Hoje, o post é um até já mais prolongado.
Com ele, termino esta série de posts sobre “Isto de ser Redentorista tem
muito que se lhe diga”. Não termino porque não haja mais nada a dizer ou porque
já esteja saturada de partilhar convosco o que me vai encantando como
Redentorista.
Termino porque, depois de algum tempo a recolhermos dados, a descobrirmos
coisas, é necessário um período para assimilarmos, juntarmos tudo, fazermos de
ideias e informações aparentemente soltas um todo. É esse exercício que
pretendo fazer. Quem se sentir chamado a fazer o mesmo poderá também ficar a
ganhar.
Quero terminar dizendo que espero que, ao longo destes
posts, tenham percebido que estes posts não tiveram por intenção ser
manifestações de “redentoristite”, nem pretenderam ser uma “angariação de
clientes”.
Espero que, pelo contrário, seja um desafio a que cada
um pense a sua forma de ser cristão, a sua forma de ser ateu ou outra qualquer
que seja a sua espiritualidade.
Para mim, o meu caminho de crescimento como pessoa
passa por ser cristã. O meu jeito de ser cristã passa por ser redentorista.
Quanto a ser redentorista, há alguns traços que me seduzem mais e que são
aqueles que escolhi para partilhar convosco, para que, ao fazer essa partilha,
reforçasse o meu compromisso de os enquadrar na minha vida, fazer com que sejam
tão naturais que já nem me lembre que, um dia, foram uma escolha. Há umas
máquinas nas estações de metro que dizem “É livre quem vive segundo a sua
escolha.” Eu acredito nisso!
Portanto, hoje, quero recordar aquilo que partilhei
convosco e que gostava que se notasse na minha vida, ainda que demore a
realizá-lo:
- Ser redentorista é assumir um jeito especial de ser Igreja;
- Ser redentorista é ousar deixar-se pôr em causa e procurar a própria identidade;
- Ser redentorista é respeitar as tradições dos outros;
- Ser redentorista é fazer-se próximo dos que parecem não contar;
- Ser redentorista é acreditar que precisamos dos outros para sermos quem estamos chamados a ser, mas que não devemos deixar de ir pelos caminhos que Deus sonha para nós e connosco só porque nos falta companhia (ou a companhia que esperávamos ter);
- Ser redentorista é descobrir novos caminhos de pregação, nunca esquecendo que a simplicidade é importante;
- Ser redentorista é aprender a descobrir motivos para a Gratidão;
- Ser redentorista é acreditar que só o Amor nos salva;
- Ser redentorista é ser inconformado e sonhador, quando tudo convida ao conformismo e à falta de sonho;
- Ser redentorista é nunca desistir de discernir o que é isto de ser redentorista;
- Ser redentorista é pôr em prática aquilo em que se acredita;
- Ser redentorista é aceitar cada um como é e cuidá-lo como se só ele existisse.
Sabem o que sinto ao ver a listagem acima? Há aqui
muitas coisas (se não todas as coisas) que servem para “judeus e gregos,
escravos e homens livres”. Não servirá a primeira, porque nem todos queremos
descobrir o nosso jeito de sermos Igreja, mas até essa pode ser adaptada. Todos
nós queremos descobrir o que temos de especial, a forma como influenciamos o
mundo.
Até qualquer dia.
Micaela Lemos Madureira
1 comentário:
Não costumo comentar mas passo aqui todos os dias e gosto de ler o que vai sendo partilhado. MUITO OBRIGADA por me ajudarem a VER um bocadinho melhor no meu dia a dia. A minha vida vai ganhando sentidos novos em horizontes bem mais alargados.Parabéns pelo blog!
Abraço com carinho e com o coração cheio de gratidão,
Vânia
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