas várias relações que estabeleço: com a família (que muitos ataques de impulsividade atura), com os amigos, colegas de trabalho e outros. E por isso, no final do dia 19 rompi com o hábito e fui para o TE.

O curso abordou de forma bastante detalhada os vários tipos de comunicação e, após o preenchimento inicial de um breve questionário, os resultados "vieram à tona". Os meus não foram uma surpresa... 
Apesar de uma atitude maioritariamente assertiva, os ataques de raiva, agressividade e perda de paciência assumiram um papel de destaque. O que fazer agora? 

De acordo com o mencionado no curso, já tenho metade da solução pois tudo começa com uma tomada de consciência. Contudo, o desafio era (e é) passar à prática e isso apenas com o tempo, no contacto com os demais, em diferentes situações e contextos.

Não há fórmulas mágicas e por isso não saí do curso como a pessoa mais assertiva do mundo. Assumo-me, ao invés, como uma aspirante a Assertiva. Emoji

Helena Ribeiro

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

VIVER A VIDA

Olá amigos!
    
Cá estou eu mais uma vez. Lembrei-me de partilhar e reflectir convosco a vida e a forma como a vivemos.
Andava eu, hoje de manhã nas minhas tarefas domésticas (que eu adoro J, mas que também fazem parte da vida, não é verdade?) quando passou na rádio  uma canção (É para amanhã… do grande cantor português de todos os tempos António Variações). Canção esta que apesar de ter por volta de uns trinta anos, adequa-se perfeitamente aos tempos actuais. Esta fez-me pensar na vida.
Na minha vida e na vida dos que me são mais próximos;
Na vida que a sociedade actual cultiva;
Na minha vida passada com todas as suas vivências e todos os seus acontecimentos;
Na minha vida presente, no dia de hoje, nas pessoas que hoje tenho, naquilo que hoje sou capaz de realizar, na vida que hoje posso desfrutar…Porque amanhã não sei o que a vida me reserva, não sei se vou estar cá (eu espero bem que sim, porque eu gosto muito de viver). Amanhã não sei se estarei com as minhas capacidades mentais e físicas actuais, amanhã não sei se as pessoas que amo vão estar comigo.
Por estes motivos e mais alguns, gosto de viver e desfrutar das coisas boas da vida. Não gosto de deixar para amanhã aquilo que posso viver hoje.
Posso dizer-vos que desde que nasci a vida ensinou-me a pensar assim. Desde os tempos de longos internamentos no hospital para Crianças Maria Pia a fazer reabilitação e a lutar pela vida, passando pelos anos em que via os meus pais e irmãos a trabalhar que nem escravos, para amealhar para a velhice e a darem cabo da saúde sem desfrutarem da vida e das coisas boas que ela tem para nos oferecer. Desde que vi o meu irmão desenvolver uma doença incurável, que não mata, mas mói (a ele e à família). Desde que assisti á doença do meu pai (cancro) e consequente partida, desde que vi a minha irmã partir ali ao meu lado, em segundos no corredor de um hospital e sentir a impotência de nada poder fazer. Desde que vejo a tristeza, a saudade e a amargura estampada no rosto da minha mãe, desde que ouço os lamentos repetidos e consecutivos do meu irmão pela doença que tem e não aceita, mas que usa como motivo de chantagem emocional com os outros, principalmente com a minha mãe.
     Desde que tive que encarar de frente a minha limitação visual, aceitar e aprender a viver com ela e com a ideia de que a tendência é piorar. Desde que perdi o trabalho dos meus sonhos (Educadora de Infância) por causa da minha doença. Depois da angústia, da revolta da aceitação e da reabilitação, resolvi VIVER A VIDA. Não a desperdiçar com situações inúteis e agarrar todas as oportunidades que a esta me oferece. Estou sempre atenta e procuro outros caminhos, sim porque sei que estou a começar muita coisa do zero.
Na minha cabeça procuro ter sempre pensamentos positivos. Procuro tirar sentido dos obstáculos e dos momentos difíceis. Aceitar com paciência e resignação todas as provas com que a vida  me confronta. Assumo que por vezes me vou abaixo, mas  com um pequeno impulso, com o apoio, ou a palavra certa de uma pessoa amiga, levanto a cabeça e vou á procura do sentido da minha vida. Sim , porque eu acredito que todos nós temos uma missão, que todos nós passámos pela terra para partilharmos, para sermos solidários, para nos apoiarmos, para vivermos uns com os outros, para sermos felizes. Nesta vida ninguém é cem por cento feliz, apenas vivemos momentos de felicidade, Esses momentos de felicidade apenas depende da forma como encaramos a vida, com tudo o que que ela tem de bom e de menos bom.
Todos nós temos dificuldades e problemas na vida. Por esse motivo, meus amigos, NÃO VAMOS DEIXAR PARA AMANHÃ O QUE PODEMOS VIVER HOJE…

Até breve!!!

Susana Monteiro

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

AMIZADE

A autora deste texto é mais uma preciosa participante no Partilho Contigo. É uma amiga muito querida, conheci-a no Telefone da Esperança e ambas o abraçamos... Obrigada pela tua partilha tão rica de sentido!

Recentemente tenho refletido muito sobre a AMIZADE... Um valor basilar na vida do ser humano.
O que significa amizade? É uma relação afetiva entre duas ou mais pessoas. Ato de AMOR. Dar e receber amor.

Para tal precisamos de nos relacionar. Por de trás da amizade, estão os relacionamentos humanos. E, o ser humano, só se relaciona quando entra em relação com. Por este motivo a amizade requer: admiração, conhecimento mútuo, verdade, respeito (por nos e pelos outros), autenticidade, liberdade, afeto, lealdade, contato, partilha, dar e receber, honestidade...

Vivendo intensamente a amizade tornámos nos melhores pessoas, pois trabalhamos nos constantemente, ampliando a CONSCIÊNCIA, vivendo no dia de hoje, no aqui e agora... percebendo o que queremos e o que os nossos amigos querem. Somos “convidados” a sair da nossa zona de conforto, equilibrando o dar e receber, colocando os limites, dizendo “não”...

Este equilíbrio, esta energia que flui entre amigos é a base para a amizade verdadeira se instalar e crescer, contando não só para os momentos maus, nem só para os momentos bons, e sim para o “dia-a-dia”, para a partilha da vida na sua plenitude... e assim os amigos integram se no conceito de família ampliada.

EQUILIBRIO... Aqui esta o busílis da questão da amizade, para mim claro!...
Para equilibrar, no pensar, sentir e agir,de todos os valores anteriormente referidos, o ser humano necessita de estar emocionalmente equilibrado para ter a paciência e tolerância consigo e com os amigos... e ainda mais, com “aqueles amigos” que estão a distanciar se dos requisitos individuais, que cada um de nos, conscientemente ou inconscientemente, tem sobre a amizade.

Lembremo-nos:
“A verdade é aquela da qual temos consciência.” DeRose

Sinto me grata por ter bons AMIGOS e sinto a minha família a ser ampliada e intensificada J

Beijos com um carinho especial à Mila pela sua enorme paciência, atenção e persistência.

Ana Teresa Ferreira 

sábado, 6 de setembro de 2014

Terapia da sensibilidade

Há acontecimentos que nos irrompem pela rotina dos dias adentro.
Acontecimentos que nos fazem olhar com outros olhos para as coisas simples da vida. Daquelas coisas de que está cheio o nosso dia-a-dia, e nem sequer pensamos nelas, pois as fazemos automaticamente. Andar, sentar na borda da cama, vestir ou tomar banho.
O nosso corpo e o nosso cérebro, habituado às rotinas, vai-nos transformando em pequenas máquinas, mas, como disse, há acontecimentos que nos fazem lembrar que somos um corpo muito frágil, uma pele finíssima que reveste um organismo vivo de órgãos e músculos e nervos. Frágil, frágil! 
Esses acontecimentos, despertam-nos para a sensibilidade, para o carinho, para o cuidado e para a vigilância. Porque é isso que importa! E só por isso, benditos sejam.
E é assim, aprendemos a dar valor ao mais simples da vida... e vamos assim treinando uma maneira mais Humana de ser gente.

Daniel Ferreira no http://derrotarmontanhas.blogspot.pt/2014/09/terapia-da-sensibilidade.html

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Isto de ser Redentorista tem muito que se lhe diga...(Parte 12)


Hoje, o post é um até já mais prolongado.
Com ele, termino esta série de  posts sobre “Isto de ser Redentorista tem muito que se lhe diga”. Não termino porque não haja mais nada a dizer ou porque já esteja saturada de partilhar convosco o que me vai encantando como Redentorista.
Termino porque, depois de algum tempo a recolhermos dados, a descobrirmos coisas, é necessário um período para assimilarmos, juntarmos tudo, fazermos de ideias e informações aparentemente soltas um todo. É esse exercício que pretendo fazer. Quem se sentir chamado a fazer o mesmo poderá também ficar a ganhar.
 Quero terminar dizendo que espero que, ao longo destes posts, tenham percebido que estes posts não tiveram por intenção ser manifestações de “redentoristite”, nem pretenderam ser uma “angariação de clientes”.
 Espero que, pelo contrário, seja um desafio a que cada um pense a sua forma de ser cristão, a sua forma de ser ateu ou outra qualquer que seja a sua espiritualidade.
 Para mim, o meu caminho de crescimento como pessoa passa por ser cristã. O meu jeito de ser cristã passa por ser redentorista.
Quanto a ser redentorista, há alguns traços que me seduzem mais e que são aqueles que escolhi para partilhar convosco, para que, ao fazer essa partilha, reforçasse o meu compromisso de os enquadrar na minha vida, fazer com que sejam tão naturais que já nem me lembre que, um dia, foram uma escolha. Há umas máquinas nas estações de metro que dizem “É livre quem vive segundo a sua escolha.” Eu acredito nisso!
 Portanto, hoje, quero recordar aquilo que partilhei convosco e que gostava que se notasse na minha vida, ainda que demore a realizá-lo:
  •   Ser redentorista é assumir um jeito especial de ser Igreja;
  •   Ser redentorista é ousar deixar-se pôr em causa e procurar a própria identidade;
  •   Ser redentorista é respeitar as tradições dos outros;
  •   Ser redentorista é fazer-se próximo dos que parecem não contar;
  •   Ser redentorista é acreditar que precisamos dos outros para sermos quem estamos chamados a ser, mas que não devemos deixar de ir pelos caminhos que Deus sonha para nós e connosco só porque nos falta companhia (ou a companhia que esperávamos ter);
  •   Ser redentorista é descobrir novos caminhos de pregação, nunca esquecendo que a simplicidade é importante;
  •   Ser redentorista é aprender a descobrir motivos para a Gratidão;
  •   Ser redentorista é acreditar que só o Amor nos salva;
  •   Ser redentorista é ser inconformado e sonhador, quando tudo convida ao conformismo e à falta de sonho;
  •   Ser redentorista é nunca desistir de discernir o que é isto de ser redentorista;
  •   Ser redentorista é pôr em prática aquilo em que se acredita;
  •   Ser redentorista é aceitar cada um como é e cuidá-lo como se só ele existisse.

 Sabem o que sinto ao ver a listagem acima? Há aqui muitas coisas (se não todas as coisas) que servem para “judeus e gregos, escravos e homens livres”. Não servirá a primeira, porque nem todos queremos descobrir o nosso jeito de sermos Igreja, mas até essa pode ser adaptada. Todos nós queremos descobrir o que temos de especial, a forma como influenciamos o mundo.
 Até qualquer dia.
Micaela Lemos Madureira