sábado, 20 de julho de 2013
CELEBRAR A VIDA
Quando em nós há Vida, encontramos todos os dias motivos para celebrar, basta sentir que estamos vivos… contemplar a natureza, sentir a beleza da Criação…
Há datas em que fazemos memória de acontecimentos importantes e, por isso, são mais um pretexto para celebrar. A data do nosso aniversário destaca-se pela diferença de como é lembrado e festejado de um jeito especial.
Adoro celebrar o meu aniversário!
Adoro sentir-me rodeada de gente bonita, cheia de Vida! É deste jeito que gosto de o celebrar junto dos que amo e dos que me amam.
Gosto das surpresas que os amigos ou familiares me dão, dos gestos/mimos, mensagens de carinho, dos abraços, até do Silêncio daquele olhar cúmplice que não fala e diz TANTO! Quem é que não gosta de ser mimado?!
Desta vez preparei uma festa em minha casa para mais de 30 pessoas! Claro que muitos mais Nomes palpitavam no meu coração com a vontade de os ter todos presentes mas… na reciprocidade da comunhão fraterna, tornamo-nos UM e isso faz-nos presentes e próximos em sintonia.
Foi um Dia Grande, marcado por experiências novas e únicas!
Entre amigos já habituados a frequentar a minha casa, outros pela primeira vez, uns já se conhecerem, outros só de nome e outros que se ficaram a conhecer… Uns quantos cegos, outros de baixa visão, outros… enfim, foi surpreendente a facilidade de integração entre si.
Na questão logística preparei tudo com muito carinho e estava tudo organizado, mas há sempre coisas que implicam ser feitas na hora dos convidados chegar e, a minha preocupação, para além de que tudo saísse bom, era não ser capaz de lhes dar a devida atenção. Como já referi, muitos encontravam-se pela primeira vez, o que implicava apresentações, etc. e tal. E havia ainda pessoas cegas que não conheciam os cantos da minha casa, por isso tive, sim, uma preocupação acrescida porque queria mesmo que eles se sentissem confortáveis.
A minha preocupação logo se tornou em tranquilidade porque visualizei a disponibilidade de cada um no sentido de se darem a conhecer, de se entregarem ao serviço como quem acolhe um irmão na sua própria casa. Foi muito bonito ver o cuidado espontâneo e natural de quem vê para quem não vê…
“Adorei a festa pela alegria do acolhimento, pela boa disposição.” “Parece que já nos conhecemos há tanto tempo…” “És uma sortuda! Tens uns amigos fantásticos, que nos trataram de igual para igual sem preconceitos… sentimo-nos em casa.” “Vê-se que és feliz…” Estes foram alguns entre outros ecos colhidos durante e depois da festa – pequenos-grandes sinais que se tornaram reveladores para cada um em muitos sentidos.
O importante é estarmos em harmonia, independentemente de sermos cegos, coxos, mudos… como um campo de flores que só é bonito porque tem todas as cores do arco-íris.
Emília Pinto
quinta-feira, 11 de julho de 2013
terça-feira, 9 de julho de 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
POR QUE OLHAS PARA A PALHA QUE ESTÁ NO OLHO DO TEU IRMÃO?
“Por que olhas a palha que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu?” (Mateus 7, 3)
Às vezes, julgamos os atos do outro pelo que pensamos, sem darmos conta da pobreza deste sentimento.
Dizemos que amamos, mas não sabemos amar sem passar faturas, cobrando o que queremos que o outro seja para nós, sem percebermos que primeiro devemos olhar para nós mesmos, para as nossas atitudes e assim podermos compreender melhor as dos outros.
Que o nosso Jesus nos alerte sempre para a realidade dos factos, dos nossos fracassos, das nossas cegueiras, da atração pelo veneno que nos é confrontado e não nos deixe cair na tentação de nos deixamos vencer pelas trevas.
Dá-nos Jesus,
Uns olhos que nos vejam tão bem quanto os Teus nos vêem, e que reconheçam a todos como irmãos, filhos do nosso Abbá,
um coração que bata com o mesmo ritmo que o teu,
uns ouvidos que escutem,
uns lábios que não apaguem a lamparina da vigilância e da oração,
umas mãos que levem as tuas impressões digitais e, por isso, sejam capazes de acolher e fazer acontecer a abundância, o perdão e a paz.
Dá-nos Jesus,
A capacidade de saborearmos a riqueza da Comunhão.
Emília Pinto
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Reflexão da Paula Constantino: Aprender a Paciência
“O Amor é paciente, a caridade é benigna. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1)
O nosso tempo corre depressa. As pessoas andam de um lado para o outro quase que sem destino, sem saberem para onde ir. Não há tempo a perder, é preciso atender a mil e uma tarefas que ainda há para cumprir em mais um dia que mais parece ter mais do que 24 horas. E no meio de toda esta azáfama tantas vezes dizemos e ouvimos dizer: “Não tenho paciência”; “Não há paciência para isto”.
E eu pergunto-me: que fazemos nós da paciência? Como a cultivamos no nosso coração e nas nossas vidas?
Olho a natureza como ela nos brinda com paisagens tão belas, que eu me pergunto como é que isto foi possível? Será obra da pressa ou da paciência?
Durante um passeio observo um campo enorme de pequenas flores amarelas e vou às raízes da formação daquela beleza: a pequena semente que é deitada à terra e germina ao seu ritmo, e, aos poucos e poucos, vão aparecendo os primeiros sinais de vitalidade, de que “pegou” à terra, que vamos ter flor! Continua no seu ritmo a crescer e começa a surgir o caule com as primeiras folhas. A seiva que corre dentro de si alimenta a planta e ela vai crescendo até que, finalmente, surge a tão desejada flor. É um processo lento, mas tão belo e cheio de vida.
Se olharmos para nós, como é que nos vemos? Que paciência temos connosco? É que muitas vezes queremos tudo muito perfeitinho, tudo a “bater” certo, sem nenhuma falha, assim tipo puzzle onde as peças encaixam umas nas noutras e fica um desenho maravilhoso. Ora, se temos a paciência de estar horas a fio a fazer o puzzle que não passa de uma simples distração, porque não havemos de ter essa mesma capacidade para nós? Ninguém nasceu perfeito por isso, é preciso aceitar e assumir os nossos limites para, de seguida, sermos capazes de valorizar os talentos que temos e, com surpresa, veremos que nos tornamos em pessoas mais felizes e, porque nos amamos, temos uma maior capacidade de Amar o outro.
Transportando isto para as nossas vidas, questiono-me sobre a paciência que temos com os outros, e de que tipo é essa paciência: será uma paciência ao nosso jeito, em que tudo tem que estar dentro dos nossos parâmetros e as pessoas têm que andar ao nosso ritmo; ou pelo contrário, somos nós que temos que andar mais devagar, perceber e respeitar mais, muito mais, o ritmo dos outros?
É que às vezes queremos fazer tanto pelo outro, ajudá-lo a dar passos na sua vida, queremos libertá-lo de tantas angústias, tristezas e privações, que parecemos as ervas daninhas que abafam a flor e não a deixam crescer, não permitindo que o outro emirja, cresça verdadeiramente e assuma a sua vida nas suas próprias mãos.
O respeito pelo outro exige de nós muito cuidado com a forma como lidamos com ele, como permitimos que ele cresça, faça o seu caminho. Não nos basta dizer que Amamos temos primeiro que respeitar. Deus fez-nos livres e dá-nos a possibilidade de escolhermos entre o bem e o mal e não é por isso que deixa de nos Amar ou que nos abandona, pelo contrário, continua sempre do nosso lado. Tem uma paciência e um Amor infinito por cada um de nós.
“Tu és o meu filho muito amado, em ti ponho todo o meu encanto, todo o meu enlevo” (2). Ora, se Deus diz isto a cada um de nós, que somos seus Filhos Únicos, porque não há outro como nós, também deve ser esta a medida do Amor e da Paciência que devemos ter para com o outro, porque também ele é Filho Único de Deus.
Paula Constantino
(1) 1ª Carta aos Coríntios 13, 4, 7; (2) Mateus 17, 5
segunda-feira, 27 de maio de 2013
O Pato Tó e a Lagartixa Alice
Carlos Coutinho, um jovem empreendedor, cheio de ideias fantásticas e que não tem medo de se lançar ao trabalho para realizar os seus sonhos.
As histórias que ele nos apresenta, inéditas, assim como as suas músicas, são reflexo de uma serenidade e sabedoria que normalmente só se adquire com a idade, mas, que estão bem patentes em tudo o que faz.
Este Escritor, descreve as suas histórias com emoção, incluindo músicas originais, sons que retratam a vida na realidade, faz-nos transportar para os dias da nossa infância, soltar a criança que trazemos dentro e desfrutarmos com alegria de coisas simples!
Este livro, com belas imagens e de leitura fácil, tem igualmente incluído, o CD, com as histórias e as músicas, para que todos os que não conseguem ler a negro tenham igualmente possibilidade de apreciar o seu livro.
Duas belas histórias que deixam a pequenada encantada!
Aqui fica um pequeno extracto da sua apresentação na Exponor, no Centro de Leitura Especial, onde se apresentou a um publico que embevecido ouviu emocionado e maravilhado parte da sua história, O Pato Tó e a Lagartixa Alice.
O facto de as pessoas intervenientes neste vídeo serem cegas, será sempre uma questão de pormenor, são pessoas de uma força e coragem admirável! Capaz de inspirar horizontes de esperança na vida de outros.
Parabéns Carlos!
Um grande abraço a todos!
O preço do livro é de 14 euros, se quiserem encomendar:
Telemóvel: 933207768
carlosmanuelcoutinho@gmail.com
domingo, 12 de maio de 2013
LA CINA STA VICINA!
No sábado passado, dia 4 de Maio, muitos de nós tivemos o privilégio de
nos deliciar com uma “viagem” a Itália. Como podem ver através deste
pequeno vídeo, trata-se da iniciativa de um grupo de Jovens
Redentoristas que com trabalho e empenho na organização, nos deram a
conhecer as origens desta FAMÍLIA de irmãos cuja sua missão é proclamar a
Boa Notícia de Jesus de Nazaré.
VER: https://www.facebook.com/ video/ embed?video_id=411132685650665" width="640" height="480" frameborder="0">
Isto foi passado no Parque da Lavandeira, um parque lindíssimo aqui em
Gaia. Com todas as condições e espaço verde dividimo-nos em grupos e
escolhemos para onde queríamos ir, se para Scala ou Napoli (Nápoles). Em
Napoli poderíamos seguir em direção ao centro ou ao porto. O centro de
Napoli é conhecido pelos bailes, banquetes, poder, influências, por um
lugar de encontro. O porto de Nápoles é um lugar de negócios e trabalhos
forçados, o poiso de escravos, bêbados, prostitutas e ladrões. Em Scala
podíamos ir para Cionari ou Tramonti. Ciorani é um lugar de cruzamento,
comunidade, acolhimento e missão. Tramonti é um lugar de humor, alegria
e simplicidade, de conversão fundamental e de anúncio explícito.VER: https://www.facebook.com/
Em cada lugar era representado pelos Jovens Redentoristas um acontecimento da época. E isso envolvia-nos a todos numa atividade de reflexão de acordo com o tema.
Foi muito bom! Cada um experimentou e acolheu a MENSAGEM como é capaz na simplicidade do seu coração. Para além do reconhecimento deste caminho que só me enriqueceu e me envaideceu por me sentir cada vez mais pertença desta grande Família e que não pára de crescer; para mim o importante foi o tomar maior consciência do significado da LA CINA STA VICINA! Ou seja, a China está perto. Foi ISTO que me fez e faz refletir. São tantas as Chinas aqui tão perto de nós que precisamos descobrir e conhecer… É só estarmos atentos ao vizinho do lado por quem passámos na rua, por quem nos grita tantas vezes em silêncio por um olhar, um encontro face a face, um sorriso, uma palavra, um gesto de carinho, um abraço, uns OUVIDOS, uma mão estendida, um convite à nossa mesa. Tantas Chinas aqui tão perto de nós e nós muitas vezes tão cegos. Tantas vezes nos tornamos indiferentes às diferenças…
A minha proposta de reflexão é abrirmo-nos aos outros, darmos as mãos e tentarmos vencer as indiferenças.
Abraço a todos!
Emília Pinto
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