quinta-feira, 11 de julho de 2013
terça-feira, 9 de julho de 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
POR QUE OLHAS PARA A PALHA QUE ESTÁ NO OLHO DO TEU IRMÃO?
“Por que olhas a palha que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu?” (Mateus 7, 3)
Às vezes, julgamos os atos do outro pelo que pensamos, sem darmos conta da pobreza deste sentimento.
Dizemos que amamos, mas não sabemos amar sem passar faturas, cobrando o que queremos que o outro seja para nós, sem percebermos que primeiro devemos olhar para nós mesmos, para as nossas atitudes e assim podermos compreender melhor as dos outros.
Que o nosso Jesus nos alerte sempre para a realidade dos factos, dos nossos fracassos, das nossas cegueiras, da atração pelo veneno que nos é confrontado e não nos deixe cair na tentação de nos deixamos vencer pelas trevas.
Dá-nos Jesus,
Uns olhos que nos vejam tão bem quanto os Teus nos vêem, e que reconheçam a todos como irmãos, filhos do nosso Abbá,
um coração que bata com o mesmo ritmo que o teu,
uns ouvidos que escutem,
uns lábios que não apaguem a lamparina da vigilância e da oração,
umas mãos que levem as tuas impressões digitais e, por isso, sejam capazes de acolher e fazer acontecer a abundância, o perdão e a paz.
Dá-nos Jesus,
A capacidade de saborearmos a riqueza da Comunhão.
Emília Pinto
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Reflexão da Paula Constantino: Aprender a Paciência
“O Amor é paciente, a caridade é benigna. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1)
O nosso tempo corre depressa. As pessoas andam de um lado para o outro quase que sem destino, sem saberem para onde ir. Não há tempo a perder, é preciso atender a mil e uma tarefas que ainda há para cumprir em mais um dia que mais parece ter mais do que 24 horas. E no meio de toda esta azáfama tantas vezes dizemos e ouvimos dizer: “Não tenho paciência”; “Não há paciência para isto”.
E eu pergunto-me: que fazemos nós da paciência? Como a cultivamos no nosso coração e nas nossas vidas?
Olho a natureza como ela nos brinda com paisagens tão belas, que eu me pergunto como é que isto foi possível? Será obra da pressa ou da paciência?
Durante um passeio observo um campo enorme de pequenas flores amarelas e vou às raízes da formação daquela beleza: a pequena semente que é deitada à terra e germina ao seu ritmo, e, aos poucos e poucos, vão aparecendo os primeiros sinais de vitalidade, de que “pegou” à terra, que vamos ter flor! Continua no seu ritmo a crescer e começa a surgir o caule com as primeiras folhas. A seiva que corre dentro de si alimenta a planta e ela vai crescendo até que, finalmente, surge a tão desejada flor. É um processo lento, mas tão belo e cheio de vida.
Se olharmos para nós, como é que nos vemos? Que paciência temos connosco? É que muitas vezes queremos tudo muito perfeitinho, tudo a “bater” certo, sem nenhuma falha, assim tipo puzzle onde as peças encaixam umas nas noutras e fica um desenho maravilhoso. Ora, se temos a paciência de estar horas a fio a fazer o puzzle que não passa de uma simples distração, porque não havemos de ter essa mesma capacidade para nós? Ninguém nasceu perfeito por isso, é preciso aceitar e assumir os nossos limites para, de seguida, sermos capazes de valorizar os talentos que temos e, com surpresa, veremos que nos tornamos em pessoas mais felizes e, porque nos amamos, temos uma maior capacidade de Amar o outro.
Transportando isto para as nossas vidas, questiono-me sobre a paciência que temos com os outros, e de que tipo é essa paciência: será uma paciência ao nosso jeito, em que tudo tem que estar dentro dos nossos parâmetros e as pessoas têm que andar ao nosso ritmo; ou pelo contrário, somos nós que temos que andar mais devagar, perceber e respeitar mais, muito mais, o ritmo dos outros?
É que às vezes queremos fazer tanto pelo outro, ajudá-lo a dar passos na sua vida, queremos libertá-lo de tantas angústias, tristezas e privações, que parecemos as ervas daninhas que abafam a flor e não a deixam crescer, não permitindo que o outro emirja, cresça verdadeiramente e assuma a sua vida nas suas próprias mãos.
O respeito pelo outro exige de nós muito cuidado com a forma como lidamos com ele, como permitimos que ele cresça, faça o seu caminho. Não nos basta dizer que Amamos temos primeiro que respeitar. Deus fez-nos livres e dá-nos a possibilidade de escolhermos entre o bem e o mal e não é por isso que deixa de nos Amar ou que nos abandona, pelo contrário, continua sempre do nosso lado. Tem uma paciência e um Amor infinito por cada um de nós.
“Tu és o meu filho muito amado, em ti ponho todo o meu encanto, todo o meu enlevo” (2). Ora, se Deus diz isto a cada um de nós, que somos seus Filhos Únicos, porque não há outro como nós, também deve ser esta a medida do Amor e da Paciência que devemos ter para com o outro, porque também ele é Filho Único de Deus.
Paula Constantino
(1) 1ª Carta aos Coríntios 13, 4, 7; (2) Mateus 17, 5
segunda-feira, 27 de maio de 2013
O Pato Tó e a Lagartixa Alice
Carlos Coutinho, um jovem empreendedor, cheio de ideias fantásticas e que não tem medo de se lançar ao trabalho para realizar os seus sonhos.
As histórias que ele nos apresenta, inéditas, assim como as suas músicas, são reflexo de uma serenidade e sabedoria que normalmente só se adquire com a idade, mas, que estão bem patentes em tudo o que faz.
Este Escritor, descreve as suas histórias com emoção, incluindo músicas originais, sons que retratam a vida na realidade, faz-nos transportar para os dias da nossa infância, soltar a criança que trazemos dentro e desfrutarmos com alegria de coisas simples!
Este livro, com belas imagens e de leitura fácil, tem igualmente incluído, o CD, com as histórias e as músicas, para que todos os que não conseguem ler a negro tenham igualmente possibilidade de apreciar o seu livro.
Duas belas histórias que deixam a pequenada encantada!
Aqui fica um pequeno extracto da sua apresentação na Exponor, no Centro de Leitura Especial, onde se apresentou a um publico que embevecido ouviu emocionado e maravilhado parte da sua história, O Pato Tó e a Lagartixa Alice.
O facto de as pessoas intervenientes neste vídeo serem cegas, será sempre uma questão de pormenor, são pessoas de uma força e coragem admirável! Capaz de inspirar horizontes de esperança na vida de outros.
Parabéns Carlos!
Um grande abraço a todos!
O preço do livro é de 14 euros, se quiserem encomendar:
Telemóvel: 933207768
carlosmanuelcoutinho@gmail.com
domingo, 12 de maio de 2013
LA CINA STA VICINA!
No sábado passado, dia 4 de Maio, muitos de nós tivemos o privilégio de
nos deliciar com uma “viagem” a Itália. Como podem ver através deste
pequeno vídeo, trata-se da iniciativa de um grupo de Jovens
Redentoristas que com trabalho e empenho na organização, nos deram a
conhecer as origens desta FAMÍLIA de irmãos cuja sua missão é proclamar a
Boa Notícia de Jesus de Nazaré.
VER: https://www.facebook.com/ video/ embed?video_id=411132685650665" width="640" height="480" frameborder="0">
Isto foi passado no Parque da Lavandeira, um parque lindíssimo aqui em
Gaia. Com todas as condições e espaço verde dividimo-nos em grupos e
escolhemos para onde queríamos ir, se para Scala ou Napoli (Nápoles). Em
Napoli poderíamos seguir em direção ao centro ou ao porto. O centro de
Napoli é conhecido pelos bailes, banquetes, poder, influências, por um
lugar de encontro. O porto de Nápoles é um lugar de negócios e trabalhos
forçados, o poiso de escravos, bêbados, prostitutas e ladrões. Em Scala
podíamos ir para Cionari ou Tramonti. Ciorani é um lugar de cruzamento,
comunidade, acolhimento e missão. Tramonti é um lugar de humor, alegria
e simplicidade, de conversão fundamental e de anúncio explícito.VER: https://www.facebook.com/
Em cada lugar era representado pelos Jovens Redentoristas um acontecimento da época. E isso envolvia-nos a todos numa atividade de reflexão de acordo com o tema.
Foi muito bom! Cada um experimentou e acolheu a MENSAGEM como é capaz na simplicidade do seu coração. Para além do reconhecimento deste caminho que só me enriqueceu e me envaideceu por me sentir cada vez mais pertença desta grande Família e que não pára de crescer; para mim o importante foi o tomar maior consciência do significado da LA CINA STA VICINA! Ou seja, a China está perto. Foi ISTO que me fez e faz refletir. São tantas as Chinas aqui tão perto de nós que precisamos descobrir e conhecer… É só estarmos atentos ao vizinho do lado por quem passámos na rua, por quem nos grita tantas vezes em silêncio por um olhar, um encontro face a face, um sorriso, uma palavra, um gesto de carinho, um abraço, uns OUVIDOS, uma mão estendida, um convite à nossa mesa. Tantas Chinas aqui tão perto de nós e nós muitas vezes tão cegos. Tantas vezes nos tornamos indiferentes às diferenças…
A minha proposta de reflexão é abrirmo-nos aos outros, darmos as mãos e tentarmos vencer as indiferenças.
Abraço a todos!
Emília Pinto
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Acreditar sempre! (Testemunho da Maria Paula Constantino)
"Acreditar sempre!
Hoje, mais do que nunca, apetece-me cantar: Vitória!
Foi precisamente neste dia, mas há 5 anos, que fui operada a um cancro da mama. Já aqui partilhei isso convosco.
E, se há motivo para me alegrar, para partilhar convosco, este é um deles. Um enorme motivo.
Passar pela experiência da impotência, da incerteza, da angústia, do medo, dá-nos a capacidade de nos percebermos pequenos e ao mesmo tempo fortes. Pequenos porque percebemos a fragilidade da vida humana e de como tudo pode terminar num instante, quando ainda tantos sonhos e projectos estão na nossa cabeça a burilar. Fortes, porque, como diz S. Paulo: "Quando me sinto fraco é que sou forte" porque, tomando consciência da minha pequenez, sou capaz de entender que a vida não depende de mim, que apenas me foi confiada por um instante, o tempo necessário para fazer aquilo que me é pedido.
Esta experiência da dor, de incerteza, da impotência, não é de modo algum um obstáculo a que sejamos felizes, pelo contrário, é um caminho para a nossa felicidade. Não que seja bom passar por ela, mas pelas ocasiões que nos proporciona de aprendizagem, de amadurecimento, de sabedoria e pela força que uma experiência destas nos dá.
Viver esta experiência permitiu-me também perceber melhor o que é essencial e deixar o que é supérfulo, porque quando não se tem saúde parece que não se tem mais nada, tudo é efémero, mas é quando a vida está, muitas vezes, a nascer, porque é precisamente a partir daquele momento que renascemos, que ganhamos uma vida nova, tudo muda.
Aprendemos a humildade, a paciência, a ternura, o Amor, porque descemos ao mais pequenino que somos e temos, descemos ao nosso nada, e isso faz crescer em nós uma capacidade enorme de luta e de força que não sabemos de onde vem, nem para onde vai. Estamos apenas naquele momento e naquelas circunstâncias.
Passamos também, e muito, pela Esperança. Acreditar que é possível tornar este momento menos doloroso, vencer em vez de ser vencido, tendo a consciência plena de que se está numa luta desigual. Mas é possível, por isso vamos à luta.
E percebemos também que não estamos sós. Para além da nossa família e amigos, apoios fundamentais nesta experiência, há alguém, Jesus, que também passou pela experiência da dor, do sofrimento, do abandono, mas que foi até ao fim e venceu. Foi fiel ao projecto de Deus sobre Ele e não foi derrotado, pelo contrário, venceu. E esta certeza de que não estamos sós, de que "Eu estarei convosco até ao fim dos tempos", que nos dá a força para permanecer diante dos desafios desta experiência com a serenidade necessária para vencer o que for preciso, nem que seja a morte. Porque a força do Amor tudo pode nAquele que pode tudo, mas não pode contudo, porque quer precisar de nós para o seu projecto de salvação da Humanidade.
Foi esta a força que me fez entregar a esta experiência com toda a minha alma, com tudo aquilo que sou e tenho, e colocar-me também nas mãos dos médicos e confiar, nunca deixando de acreditar que estão também do nosso lado e que tudo fazem para que a nossa vida não se perca.
Quando partilho esta experiência lembro sempre aqueles e aquelas que lutaram e acreditaram que era possível vencer, mas para quem a doença foi mais forte do que elas e as fez partir cedo demais. A sua força e a sua coragem ficam na minha memória como testemunho de vida a partilhar. E foram alguns os que vi desaparecer durante este tempo. Para eles a minha profunda homenagem.
Àqueles que vivem esta experiência uma palavra: nunca desistam de viver, nunca desistam de lutar, mesmo que não seja possível vencer. Vale sempre a pena acreditar, vale sempre a pena ter Esperança que, como costumamos dizer: "é sempre a última a morrer". "
Este é o link do blog da Maria Paula Constantino onde tirei o texto: http://fonte-dvida.blogspot.pt/2013/04/acreditar-sempre.html
Subscrever:
Mensagens (Atom)



