segunda-feira, 30 de junho de 2014

Do que dói a distância e o ter que lidar com ela.


Olá a todos os que passam por aqui!
Sim, a Micaela vai continuar a partilhar a sua experiência como redentorista. Só ainda não pode enviar a  parte 3 mas breve chegará. :) 
Enquanto não chega ficamos com a partilha da Cristina Mesquita. De coração aberto e apertadinho, expressa isto: 

"Faz cinco anos que tomamos em Família uma decisão. 25 anos depois, pela primeira vez íamos estar na condição de família separada. O Marido foi para 8.000 kms distante, trabalhar. Há que reagir, contrariar a Crise que é real, sentida e toma conta de todos um pouco... Resistimos o quanto pudemos MAS, chegando o momento em que um de nós não tem emprego, há que tomar decisões. Esta foi a nossa. 

5 anos e 4 meses depois, fica uma oração, um desabafo, o que se possa chamar. A distância aumenta o sentimento Presente nos corações de quem fica e de quem vai. Seja ele qual for.  

São cinco anos e 4 meses de domingos. Estou triste, triste, tão triste Senhor do Alento e Deus de Bondade! Cheira a assado no forno, há tarde de cinema na televisão e não se sai para trabalhar. Este triste é de domingo. Os domingos são lixados!  Hoje é o primeiro dia de cada semana. Hoje é o primeiro dia de cada pedacinho da vida que começa em unidades, de semana. Os domingos custam tanto a passar... Tenho nos domingos o meu dia de poder dar-me à tristeza, à saudade... São cinco anos de domingos... Venha daí a semana, até ser domingo outra vez... Não gosto dos meus domingos e eles também não gostam de mim... Fico feia e triste e não me apetece reagir... Os domingos ganham ... Levam a melhor! Vem mais um sempre e a maior certeza é que vem aí mais outro para me envelhecer, me vincar as rugas, o cansaço... "Amor, toma conta de ti... Descansa hoje que é domingo... Mais logo falamos, sim?" Quando o domingo estiver a acabar e o pano subir para dar início a mais uma semana..."

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Isto de ser Redentorista tem muito que lhe diga…

Parte 2

No terraço, por estes dias, tenho um manjerico que diz::
“Mas que rico manjerico
Eu vou ter no S. João.
Fui comprá-lo ao Seminário,
Sou Redentorista de coração.”
Havia outros textos, mas não resisti a trazer este, porque é assim que me sinto: Redentorista de coração.
O mais engraçado é que, embora a minha caminhada de Fé, ao longo de mais de 20 anos, tenha sido sempre feita entre redentoristas, só há cerca de 3 anos comecei a tomar verdadeira consciência da minha identidade como Redentorista.
Há 3 anos, através nas redes sociais, encontrei uma irmã que estava a viver um momento intenso na Fé. Não tinha crescido entre Redentoristas, mas o seu coração sentia-se Redentorista.
Começou a falar-me do início da “minha” Congregação. Sem dúvida, sabia mais do que eu,
Senti-me “posta em causa”. Não era aquele pôr em causa que nos faz defendermo-nos, mas sim aquele que pôr em causa que nos faz querermos descobrir mais, porque o que temos não é suficiente.
Então, fui fazendo pesquisas, lendo, meditando, descobrindo que muitas das “coisas” que são fundamentais na minha caminhada de Fé tinham marca redentorista.
Um dos sítios por onde comecei e onde encontrei bastante encanto foi em http://redentorista.blogspot.pt/2008/08/bem-vindo.html.
O que mais me encanta?

Bem, isso fica para a próxima. ;)

Micaela Lemos Madureira

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Isto de ser Redentorista tem muito que lhe diga…

Parte 1

Antes de mais, bom dia a todos.
Já há uns anos que sou frequentadora assídua aqui do cantinho da Mila, mas tenho sido como aquelas pessoas que entram numa festa caladas e saem mais mudas ainda ;)
Há algum tempo, passei por cá uma semana, a falar sobre “Ver bem”, que é algo que se pode conseguir depois dos olhos terem pregado partidas e que se pode não conseguir com uns olhos sem problemas.
Agora, estou de volta, para, nas próximas semanas, dar resposta afirmativa a um convite da Mila para falar da Congregação do Santíssimo Redentor (CSsR), mais conhecida por Missionários Redentoristas.
Sendo franca, franca, a Mila não chegou a fazer-me o convite. Ela disse-me que estava com vontade de o fazer e eu não resisti a aceitá-lo ainda antes de ela o fazer.
Não pude deixar de aceitar, porque, nesse dia, no sítio em que cresci na Fé desde pequenina, tínhamos estado exactamente a falar do que é isto de sermos redentoristas.
Onde é que eu cresci na Fé? Na Comunidade Redentorista do Porto.
Foi lá que, há mais de 20 anos, os meus pais me puseram na catequese. Porque escolheram aquele Centro? Apenas porque a catequese era ao Domingo de manhã e ficava perto de uns amigos que o sugeriram por causa do horário.
Não sabiam que aquela escolha ia ter consequências profundas na minha vida.
Porquê?
Bem, isso vou tentar explicar nos próximos semanas.
Para já, deixem-me dizer-me apenas isto: no dia em que a Mila me sussurrou o desafio, uma amiga minha tinha-me contado que, ao dizer que ia à eucaristia nos Redentoristas, lhe tinham perguntado se era alguma seita.
Fiquei a pensar seriamente nisso. Tudo aquilo de que não partilhamos faz com que fiquemos mais pobres, dizia alguém que foi muito importante no meu crescimento.
Tudo aquilo que é desconhecido, mal conhecido e mal explicado tende a tornar-se nubloso e sujeito a más interpretações.
Os Redentoristas não são uma seita, não são um grupo fechado, mas, pelo contrário, estão chamados a anunciar a boa nova a todos, absolutamente todos, principalmente aqueles que mais precisem dela.
Agora, muitas vezes, não sobra muito tempo para falarmos de nós, para nos apresentarmos.

Nas próximas semanas, eu vou arranjar um bocadinho para falar de nós, da forma como entendemos a nossa missão.

Micaela Lemos Madureira

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Alegria o dia todo!

TODOS POR UMA CAUSA! Todos pela deficiência!

                                                                  (Uma multidão de pessoas alegres e bem animadas a dançar)

  Assim foi sexta-feira, dia 6, um dia em CHEIO!
  Às 8:30h, à porta da ACAPO, uma camioneta  esperava-nos em direção a Guimarães. Não sabíamos bem o que íamos fazer. A única informação que nos foi dada, é que se tratava de uma boa surpresa. E como gostamos de aventuras, metemo-nos a caminho. O grupo estava entusiasmado e expectante.
  A surpresa que nos esperava realizou-se no Pavilhão Multiusos de Guimarães. Nesse espaço encontravam-se reunidas várias Associações de apoio à deficiência. Cada Associação foi acolhida por um grupo de três voluntários da Associação Alecrim, que nos acompanharam e orientaram ao longo de todo o dia.
  As atividades começaram com o Acolhimento, onde foram dadas as boas vindas pelo apresentador Neno, ex-jogador (guarda redes) do Benfica, Vitória de Guimarães e da Seleção Nacional. Este revelou-se uma pessoa maravilhosa, sem preconceitos, disponível, sociável, carinhosa, animada, assim como todos os intervenientes nesta iniciativa. O apresentador fez-se acompanhar por um coreógrafo que dinamizou um bom momento de dança hip hop.
  Não podia começar melhor. Pois com o apoio dos voluntários e das técnicas que acompanhavam cada grupo foi possível a participação e inclusão de todos com alegria e animação em todas as actividades. Foi mesmo muito, muito bom!
  De seguida formamos grupos e fomos distribuídos por três tipos de atividades: dança, jogos com bolas e relaxamento. Cada uma destas actividades, a melhor! Podíamos aqui descrever em que consistiam cada uma delas, mas só quem experimenta estas coisas num contexto destes é que pode Ver e Sentir.
  No final das actividades realizadas por equipas, foram ainda dinamizados dois momentos: o primeiro consistiu numa atividade de relaxamento/alongamento; o segundo consistiu na terapia do riso. Ambos contribuíram para acalmar e serenar das vivências anteriores. Aqui também foi tida em atenção a participação e inclusão de todos os presentes. O ambiente era de boa disposição e descontração. Todos participaram, independentemente da sua limitação física ou mental. A presença dos voluntários foi indescritível na forma como se davam à CAUSA. Não temos palavras para descrever o carinho e a atenção de cada um deles para cada um de nós. Parecia que já nos conhecíamos desde sempre.
  Podemos realmente dizer que FOI UM DIA CHEIO DE ALEGRIA, com muito convívio, muita interação social, muitas actividades inclusivas, muita alegria e boa disposição. Achamos que os tempos, os espaços, os voluntários dos grupos estavam muito bem organizados, isto porque não sentimos tempos mortos ou de desorganização.
  O dia terminou com a construção de uma grande flor, em que cada pétala foi decorada por cada grupo/associação, pela partilha de bolo e sumo e ainda uma largada de balões como símbolo da alegria e de esperança de cada um num futuro melhor e feliz…
  Foi uma excelente iniciativa, tendo em conta que a inclusão das diferentes deficiências foi um objetivo bem conseguido.
  Obrigada à ACAPO, à Associação ALECRIM, a outras Associações que participaram na festa, assim como a todas Instituições que colaboraram para que esta iniciativa se torna-se possível (entre elas a Câmara Municipal de Guimarães, o McDonalds…).
  Foi realmente uma surpresa maravilhosa, uma iniciativa de louvar!
  Tudo isto incluindo lanches, almoço e viagem por 1€! Acreditam?


     Emília Pinto e Susana Monteiro

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Aprendendo a Viver


Manuel: Ó João, que bom ver-te tão feliz! O que andas a tomar?
João: - Decisões!

Para muitos, a felicidade é uma utopia ou, quando muito, uma meta da qual nos podemos ir aproximando. Há quem ache que a felicidade é coisa para as férias ou para o fim de semana… ou para quando encontrar a pessoa certa, o emprego ideal, ou puder viver na casa dos seus sonhos…
E se, afinal, a felicidade estiver apenas à distância do nosso pensamento?
Partindo do pressuposto de que existe uma relação direta entre a qualidade da nossa vida e a qualidade dos nossos pensamentos, inicia neste mês de Junho, no Telefone da Esperança, um grupo de desenvolvimento pessoal sob o tema “Aprendendo a Viver”. São nove sessões em que serão abordadas questões como a gestão das preocupações, o pensar de forma saudável e positiva, o enfrentar problemas e controlar a tendência à procrastinação.


Podem conhecer este curso aqui.
Como de costume nos programas do Telefone da Esperança, o desafio é vivencial e verdadeiramente transformador.
Porque sei que esta formação terá um impacto verdadeiramente positivo na vida dos participantes [desde que, claro, se comprometam com o processo de desenvolvimento pessoal] gostaria de convidar os leitores do Partilho Contigo a integrarem o grupo. Se sentirem esse desejo, partilhem depois connosco a vossa opinião.
Um abraço afetuoso,

Natacha Soares Ribeiro

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Uma linda história de Amor



Eu gostava de ser assim...

Conheço duas meninas lindas e encantadoras!... São duas manas inseparáveis: a Filipa com 11 anos e a Maria com 7. Dão-se bem, na medida do possível... são irmãs e, como todos os irmãos, têm os seus momentos: ora estão muito amigas, ora a seguir estão zangadas, ora voltam a ficar amigas. É engraçado como, às vezes, reclamam tanto uma da outra mas, ao mesmo tempo, não vivem separadas! Partilham o mesmo quarto: móveis, brinquedos, jogos, livros e até a oração da noite antes de se deitarem a agradecerem a Jesus o dia que tiveram. O quarto não é grande e, com todos os haveres acondicionados, não há espaço para brincarem aos saltos e correrias.

Certo dia, encontravam-se num “dia não”, ora pica daqui... pica dali... A Filipa a iniciar a adolescência, por vezes, ferve em pouca água e não ajuda a apaziguar os humores. Espontaneamente lá começaram a brincar, mas provocando-se... e, como se prevê, essas brincadeiras nunca dão bom resultado. Com um pouco de mau jeito, a Filipa empurrou a Maria que foi contra o armário, o que lhe originou um golpe grandito. Embora tenha sido à superfície da pele começou a sangrar muito e a Filipa ficou assustada e muito aflita por ver a irmã assim. A primeira coisa que fez foi pedir desculpa, e antes que os pais a repreendessem disse-lhes: "Ela já me perdoou"!

Enquanto a mãe chegava todos os acessórios necessários para o pai fazer o curativo, iam chamando a atenção da Filipa por ter provocado aquele acidente: "Olha o que tu fizeste!" e repreendendo-a disseram-lhe: "A partir de agora, vais ficar de castigo durante uma semana sem ver televisão". A Filipa muito calada aos soluços, não dizia uma palavra. Apesar do impulso de aplicar um castigo, os pais estavam conscientes que só o sofrimento que a Filipa sentia por se sentir culpada já era castigo.

Na manhã seguinte, enquanto a Filipa estava na escola, a Maria dizia à mãe: " Mãe, acho injusto o castigo que deste à mana. Ela não fez aquilo por mal e até chorou muito de arrependida! Sabes mãe, ontem, nós as duas pedimos ao Jesus para a ferida não me doer muito hoje, e ela, nesse momento, disse-me que nunca mais me ia fazer o que fez!"
Será que os pais lhe tiraram o castigo? :)

Mila

Partilhei esta história em fevereiro de 2010 no http://derrotarmontanhas.blogspot.pt/2010/02/as-sextas-com-mila.html

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Autoridade não é autoritarismo

Peço-te uma coisa, a ti que lês isto. 
Não trates mal as pessoas só porque podes. Não fales torto. Não exerças a tua autoridade de forma abusiva, de forma desumana. Não lideres pelo medo. Lembra-te que a forma como falas, as atitudes que tens para com os outros provocam reações neles. Lembra-te que não só as tuas palavras mas também o teu tom de voz e a tua postura são determinantes na forma como as pessoas se relacionam contigo. Não penses que só consegues o que queres se fores autoritário, se mostrares que mandas. Digo-te, que normalmente serás mais bem sucedido se pedires, em vez de ordenares, se fores humilde em vez de orgulhoso. Peço-te que te lembres disto, quando estiveres a ser impaciente, autoritário, lembra-te disto. Lembra-te que as tuas atitudes se reflectem na vida de outras pessoas. Na tua própria vida. Não trates mal as pessoas só porque podes, e não penses que tratar mal é só bater, chamar nomes e gritar. Tu sabes bem o que é tratar mal, basta pensares naquilo que tu não gostas que façam contigo.

Margarida Ferreira