domingo, 17 de março de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
Dedicado aos meus Heróis
Li este texto e pensei logo em vós (Vera, Paulinha, Anunciação,Maria do Céu, Maria João,Rosa Santos, Rosa Barros, Carla, Paula Costa, Madalena,Teresa,Sameirinho, Júlio, Luís, Maria da Luz,Aurora, Joaquina, Elisabete, Rodrigues, Raquel, Helena Raquel, Albertino, Marcelino, To-Zé e esposa, Zé Manel, Alfredo, Sérgio... tantos!...). Pensei em vós porque sim. Por gratidão ao vosso exemplo e pelas palavras de incentivo a cada um, que vai entrando em processo de reabilitação, tantas vezes desesperançado, tantas vezes incrédulo das suas próprias capacidades... Ao ler este texto associei-o logo à força de palavras ditas por alguns de vós, com a autoridade de quem experimenta na sua própria carne o que diz.
Dedico-vos o texto não porque vos soe a novo, mas por ter despertado em mim memórias do vosso SER que é motivo de grande inspiração de esperança na vida de cada um de nós. Agradeço a Deus por vos ter colocado no meu caminho e por, através de vós, fazer-se PALAVRA.
Aqui vai o texto da Ana Ascensão que costuma colaborar nas publicações do blogue Derrotar Montanhas:
Ser capaz!...
Cada vez mais se está a tornar claro para mim, que a ajuda pode enfraquecer o ser humano!...
Quando a ajuda se transforma numa substituição...
Quando a ajuda segreda coisas como "...pronto, tu não és capaz, eu faço por ti, penso por ti, vivo por ti!..."
Quando a ajuda anula uma pessoa e a faz sentir-se incapaz de "se levar adiante"!...
Faz parte da dignidade de uma pessoa ser ela própria a fazer-se e sentir-se capaz disso mesmo!
É por isso que Deus não ajuda...
Ele é muito nosso, mas não nos anula...
Ele é nossa força, mas somos nós que temos de "dar à manivela"!
É por isso que Deus não ajuda...ou por outras palavras, não substitui!
Ele não nos quer enfraquecidos!
(...e conhece bem a nossa capacidade, o ser capaz...)
Ana Ascensão- Link: http://derrotarmontanhas.blogspot.pt/2013/03/ser-capaz.html
sexta-feira, 8 de março de 2013
Convite
Este ano a Direção da Delegação do Porto da ACAPO, está a desenvolver uma atividade diferente na nossa Delegação: uma exposição e venda de trabalhos realizados pelo nosso grupo de manualidades, visando angariar fundos para a realização de novos e diferentes trabalhos, com o objectivo de assegurar a presença na feira de artesanato no Parque da Lavandeira, no mês de Maio.
Temos para venda artigos a partir de 1 euro. Estarão disponíveis igualmente para venda artigos variados, doados á nossa Delegação por beneméritos.
Vem e passa a palavra a todos os teus famíliares, amigos e conhecidos.
A exposição já decorre desde ontem dia 7 a 10 de Março(de quinta a domingo), das 14h às 21 horas.
Temos para venda artigos a partir de 1 euro. Estarão disponíveis igualmente para venda artigos variados, doados á nossa Delegação por beneméritos.
Vem e passa a palavra a todos os teus famíliares, amigos e conhecidos.
A exposição já decorre desde ontem dia 7 a 10 de Março(de quinta a domingo), das 14h às 21 horas.
domingo, 3 de março de 2013
Olhos emprestados
“Eu empresto-lhe os meus olhos e ele empresta-me os braços”. Ouvi esta expressão de uma minha amiga que tem o marido cego, depois de eu lhe ter perguntado se o marido gostou da noite de poesia da qual tínhamos desfrutado juntos. Nessa noite, a acompanhar a recitação dos textos, havia uma dinâmica a propósito do tema que o enriquecia ainda mais! Dava para sentir o empenho e o trabalho de quem preparou com muito carinho. Mas…
Nem todos podem ver o fruto destas coisas com os seus próprios olhos a não ser que lhos emprestem. Eu explico: a minha amiga tem sempre o cuidado de transmitir por audiodescrição tudo o que se vai passando nestes e noutros contextos e assim, o marido vai imaginando e acompanhando tudo ao seu jeito deliciando-se da mesma maneira que os outros. São estes olhos que lhes são emprestados e foram estes olhos que o fizeram regressar a casa feliz, contente e com vontade de voltar.
Graças a Deus vamos tendo estes exemplos que nos podem ajudar a estar mais atentos, despertos em gestos simples e essenciais para o outro. Gestos que podem evitar a ansiedade e até um certo desconforto de quem é cego ou amblíope. Coisas com as quais muitas vezes não estamos sensibilizados por desconhecer a verdadeira realidade dos obstáculos que criamos sem saber. Surpresas desagradáveis como, por exemplo, mudar o cenário a um espaço (que porventura já é bem conhecido por essas pessoas) e apagarem as luzes antes de lhes darem a oportunidade de o explorar antes. Claro que a questão da luz é indiferente para os cegos, mas para quem ainda vê alguma coisa faz toda a diferença.
Isto são apenas alguns exemplos de pequenos porMENORES que se tornam porMAIORES na vida destas pessoas.
Obrigada amiga por me proporcionares esta reflexão. Vamos assim caminhando de mãos dadas e aprendendo a usar melhor os “óculos do amor”.
Emília Pinto
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