segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O segredo da felicidade


Às vezes avaliamos a felicidade pelo aparato e grandeza das coisas. Iludimo-nos facilmente com o que os olhos da cara vêem e não nos damos conta que, a maior parte das vezes, esses olhos só conseguem ver o que fica na casca dos acontecimentos e não alcançam o delicioso sabor do miolo.

É um dom precioso quando conseguimos sentir o gozo do sucesso nas coisas mais simples da vida, coisas que só os olhos do coração vêem e desfrutam… Isto é possível quando nos dispomos a caminhar num crescimento de Fé e Esperança que nos vai moldando na passagem do homem velho para o homem novo. O nosso coração vai ganhando espaço na descoberta dos ingredientes que dão um gosto especial e um aroma fresco e perfumado à nossa vida.

Há dias, a cozinhar, dei por mim a pensar no milagre do sal, um ingrediente que depois de utilizado, não se vê, mas sem o qual a comida não teria sabor nenhum. Assim é a vida quando não a saboreamos no invisível das coisas… Da mesma forma pensei no fermento que usamos para fazer crescer o pão e os bolos… assim é o nosso coração quando cresce de tanta alegria, quando conseguimos ver e sentir a abundância no essencial.

A nossa felicidade para fazer sentido depende muito da descoberta deste segredo, senão fica sem graça nenhuma e acaba numa monotonia. Ficamos facilmente deprimidos porque andamos sempre à procura de algo exterior para preencher os nossos vazios.

Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente para saberdes discernir, segundo a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe é agradável, o que é perfeito." (S. Paulo, Carta aos Romanos 2, 3).

Um abraço a todos e sejam felizes!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

TESTEMUNHAS DA ESPERANÇA


"Permitam-me que partilhe convosco uma pequena experiência, que tem sido para mim uma enorme escola de vida e de Esperança. Há quatro anos e meio foi-me diagnosticado um cancro da mama grave. Fui operada, fui aos tratamentos de quimioterapia e radioterapia e, quando no final, disse ao médico que tudo tinha decorrido como o previsto, ele respondeu-me: “É muito bom sinal”.
Do medo e da angústia passei à Esperança, porque acreditei sempre que sem ela era mais difícil vencer esta batalha. Com a presença e apoio da minha família, dos amigos e de tantos outros, fui ultrapassando os obstáculos que esta doença por vezes coloca na nossa vida.
Ir às consultas ou fazer exames é sempre algo que me torna ansiosa, pela expectativa do resultado e pelo que o médico me pode comunicar. Felizmente que as notícias foram sempre boas: “Está tudo bem”.
Agora, e ao fim deste tempo, fui novamente ao médico e, no meio do turbilhão da ansiedade, cheguei à consulta e ouvi o seguinte do médico: “As suas análises estão excelentes e os exames também”.
Foi um momento mágico, este. Foi a primeira vez que ouvi isto do médico. Fiquei absolutamente feliz. Venci o cancro. E nada melhor do que isto para perceber o verdadeiro significado da palavra Esperança e de como ela faz todo o sentido na nossa vida. Nunca como agora afirmo com toda a força e consciência que desistir nunca, jamais em tempo algum, porque desistir nos impede de trilhar novos caminhos, de escutarmos o nosso próprio coração e de irmos até onde ele nos quer levar.
Viver com esta doença é sempre difícil. Pela incerteza do sucesso ou insucesso, pela quantidade de questões que nos caem em cima e que é preciso aprender a gerir e lidar: o medo, a angústia, as emoções, a parte psicológica, etc., e isso permite-nos ter um outro olhar sobre o valor da vida e daquilo que é o essencial.
É por isso que tão importante saber estar com as pessoas que passam por esta experiência. Podemos não ter resposta no momento, mas não as podemos deixar de mãos vazias, isto é, sem um sinal de Esperança, mas uma Esperança atuante, que vai, interpela, busca e envia a encontrar um sentido para a nossa vida, maior do que a doença, porque a esperança passiva, que fica à espera de que tudo se resolva, essa não chega a lado nenhum a não ser ao conformismo, que não é de todo solução para nada.
Quero aqui deixar, também, a minha homenagem a todas e todos que, tendo lutado e se empenhado tanto para vencer esta doença, mantendo a chama da esperança viva até ao limite das suas forças, não conseguiram vencer. Acreditaram sempre, foram vencidos por uma luta desigual…
Vale a pena acreditar, vale a pena ter Esperança."
Paula Constantino

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

DETALHES

De vez em quando, encontro umas Pérolas de Vida que vale a pena compartilhar, vejam neste link:
http://derrotarmontanhas.blogspot.pt/2012/12/detalhes.html

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Escutar a vida




Escutar a vida?
Há dias, desafiaram-me a fazer uma reflexão sobre este tema, e devo dizer que nunca como estes dias parei a perguntar-me: quais foram ou são os momentos que me fizeram ou fazem descobrir a capacidade de sentir o coração diferente, de uma alegria imensa de viver, de um despertar de conquistas novas, de cores novas, toques novos, formas novas de ver e escutar a vida?!
Nas viagens do meu pensamento vi pessoas, o que fui e vou cultivando nas minhas relações, na minha proximidade com o outro. Foi na alegria do Encontro, nos momentos de partilha e diálogo, de Silêncio e Oração, na disponibilidade interior e de entrega do irmão, que ganhei olhos e ouvidos novos.
Só consigo ver rostos... aqueles que acreditaram em mim mais do que eu própria. Aqueles que nunca desistiram e não se cansam de me dizer "tu és capaz"! Aqueles em quem eu aprendi a confiar e a deixar-me guiar por horizontes de Amor e Esperança. Foi este amor que rompeu lugar no meu coração e o levou a abrir-se à Novidade... Aos poucos tudo começou a ser diferente. À medida que vou caminhando com eles, a minha fé vai ganhando raízes e a esperança vai sendo a inspiração que me move e me faz sorrir a cada dia. São muitas descobertas de experiências novas que guardo com muita Gratidão.
Sendo deficiente visual nunca os verbos VER, TOCAR, ESCUTAR, ou mesmo a palavra Luz, fizeram tanto sentido na vida como agora... O Evangelho vivido há dois mil anos faz-se, hoje, na minha carne Boa Notícia. Tal como o cego da piscina de Siloé sinto a lama a curar-me, ou o olhar a repousar em mim como aconteceu com aquela mulher que Lhe tocou no manto. Como são belos os pés do mensageiro da Paz que se faz presente no rosto de pessoas que desenham todos os dias a Vida.
Escutar a vida leva-me ao Encontro na mais radical nudez do meu coração. Por isso, acredito que ao Escutar a Vida, se possa nascer de novo e assim, um presidiário possa (re)descobrir a alegria de experimentar o verdadeiro sentido da palavra Liberdade, ou um paralítico possa (re)descobrir o prazer de uma caminhada, ou um cego as cores da Nova Aliança.


"Tira-me a luz dos olhos - continuarei a ver-te
Tapa-me os ouvidos - continuarei a ouvir-te
E, mesmo sem pés, posso caminhar para ti
E, mesmo sem boca, posso chamar por ti.
Arranca-me os braços e tocar-te-ei com o meu coração como se fora com as mãos...
Despedaça-me o coração - e o meu cérebro baterá
E, mesmo que faças do meu cérebro uma fogueira,
Continuarei a trazer-te no meu sangue."

R. M. Rilke

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Também fazemos macramé


Pois é, também fazemos pulseiras, cintos, carteiras e tapetes em macramé. Para quem não sabe o que é, vejam neste link como se faz: http://www.youtube.com/watch?v=PbJo75t7S44

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Um caminho de esperança a vencer obstáculos


Persistimos, investimos e acreditamos cada vez mais em nós, nas nossas capacidades. Não ignorando as nossas limitações, vamos deixando os nossos medos, incertezas, receios e tornamo-nos mais pessoas sem deixar de sermos nós mesmas! Ainda que às vezes a insegurança nos bate à porta, sentimos que temos tudo que necessitamos para avançar e progredir com segurança para uma reabilitação completa e integração plena no que nos propomos a fazer. Tornamo-nos também fonte de inspiração e alento uns dos outros.