quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Balanço do ano ou Balanço para o ano?

Ao reler este texto que já foi escrito e publicado por Rui Santiago no Derrotar Montanhas em 2006, dou por mim a sentir como se fosse a primeira vez a lê-lo. Pois, já o li outras vezes e acho-o sempre novo! Digo isto porque ao fazer o balanço deste ano, só vejo razões que me estimule a Tomar Balanço para o ano que vem.
Pronto, começo a falar destas coisas e as lágrimas já me começam a cair por sentir uma imensa Gratidão por tanta GRAÇA que me foi concedida nesta etapa da minha vida!
Ai se tu soubesses... às vezes até me sinto ingrata quando permito que o medo e a insegurança me impede de caminhar em alguns momentos. Como posso pensar em parar, se olho para trás e não vejo nada impossível ao contrário do que eu achava. Como posso agora dizer que não sou capaz de ir até ao fim se já provei a mim mesma que o sou! Ai se soubesses a luta e persistência com que agarrei e agarro essas oportunidades... Considero-as como dádivas de Deus a possibilitar-me Milagres dos quais fui e continuo a ser capaz de concretizar! E as lágrimas não param de cair por fazer memória destes últimos seis anos a ser uma constante DESCOBERTA!!! Uma verdadeira Mudança que me tem feito SER progressivamente no melhor de mim!!! Isto graças à minha Família nos Laços do Espírito que foram e são uma benção de Deus na minha vida.
Desde que abri o blog há três anos, tenho vindo a partilhar toda a evolução destes acontecimentos. Recentemente, abri-vos um bocadinho mais as portas do meu coração. Senti vontade de o fazer porque sinto mesmo que o que me está a acontecer é a confirmação da eficácia da Palavra de Deus em mim. Senti e sinto que, para anunciar a Fé não há melhor forma do que testemunhar em concreto uma Vida Nova, cheia de Luz, Esperança, olhos Novos.... Olhos que Vêem o que nunca viram!!!

Deixo-vos então esta reflexão do Rui Santiago e desejo-vos um ano feliz cheio de Esperança e Crescimento interior para que se sintam bem consigo mesmos e com os demais.


Balanço do ano ou Balanço para o ano?

Nesta altura do ano tornou-se moda Fazer o Balanço do ano…

Eu acho que devíamos aprender era a Tomar Balanço para o ano que vem, porque a vida nunca se muda olhando para trás. Ler a própria história, discernir as consequências das opções tomadas e perguntar-se da fidelidade aos compromissos assumidos é importante mas, por si só, não muda!

A Vida que ainda podemos construir está “lá à frente”…
Vale a pena Fazer Balanço na medida em que isso nos ajude a Tomar Balanço, porque é sempre à frente de nós próprios que está a possibilidade de ser e fazer diferente.
Não estamos acabados. E o que falta de nós próprios é o que está à nossa frente!

Por isso, acho que esta é uma boa altura para Tomar Balanço para o que aí vem, porque saltar um ano tem sempre sabor de renascimento… É em alturas como esta que nos damos conta de que o melhor da nossa Vida pode estar ainda por vir…
Então, se quisermos, arregaçamos as mangas do Coração, Tomamos Balanço e corremos com Confiança em direcção à Vida Nova que nos vem sempre do lado do Futuro…

Sabes, acredito que este impulso do Coração Humano que se chama Esperança é um dom do Espírito Santo que, no nosso íntimo, sussurra discretamente que o melhor da Vida e de nós próprios está sempre “lá à frente”…

Tantos e tantas vezes se falou de um “deus” envelhecido, uma “divindade” com cheiro a naftalina, que quase íamos esquecendo que Deus é Amor, e o Amor é sempre Novo! Não se repete, não cansa nem se cansa… e entra sempre na nossa Vida pela “porta do Futuro”…

Se acreditássemos em nós como Deus acredita, cairiam os “ins” de muitos im-possíveis!
Foi Jesus quem o disse: “Para quem tem Fé, nada é impossível! Aquele que tem Fé torna-se capaz de DERROTAR MONTANHAS”…

SHALOM


Rui Santiago


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Natal



Só hoje pude abrir os emails que fui recebendo a semana passada e, entre tantos alusivos ao Natal, deliciei-me com alguns deles pelo sentido que encontrei nos mesmos. Apeteceu-me então compartilhar este que segue da Carla Rocha. Carla, para mim este texto entrou-me tão bem como uma luva à medida. Obrigada por partilhares connosco o sentido que dás ao Natal e que tão bem pode tocar no coração de cada um de nós.

Ah, e já agora, obrigada também pelas palavras dirigidas a mim. Essas vou guardar só para mim e com muito carinho. :)


"Natal é nascimento, renascimento. Celebrar o Natal é festejar o nascimento de Jesus, não o nascimento de um homem qualquer ou de um deus, ou semideus. Jesus não é nada disso. Jesus é um Homem profundamente Humano. Um Homem com quem Deus se encantou, um Homem em que Deus se vê claramente e de forma inequívoca. Se Deus tivesse uma figura humana seria Jesus.

Deus encantou-se com Jesus a ponto de dizer que ele, é o seu filho muito amado, o filho em quem pôs toda a sua confiança e amor. Celebrar o nascimento deste homem, Jesus, é reavivar a minha fé em Deus. Um Deus presente e que se faz presente. Um Deus que caminha ao encontro dos que sofrem, dos que esperam, dos que desesperam, dos desanimados, dos que nada esperam, dos abandonados, dos indiferentes, dos ricos, dos sábios. Celebrar o Natal é acreditar e verificar que estou chamada a ser outro Jesus.

Não tenho que ser outro Jesus para que Deus me ame mais, Deus ama-me incondicionalmente, como sou e pelo que sou. Mas Deus espera mais de mim, mais do que, ás vezes, estou disposta a dar, mais do que acredito que sou capaz, mas Ele nunca desiste de mim.

Acordar a cada manhã com a certeza de que Deus nunca desiste de mim e com a confiança que sei que Deus tem em mim é profundamente confortante apesar de nem sempre me julgar merecedora. Viver com a certeza de que Deus me ama e vai continuar a amar independentemente do que eu faça é o melhor que me poderia ter acontecido. Sei que Ele está presente em todos os momentos da minha vida, nos bons e maus. Deus é o meu maior e melhor presente. Senti-lo a tocar e a levar-me a agir, tirar-me da minha indiferença e fazer-me sonhar é magnífico. Não tenho palavras para descrever o que senti quando senti de forma verdadeiramente consciente na minha vida. Esse momento mudou-me, foi o meu renascimento, melhor foi verdadeiramente o meu nascimento.

Posso ser bem melhor do que me julgo capaz. Estou sempre chamada a ser mais, para mim e para os outros. Celebrar o Natal, para mim é mais que fazer festa em família, mais do que dar prendas, mais do que enfeitar a casa e cantar canções de Natal e montar o presépio apesar de gostar de fazer isto e destas actividades me deixarem feliz.

Gosto de olhar para o presépio e ver aquele menino deitado numas palhinhas e sorrir. Gosto da paz que me invade ao ver a Maria, a minha irmã mais nova, embrulhar o menino Jesus para que não tenha frio. Gosto de a cada manhã acordar com a certeza de que posso ser mais do que no dia anterior, de que posso ser melhor e, que cada dia é verdadeiramente um novo dia, como se fosse a página em branco de um livro por escrever, página que ficará escrita com actos que realizar nesse dia. Sou livre de preencher aquela página como quiser, mas se for egoísta e pensar só em mim, o que se aproveita, mas se conseguir fazer alguém sorrir, é um dia maravilhoso, de certeza.

O Natal é mágico, é a imagem visível do reino de Deus a acontecer. As ajudas aos necessitados aumentam, as campanhas de solidariedade também. Para mim, o Natal é o ano inteiro, é a oportunidade de a cada dia ser mais semelhante a Jesus, aquele menino deitado numas
palhinhas, que cresceu e anunciou ao mundo a melhor de todas as Boas Noticias, Deus é PAI e, todo o homem é um filho muito amado. Um filho que Deus tem gravado na palma da mão, um filho que é sonhado à sua imagem e semelhança, um filho que é a menina dos seus olhosNatal é olhar para o desconhecido que passa por mim na rua e sabê-lo meu irmão, se ele sofre o meu Deus, que é meu Pai também sofre. Deus sonhou-nos (a humanidade) como uma família de irmãos, de todas as condições, de todas as raças e idades, para fazermos Festa e vivermos num jardim do Éden (Delicias), numa arca de Noé(descanso). O reino de Deus já começou e está permanentemente presente e visível nas acções mais humanas de que sou capaz, nos projectos maiores do que eu em que me meto, nas relações de verdadeiro desprendimento que crio, nos corações que toco, na alegria que tenho presente na minha vida e que dou a conhecer a outros, na entrega com que me dou aos que me procuram, os laços de sangue para mim não chegam a minha família à muito que os extravasou. Tento fazer que cada um dos 365dias do ano sejam Natal para alguém porque o Natal acontece todos os dias.

Natal é ter a certeza de que Deus não desiste de lutar por mim, de lutar contra mim para trazer à superfície o melhor de mim. É ter a certeza de que Deus cumpre o que promete a partir do momento em que digo “Faça-se em mim segundo a Tua palavra”. Posso não saber como, posso não ver claramente o caminho a seguir, posso ter incertezas e inseguranças mas sei que se confiar nEle, se me fiar nEle a minha vida terá todo o sentido e, a minha barca chegará a bom porto.

Feliz Natal."


Carla Rocha

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O “Conhecimento de Si Mesmo”

O curso sobre o Conhecimento de Si Mesmo já anda por aí anunciado. (A propósito, veja no blog Telefone da Esperançao dia 13.12.11). Mas um Curso destes só pode mesmo ser útil, agradável e muito curioso (...) a quem já, alguma vez, se deu conta que nem sempre anda contente consigo mesmo e se interrogou porquê... Para quem já anda a intuir que, em boa verdade, eu não me entendo muito bem a mim mesmo, mas gostava de me conhecer melhor...
A propósito disto e do Curso que vem aí (de 05 a 08 de Jan. 2012), dei comigo a pensar naquela curiosa história do jornalista Sydney Harris
Conta ele que, um belo dia, ao encontrar-se com um velho amigo, foi com ele até ao quiosque da esquina a comprar o jornal. Com toda a amabilidade, o amigo cumprimentou o vendedor dos jornais. Como resposta, porém, recebeu um palavrão, rude e grosseiro. Mas o amigo de Harris, pegando serenamente no jornal que lhe fora atirado como quem faz um frete, sorriu com delicadeza e desejou um bom fim de semana ao vendedor que o insultara.
Já fora do quiosque, quando os dois desciam a rua, Sydney Harris perguntou ao velho amigo:
- Como foi aquilo, ele trata-te sempre assim com aquela grosseria ?
- Sim. Não sei porquê, mas infelizmente é sempre assim.
- E tu és sempre assim tão delicado e amável com ele ?
- Tento sempre ser assim e acho que o tenho conseguido ser.
- Mas... porque é que tu és sempre assim tão educado, uma vez que ele é sempre tão malcriado contigo ?
- Ora, porque não quero que seja ele a decidir como é que eu me devo comportar...
Sei que não tenho ainda a craveira do amigo de Harris. E sei também que só uma “pessoa inteira” é “dona de si mesma”. Sei que só uma pessoa inteira não cede empurrada assim pelos ventos agrestes que às vezes sopram... Só uma pessoa inteira não está á mercê do mau humor, da mesquinhez, da falta de educação, da impaciência e/ou da raiva dos outros.
Este Curso de C.S.M. tem-me ajudado a não mais deixar que sejam os ambientes que me fazem mudar... Porque a “pessoa inteira” é que muda os ambientes. E eu quero tornar-me uma pessoa inteira...




Abel Magalhães

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Ama e Deus estará contigo



Senhor Deus,
a Bíblia diz que tu és Amor (1 Jo 4, 7; 4, 16).
Isto quer dizer que só através do amor nós te podemos conhecer.
Se é esta a realidade,
nós temos esta notícia bonita para comunicar aos nossos irmãos:

“Ama e Deus estará contigo!
Procura fazer o que é recto e justo
e o teu coração vai ficando preparado
para amar verdadeiramente.
Há uma série de passos importantes
que nos conduzirão a esta meta vitoriosa:
Amar a verdade e cultivá-la incessantemente.
A verdade é a compreensão e enunciação correcta e adequada
da realidade de Deus, do Homem e do Universo.
Outro passo importante é tentar ser sempre bom com os outros,
nada fazendo para os machucar ou deixar mais pobres.
Procurar fazer aquilo que digo,
mesmo que não seja muito fácil.
Aprender a partilhar,
não só o que tenho, mas também o que sei e sou.
Deste modo o meu coração adquirirá o jeito da vida eterna,
a qual é vida partilhada e Comunhão Universal.”

Pai Santo,
ajuda-me a viver a dinâmica do amor,
a fim de partilhar com todos os que sabem amar
a plenitude da vida eterna.
Na verdade, o amor é uma dinâmica de bem-querer
que tem como origem a pessoa e como meta a comunhão.

Deus Santo,
nós sabemos que tu és Amor.
Isto quer dizer que a meta de todo o amor
é a comunhão contigo, Trindade Santa.


Aleluia!


Em Comunhão Convosco,

Calmeiro Matias

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

As nossas "Feirinhas"

Aqui está de novo o Abel deslumbrado a partilhar uma iniciativa que tem feito valer todo o esforço que possa implicar. Sim, estas coisas são muito bonitas de se ver e de se dizer, mas por trás disso está uma grande luta e persistência para levar acabo a realização desses Sonhos. Mas, com a UNIÃO que se tem feito sentir, tudo tem vindo a correr bem.

Ontem, por exemplo, a experiência superou as nossas expectativas! O importante não é a quantidade do que se vende, mas a adesão à visita e convívio dos nossos irmãos. Tal como a forma como cada um Lê estas coisas. E, já agora, para quem não teve a oportunidade de estar desta vez connosco, pode ainda estar sábado das 17h às 19h e depois de Celebrarmos a Eucaristia.

Ainda temos lá coisas muito giras e baratinhas à vossa espera :)
Até sábado.


"São 04.00h da tarde. Dá gosto vê-las. E, mais ainda, entrar na roda também. Mesmo que seja só para ouvir o Rui brincar: - Boa tarde! Então, o senhor é que é a ‘empresa transportadora” do material para a feira?!... Para quem está fora desta piada, há que aclarar: o Rui é Pe Rui Santiago, da nossa Comunidade, aquele amigo de coração grande, que acolheu o sonho da Equipa das FEIRINHAS e Cª - fazer ali no Seminário de Cristo Rei uma feirinha para divulgação do T.E. e, se calhar, recolher também alguns €, que sempre faltam para ir mais além nesse Pro+jecto, palavra nova em Portugal.
Começou-se pelas instruções de como arrumar, naquela Sala da Catequese, os três grupos “feirantes” (Redentoristas, com os livros do Pe Santos e Pe Rui, Equipa dos Ícones, com a selecção e habilidades da Susana e o Telefone da Esperança, com uma panóplia de coisas que podem ser úteis em qualquer casa e/ou para ofertas de Natal). Estava a mesa a compor-se com a exposição do que levamos e chega o Carlos. No seu jeito terno de brincar, na permuta daquele abraço que ele tão bem sabe dar, informa: - Isto é para ti. Quer dizer, o conteúdo... porque o continente é meu... Eram os sempre apreciados trabalhos da Glória, já com as contas de gastos de material e tudo, para podermos fixar os preços. (Para quem não sabe: A filosofia do T.E. é de que o voluntário dê o seu tempo e as habilidades / competências, mas não seja mais sacrificado com o peso dos € que tenha de gastar para ser voluntário... Com esse peso poderão outros carregar – também como forma de ajuda). Entretanto, a Bé, nossa companheira, também passou para nos mostrar a sua bébé – rechonchudinha e sorridente, a lembrar-nos que todos nascemos para ser Príncipes ou Princesas de um Reino que herdamos e que a cada um compete, ao longo do tempo, ir descobrindo / construindo...
Montada a feira, fechada a porta, cada um foi-se. A fervilhar de expectativas – vida e morte de todo o relacionamento. Será que o público vai aderir ? Será que a iniciativa só traz desgaste, dores de cabeça e nada de vendas?!... Mas a esperança também fervilhava. Porque o amor, quando é de qualidade, é sempre fecundo – difusivum sui, a derramar-se, por natureza. A fazer com+UNI(h)+ão...
Às 21.30h foi o Encontro da Comunidade. Para reflectirmos “algumas ideias para uma Teologia de Advento e Natal”. Pego no “algumas ideias” e no “uma teologia”. Dá-me gosto saborear assim esta liberdade com seu quê de aconfessional... Não no sentido de vergonha de mostrar a fé que se tem, mas no sentido de que todos cabem aqui. Para buscar, para experimentar novas formas de expressar a nossa vocação para Ser Gente e Ser Crente... ... O que aconteceu depois irei contar-vo-lo a seguir... Tudo foi para além de... "


Abel Magalhães





quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Talhados para a FESTA...



Hoje já são 12. Mas aquele dia 7 ficou gravado nas minhas doces memórias. Não me canso de ruminar, peça por peça, toda aquela nossa festa de dupla face: A Arca de Natal, na Estação de S. Bento, e o nosso “3º Aniversário” de abertura ao público – na Sede do T.E. Nas suas diferentes formas de expressão, foi um dia em cheio – a começar às 10 h da manhã, para ir até ás 24, ainda com fome de muito mais... A dar-nos força para PRO+seguir. Porque, para )muitos, a festa ainda tarda. Daí que, para nós T.E., a Estrela fica Além, o nosso rumo a apontar...
Nestas minhas ruminações, recordo histórias dos filhos e olho os netos – com particular incidência, agora, na mais pequenina, a Ana, de 3 aninhos. E lembro a história daquele pai (penso que Jonh Williams) que, ao celebrar o 3º aniversário do seu filho mais velho, viveu esta curiosa experiência, já ao deitar o menino, a quem perguntou se tinha gostado da festinha dos seus anos.
- Gostei, papá. Gostei muito. (Silêncio). Mas acabou... As pessoas foram embora!... (Silêncio) – Ó papá, para haver festa é preciso pessoas, pois é?!...
Esta exclamação interrogativa mexeu naquele pai. A sua mulher estava grávida pela segunda vez e aquela pergunta inesperada do filho de 3 anos põe-no a pensar: - ... para haver festa é preciso pessoas... Questiona-se sobre quem ensinará a uma criança uma coisa destas em que os adultos não se dão assim tanta conta. E decide arrumar a sua vida para que, ao nascer do 2º filho, possa estar presente e observar o mais tempo possível a vida que nasce.
Desse trabalho / observação / registo nasceu um livro curioso – Joi (Alegria). É como que uma tese a defender esta verdade: A Vida é Alegria. E, ao mesmo tempo, um manual de formação sobre a importância e transcendência das relações interpessoais e de amorização de grupos. Servi-me muitas vezes dele para a Formação de que estava encarregado – As Relações Interpessoais e Com o Público. Ainda na sua edição francesa, na década de 80,

Fui buscar isto agora porque também eu venho descobrindo que a festa nos está no sangue. É para ela que estamos talhados. São já muitos os pequenos grandes nadas que me lo dizem. Aqui e além vou respigando e vejo que se multiplicam à medida que aguço a minha curiosidade pelo fenómeno. Nós estamos mesmo talhados para a festa. Basta deixarmo-nos ser. Mas, descubro: Precisamos quem nos puxe. E/ou pararmo-nos a ouvirmo-nos e dizermo-nos...
Quer na Arca quer no jantar, porque já são da Família T.E., estiveram connosco alguns elementos do grupo de Cavaquinhos de Sermonde, Cavaquinhos do Marquês e outros mais grupos de animação que vão nascendo do dinamismo de uma família curiosa – a mãe Amélia, o pai Manuel e o jovem filho Tiago.
Mais uma vez, A Estação de S. Bento, virou Coliseu dos Recreios... Este grupo que animou o Encerramento da Arca 2011 encheu aquele átrio solene. Vimos, ouvi e lemos.. Pudemos registar de muitos: - Obrigado, senhores. A gente precisa tanto disto! Esta alegria faz bem à gente... É pena haver tão pouco...

Fico-me a magicar: Afinal, o Espírito T.E. é levar a festa àqueles que dela estão privados. Na mira de despertar em cada um a festa que traz dentro.


Abel Magalhães

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Unidos na Construção do Amor



Este texto foi escrito pelo Abel (Presidente do Telefone da Esperança) na terça-feira à noite. Trata-se do seu testemunho no primeiro encontro em Lisboa com voluntários que também acreditam que é possível construir um mundo melhor.


"À Conquista de Lisboa!...
Estou a chegar. Procuro saber como correu hoje a Arca de Natal, a decorrer na Estação de S. Bento. Maria Elisa, que esteve no comando da barca, informa que correu muito bem. – Venderam-se umas coisinhas e houve interesse em saber quem somos e o que fazemos...
Ainda antes de dormir, deixo-me tocar pelo nosso encontro em Lisboa. Foi o primeiro contacto oficial para a constituição de um grupo para abertura de um Centro do T. E. na Capital. Esteve connosco o Teo, de Badadoz. Que, para lá da presidência daquele Centro T.E. e nosso orientador pedagógico, é também o responsável internacional pela abertura de novos Centros. Uma vida toda ela entregue à causa dos outros, nesta modalidade do Telefone da Esperança. É um homem alegre e contagiante. Vê-se que bebe felicidade daquilo que faz. E sabe irradiar a Esperança.
Em Lisboa, estivemos na Escola Superior de Enfermagem – Polo Gulbenkian. Com pouca gente, que a data não foi a jeito. Mas sentimos vibração. Gente que quer saber como é – para fazer com segurança.
A forma como decorreu este primeiro encontro mostra bem o interesse e a qualidade de quem, voluntariamente, se lança assim aos mares ignotos da Relação de Ajuda. Um mare magnum em que todos sonhamos poder ser úteis a alguém, porque somos seres de cuidado; um mare magnum em que poucos sabem navegar – tantos são os escolhos que encontramos ali submersos...
Recordamos as exigências de um eficaz Saber Ajudar. Reflectimos o caso daquele homem que, tendo aliviado a dor de um macaco ferido e de quem cuidou até final, se viu preso ao macaco que, agradecido, o seguia para todo o lado. E aconteceu que, um belo dia, cansado, o homem adormeceu à sombra de uma árvore. Uma mosca teimosa pousava-lhe na cara descoberta. Mesmo a dormir, o homem sacudia a mosca. O macaco vigiava e logo quis ajudar... Deixou a mosca poisar-se. Vai devagarinho e amanda-lhe uma palmada tal que ... mata a mosca e ... mata o homem. Porque, para ajudar, não basta a boa intenção. Há que fazer(-se) uma cuidada Pré+paração.
E é nessa linha que Lisboa já está a trabalhar. No próximo Curso de Conhecimento de Si Mesmo, 5 a 8 de Jan. 2012, teremos aquela gente connosco. É o irradiar da esperança. Para a construção da Paz."


Abel Magalhães

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

PARABENS T.E. :)

Aqui estou eu de novo para vos falar do NOSSO querido Telefone da Esperança. Encho a boca toda para falar assim: NOSSO QUERIDO T.E!!! O Abel já tem dito que ninguém pode amar o que não conhece e eu acho que ele tem muita razão, pois eu se não conhecesse esta FAMÍLIA como conheço e todo o empenho ela envolve, nunca poderia falar assim.

Olha T.E., apetece-me mesmo dizer-te: AMO-TE MUITO, MUITO, MUITO,MUITO!!! Hoje fazes 3 anos de VIDA e há 1 ano e três meses que te comecei a conhecer, lembras-te? Mas que delícia o acolhimento que me fizeste sentir... parece que já nos conhecíamos há tanto tempo! Sim, foi uma descoberta de encontro fenomenal! Foste uma SURPRESA e continuas a surpreender cada vez mais!!! Continuas a ACREDITAR na possibilidade de construção de um mundo mais humano, mais FELIZ!!!

Tu és:
ESPERANÇA, AMOR, FRATERNIDADE, ACOLHIMENTO, FELICIDADE, PAZ, SERENIDADE, SERIEDADE, PACIÊNCIA, PARTILHA, AMIZADE, GENEROSIDADE, SOLIDARIEDADE, LUTA, FORÇA, CUMPLICIDADE, COMPANHEIRISMO, UNIÃO, CUIDADO... Tu és VIDA!!!

Tu és DOM que nos enche o coração de tanto BEM!!! Tanta Gratidão, meu Deus... e as pessoas que já se vão deixando seduzir por ti... ah como é bom ver este SONHO a crescer... Ainda no sábado estávamos a trabalhar em equipa para darmos início à Arca de Natal e os olhos da Manela e da Elisa irradiavam tanta felicidade por sentir que, agora, são mais rostos empenhados e com garra no mesmo projecto.

Todos estão de Parabéns, mas desta vez, em particular, quero muito agradecer em teu nome (T.E.) àqueles que por trás dos bastidores se disponibilizam com "unhas e dentes" naqueles 15 minutos de tempo que vão tendo de intervalo das suas actividades diárias para te dedicar o que de melhor têm para te oferecer. É maravilhoso ver como o Reino de Deus aconTece entre esta troca de Saberes, de Dons, de Criatividade, Descoberta, PARTILHA... Estamos todos muito felizes e agradecidos por sermos mais a querer entrar nesta dança. Uma dança belíssima mas que implica ritmo de muita perseverança, firmeza no passo de cada um que se compromete...

PARABÉNS T.E.!!!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Construtores da PAZ !

Abriu-se a Arca de Natal. Foi ontem, na estação de S.- Bento. Em nova edição – melhorada e aumentada!... Com um novo desingh, a branco e cor de salmão. Aquele já consagrado espaço turístico, ontem, hoje e amanhã, está a ser sobretudo um lugar de encontro e de festa. Porque o Natal, com suas Belezas Ignoradas, tem sempre o poder da magia divina que lhe está na origem – mesmo quando desconhecida por tantos.
Paro a contemplar aquele vasto recinto. Dentro do habitual bulício de uma estação de caminho de ferro, por onde passam diariamente 60.000 pessoas, hoje tudo está diferente. Tudo ali é cor. Música. Palco que promete animação. E encontro de gente que precisa de gente – para se sentir mais gente... Fazendo e desfazendo pequenos grupos, em frente a cada banca a representar uma Instituição Social, ali presente. A dizer à Cidade Invicta que, apesar da crise, a Solidariedade (como nova forma de dizer o Amor ao próximo) ainda não morreu. O Porto tem vida. E a Autarquia apareceu ali também, a dizer-se e a dizer-nos que a Paz vai correndo como um rio ... De mão para mão, em cada nova geração que chega a tomar a vez de quem parte. Dá gosto saber ler com o coração – que sempre vê mais longe do que os olhos... O homem, naturalmente, gosta de dar-se, comunicar-se, ser útil.
Chega o Zezinho que, nos anos 50 / 60, foi dos batatinhas da Casa do Gaiato de Paço de Sousa. Hoje é um avô derretido, a mostrar fotos de pinturas que já fez para o Natal dos netos. Traz um quadro a óleo, pintado por ele – para oferta ao T.E. A dizer que o tempo de reforma não tem der ser triste. Pode ser aproveitado para aprender coisas novas que dão vida à gente. Quer saber como se pode pertencer a esta Instituição. E partiu a consultar a esposa a ver se estão livres de compromissos para, na 4ª feira, pelas 20.00h, participar na Festa do nosso 3º Aniversário.
São tudo testemunhos de que Deus quer, o homem sonha e a obra nasce. É uma questão de encontro... Homens que saibam sonhar os sonhos que Deus / o Amor sempre sonha – que o homem se construa para a relação de reciprocidade e comunhão amorosa. Essa que lhe dá essa Paz por que seu coração sempre anseia.
Apetece cantar: Vamos a correr, vamos a Belém... (que hoje virou Arca de Natal, na Estação de S. Bento). Para construir a Paz. Testemunhar que Ele está vivo. E a revelar-se em sempre novas formas de experimentar e de expressar a Vida.

Abel Magalhães