sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

"Possivelmente o melhor presente das vossas vidas"



"Pessoalmente, fiz este curso, como formanda, em 2005 e costumo dizer que se pudesse oferecer um presente a todos as pessoas do planeta seria este curso (na verdade, o conjunto de dois cursos de que este é o primeiro), tal o impacto que tem na qualidade de vida (pessoal e relacional) de quem o faz (e tal o impacto que teve, concretamente, na minha vida)."  Quando li isto, identifiquei-me logo com o sentimento que também habita em mim, tal é a vontade de querer DAR o que me foi dado. Por isso, resolvi partilhar este texto da Natacha (voluntária do Telefone da Esperança) com os que ainda não conhecem ou já ouviram falar mas não têm a mínima noção da verdadeira essência da questão.

"O Curso de Conhecimento de Si Mesmo está desenhad Presidenteo para pessoas que queiram iniciar ou incrementar o seu percurso de desenvolvimento pessoal e, como poderão testemunhar os milhares de pessoas que já o fizeram em vários países é um trabalho verdadeiramente transformador. Se conhecerem alguém que já tenha feito, perguntem-lhe e coloquem todas as questões que julguem pertinentes.

Pessoalmente, fiz este curso, como formanda, em 2005 e costumo dizer que se pudesse oferecer um presente a todos as pessoas do planeta seria este curso (na verdade, o conjunto de dois cursos de que este é o primeiro), tal o impacto que tem na qualidade de vida (pessoal e relacional) de quem o faz (e tal o impacto que teve, concretamente, na minha vida).

O que podem ganhar com este curso [se se empenharem no percurso - já vou avisando que requer dedicação e muito trabalho pessoal]:

- Uma melhor compreensão do vosso percurso de vida e do porquê de hoje serem como são e comportarem-se como tendencialmente se comportam

- Uma melhor compreensão do percurso de vida dos outros e dos seus comportamentos

- O desenvolvimento de importantes competências pessoais (auto-conhecimento, auto-motivação, gestão das emoções)

- Um ser/estar mais consciente na vida, com o assumir de responsabilidade e poder pessoal

- Um sentido de maior harmonia interior (com reflexo na interação com o mundo e os outros)

Para se inscreverem ou pedirem mais informações: formacao@telefonedaesperanca.pt

Espero que decidam oferecer-se este presente! Possivelmente o melhor presente das vossas vidas :o))

Um abraço!
Natacha"  

O presente está ao vosso alcance, é só abrir este link, ler a informação e decidirem se o querem ou não agarrar: http://telefonedaesperanca.blogspot.pt/2013/01/novas-datas-do-curso-de-conhecimento-de.html    

domingo, 13 de janeiro de 2013

Da minha experiência…

Desta vez a minha reflexão vem da experiência que tenho vindo a fazer que é descobrir o significado e a diferença entre a palavra cego e a palavra invisual. Acho que isto ainda diverge nas opiniões, não pretendo com isto impor uma maneira de pensar, é mesmo só uma partilha.

Descobri que a palavra invisual não é sinónimo de cego. Não é correcta a sua utilização. Invisual é o que não se vê e cego é O que não vê. Dizer a um cego que é invisual, é o mesmo que lhe dizer que o próprio é invisível. Digo isto porque tenho amigos cegos, que respondem sempre a quem lhes chama invisual: "Eu sou cego(a), não sou invisível!" Sabemos que quem usa esta palavra não a usa com essa consciência, mas também sabemos que quem a usa, é por ter um certo "pudor" à palavra cego. Não é intencional, achamos que, ocultando a realidade, nos tornamo mais delicados…Eu própria já a usei muitas vezes, ou então trocava-a pela palavra ceguinho. Esta é outra palavra que comecei a evitar por descobrir que “ceguinho ou ceguinha" pode associar-se ao “coitadinho”. E, por isso, agora, tenho plena consciência que de coitadinhos não têm absolutamente nada.

Ainda na utilização da palavra invisual, se pensarmos bem, para além da inconsciência que referi, sobrepõe-se uma outra inconsciência que é a de a utilizarmos de acordo com a nossa maneira de pensar relativamente ao cego. Ou seja, será mesmo que o estamos a VER na sua condição de auto-suficiência? Na verdade a nossa falta de conhecimento ou os nossos preconceitos, não nos deixam ver a realidade no seu melhor. E a questão não é a do empregar palavras certas ou erradas, mas o que ainda está por baixo disso.

Nestes últimos anos, tenho tido um indescritível privilégio de conhecer e encantar-me com a verdadeira realidade dos cegos. São pessoas de uma autonomia admirável e incrivelmente inspiradoras e criativas! Costumo dizer que são os meus Heróis.

E por falar em Heróis, lembrei-me desta carta/oração que escrevi e publiquei no dia 30 de Abril de 2012:

Os meus Heróis

Hoje, especialmente, quero agradecer-te pelos meus Heróis. Sim, aqueles mesmos! Não os ditos sábios de renome e reconhecidos, mas os que ultimamente vais cruzando na minha história e com eles vou cultivando mais Vida. Aqueles heróis que lutam contra a escuridão contínua, faça dia ou noite, procurando ver o Sol e a Lua de outro jeito, onde também estás a dar-lhes a mão em busca dessa Luz, tenho a certeza absoluta! Ou senão era impossível eles VEREM o que vêem... Oh meu Jesus, como lhes Tocas para eles VEREM assim? Admira-me a coragem e a vontade deles na integração e aceitação diante da realidade, nas relações interpessoais, na facilidade de proximidade com o outro, a capacidade de humor, o riso de si próprios diante de cada obstáculo que enfrentam...

Oh meu Jesus, nosso Irmão, como lhes enches o coração de frescura nova, de uma alegria imensa de viver, de um despertar de novas conquistas, de novos toques, novas cores, novos ouvidos, novas formas de apreender tanta vida. Uma Vida que vai sendo renovada e partilhada em sabedoria e talentos, oferecida de graça e por GRAÇA a cada irmão que vai chegando...

Estes são os meus heróis, porque não aceitam restrições por parte dos que não sabem do que falam, escolhem crescer em vez de desistirem, deixam-se guiar por horizontes de vida que lhes dão segurança e firmeza através da esperança e gratidão que brota a cada dia nos seus corações.

Estes sim, são os meus verdadeiros heróis: os que me ensinam a ler a vida com encanto, me inspiram a reinventar a beleza das cores, me motivam a caminhar, me estimulam na descoberta da sensibilidade de um simples toque...

Oh meu querido Irmão mais velho, como eles me deixam maravilhada...e tenho a certeza que Tu vives neles e com eles e te maravilhas e encantas também.

Acho que não sou só eu que experimento a cada dia, histórias destes e de tantos outros heróis anónimos por aí espalhados em tantos lugares e em diversas circunstancias. Basta só estarmos atentos.

Por isso, Jesus, hoje tirei o dia para agradecer-te este privilegiado dom de descoberta nas nossas vidas e para estar em comunhão com eles e contigo. Tu Jesus, que és Luz e Amor, Caminho, Verdade e Vida, ilumina o nosso coração para que sejamos sempre motivo de alegria, de paz e esperança.

Obrigada Jesus.

Emília Pinto

domingo, 6 de janeiro de 2013

Mudança de coração



ESCUTAR A VIDA
Caríssimas e caríssimos, 
O que “fazemos” dos votos de Ano Novo Feliz que expressámos na noite de 31 de Dezembro? Paula Constantino propõe um caminho: “Começo por perceber que este desejo de mudança tem que acontecer primeiro, e antes de tudo, no meu interior…”. Do desafio da proposta evangélica – “é preciso nascer de novo” – germina o desejo de mudança, sustentado nas palavras do poeta: “Partimos. Vamos. Somos”.
Com estima fraterna,
grão de mostarda

Mudança de coração

Entrámos no Ano Novo e, como de costume, com ele vêm os votos de um “Feliz Ano Novo, que tudo corra bem, que não nos aconteça nada de mal”, ou ainda, o desejo de “Ano Novo, vida nova”.
Tenho reflectido sobre isto nestes dias que são os primeiros deste ano 2013, e pergunto-me a mim mesma o que fazemos nós destes desejos, que sentido têm para a nossa vida ou, indo um pouco mais ao fundo da questão, pergunto-me: afinal o que é que muda em mim? Esta é, para mim, a questão fulcral, porque põe em evidência aquilo que é, deve ser, o essencial na minha vida.
E de que essencial estou eu a falar? Apenas na mudança de folha de calendário, ou na mudança de atitude que me leva à mudança do coração? Aqui está para a mim a essencialidade: mudar o coração. E esta atitude conduz-me ao meu inquieto interior para tentar perceber onde é necessária esta transformação.
Começo por perceber que este desejo de mudança tem que acontecer primeiro, e antes de tudo, no meu interior, e que isso exige uma seriedade enorme sobre o juízo que faço de mim própria, aceitando, por um lado, as minhas fragilidades, e por outro, intuindo o que eu preciso inevitavelmente de mudar. 
Mas esta mudança não acontece verdadeiramente se eu não me deixar envolver pelo Amor de Deus que é Pai, e que por isso se mostra sempre disponível para o perdão e a ternura, com uma complacência tantas vezes desconcertante, própria de quem caminha com uma filha pela mão que sabe muitas vezes frágil e insegura, mas com a certeza do caminho por onde seguir.
Jesus disse a Nicodemos: “Não te admires por Eu te haver dito: Tendes de nascer de novo. O vento sopra onde quer; ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim é todo aquele que nasceu do Espírito”, (João 7-8)
“Tendes de nascer de novo”. Este é o desafio que ele me lança quando faz nascer em mim este desejo de mudança. Os meus gestos, as minhas atitudes, as minhas palavras e o meu coração têm que ser sinal dessa mudança que ele opera em mim. 
Como diz o poeta: 
Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
─ Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama

Um bom ano para todos,
Paula Constantino

Entrámos no Ano Novo e, como de costume, com ele vêm os votos de um “Feliz Ano Novo, que tudo corra bem, que não nos aconteça nada de mal”, ou ainda, o desejo de “Ano Novo, vida nova”.

Tenho reflectido sobre isto nestes dias que são os primeiros deste ano 2013, e pergunto-me a mim mesma o que fazemos nós destes desejos, que sentido têm para a nossa vida ou, indo um pouco mais ao fundo da questão, pergunto-me: afinal o que é que muda em mim? Esta é, para mim, a questão fulcral, porque põe em evidência aquilo que é, deve ser, o essencial na minha vida.

E de que essencial estou eu a falar? Apenas na mudança de folha de calendário, ou na mudança de atitude que me leva à mudança do coração? Aqui está para a mim a essencialidade: mudar o coração. E esta atitude conduz-me ao meu inquieto interior para tentar perceber onde é necessária esta transformação.

Começo por perceber que este desejo de mudança tem que acontecer primeiro, e antes de tudo, no meu interior, e que isso exige uma seriedade enorme sobre o juízo que faço de mim própria, aceitando, por um lado, as minhas fragilidades, e por outro, intuindo o que eu preciso inevitavelmente de mudar.

Mas esta mudança não acontece verdadeiramente se eu não me deixar envolver pelo Amor de Deus que é Pai, e que por isso se mostra sempre disponível para o perdão e a ternura, com uma complacência tantas vezes desconcertante, própria de quem caminha com uma filha pela mão que sabe muitas vezes frágil e insegura, mas com a certeza do caminho por onde seguir.

Jesus disse a Nicodemos: “Não te admires por Eu te haver dito: Tendes de nascer de novo. O vento sopra onde quer; ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim é todo aquele que nasceu do Espírito”, (João 7-8)

“Tendes de nascer de novo”. Este é o desafio que ele me lança quando faz nascer em mim este desejo de mudança. Os meus gestos, as minhas atitudes, as minhas palavras e o meu coração têm que ser sinal dessa mudança que ele opera em mim.

Como diz o poeta:

Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
─ Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama

Um bom ano para todos,

Paula Constantino

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O segredo da felicidade


Às vezes avaliamos a felicidade pelo aparato e grandeza das coisas. Iludimo-nos facilmente com o que os olhos da cara vêem e não nos damos conta que, a maior parte das vezes, esses olhos só conseguem ver o que fica na casca dos acontecimentos e não alcançam o delicioso sabor do miolo.

É um dom precioso quando conseguimos sentir o gozo do sucesso nas coisas mais simples da vida, coisas que só os olhos do coração vêem e desfrutam… Isto é possível quando nos dispomos a caminhar num crescimento de Fé e Esperança que nos vai moldando na passagem do homem velho para o homem novo. O nosso coração vai ganhando espaço na descoberta dos ingredientes que dão um gosto especial e um aroma fresco e perfumado à nossa vida.

Há dias, a cozinhar, dei por mim a pensar no milagre do sal, um ingrediente que depois de utilizado, não se vê, mas sem o qual a comida não teria sabor nenhum. Assim é a vida quando não a saboreamos no invisível das coisas… Da mesma forma pensei no fermento que usamos para fazer crescer o pão e os bolos… assim é o nosso coração quando cresce de tanta alegria, quando conseguimos ver e sentir a abundância no essencial.

A nossa felicidade para fazer sentido depende muito da descoberta deste segredo, senão fica sem graça nenhuma e acaba numa monotonia. Ficamos facilmente deprimidos porque andamos sempre à procura de algo exterior para preencher os nossos vazios.

Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente para saberdes discernir, segundo a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe é agradável, o que é perfeito." (S. Paulo, Carta aos Romanos 2, 3).

Um abraço a todos e sejam felizes!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

TESTEMUNHAS DA ESPERANÇA


"Permitam-me que partilhe convosco uma pequena experiência, que tem sido para mim uma enorme escola de vida e de Esperança. Há quatro anos e meio foi-me diagnosticado um cancro da mama grave. Fui operada, fui aos tratamentos de quimioterapia e radioterapia e, quando no final, disse ao médico que tudo tinha decorrido como o previsto, ele respondeu-me: “É muito bom sinal”.
Do medo e da angústia passei à Esperança, porque acreditei sempre que sem ela era mais difícil vencer esta batalha. Com a presença e apoio da minha família, dos amigos e de tantos outros, fui ultrapassando os obstáculos que esta doença por vezes coloca na nossa vida.
Ir às consultas ou fazer exames é sempre algo que me torna ansiosa, pela expectativa do resultado e pelo que o médico me pode comunicar. Felizmente que as notícias foram sempre boas: “Está tudo bem”.
Agora, e ao fim deste tempo, fui novamente ao médico e, no meio do turbilhão da ansiedade, cheguei à consulta e ouvi o seguinte do médico: “As suas análises estão excelentes e os exames também”.
Foi um momento mágico, este. Foi a primeira vez que ouvi isto do médico. Fiquei absolutamente feliz. Venci o cancro. E nada melhor do que isto para perceber o verdadeiro significado da palavra Esperança e de como ela faz todo o sentido na nossa vida. Nunca como agora afirmo com toda a força e consciência que desistir nunca, jamais em tempo algum, porque desistir nos impede de trilhar novos caminhos, de escutarmos o nosso próprio coração e de irmos até onde ele nos quer levar.
Viver com esta doença é sempre difícil. Pela incerteza do sucesso ou insucesso, pela quantidade de questões que nos caem em cima e que é preciso aprender a gerir e lidar: o medo, a angústia, as emoções, a parte psicológica, etc., e isso permite-nos ter um outro olhar sobre o valor da vida e daquilo que é o essencial.
É por isso que tão importante saber estar com as pessoas que passam por esta experiência. Podemos não ter resposta no momento, mas não as podemos deixar de mãos vazias, isto é, sem um sinal de Esperança, mas uma Esperança atuante, que vai, interpela, busca e envia a encontrar um sentido para a nossa vida, maior do que a doença, porque a esperança passiva, que fica à espera de que tudo se resolva, essa não chega a lado nenhum a não ser ao conformismo, que não é de todo solução para nada.
Quero aqui deixar, também, a minha homenagem a todas e todos que, tendo lutado e se empenhado tanto para vencer esta doença, mantendo a chama da esperança viva até ao limite das suas forças, não conseguiram vencer. Acreditaram sempre, foram vencidos por uma luta desigual…
Vale a pena acreditar, vale a pena ter Esperança."
Paula Constantino

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

DETALHES

De vez em quando, encontro umas Pérolas de Vida que vale a pena compartilhar, vejam neste link:
http://derrotarmontanhas.blogspot.pt/2012/12/detalhes.html