quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Mistério da Liberdade de Leilah (11)‏




Nunca tinha ouvido ninguém falar com tanta autoridade. Não daquela que vem revestida de autoritarismo, mas de uma autoridade que nasce da sabedoria. Enquanto o ouvia, começou a sentir que podia ser novamente digna. Sem estar naquela vida. Podia mudar de vida. O olhar de Jesus não era de quem repudiava alguém. Pelo contrário, tinha um olhar acolherdor, cheio de ternura. Seguiu-o de longe e via que comia com os publicanos e com os chefes dos cobradores de impostos. Os impuros. De facto, aquele Mestre convivia com os impuros como tinha ouvido falar. Reconheceu alguns que eram seus clientes.

Um dia, viu o Mestre defender em público, uma mulher que tinha sido apanhada em adultério. Condenaram à morte por apedrejamento. Ela nada disse. Ele não a condenou. Pelo contrário, defendeu-a! Salvou-a!!! A mamã ficou perplexa.

Na noite seguinte, soube que estava em casa de um fariseu. Irrompeu pela casa dentro e atirou-se aos pés de Jesus a chorar. Chorou tudo. Todas as lágrimas contidas naqueles anos. Estavam todos admirados com a ousadia, mas o Mestre não se preocupava com mais ninguém. Senão com ela. Abraçou-a cheio de carinho e ternura. A dado momento, com todo o respeito, afastou-a um pouco e enxugou-lhe as lágrimas. Não ousava que ninguém interferisse e disse-lhe “Mulher, os teus pecados estão perdoados. És Livre. És Livre...” Sentiu então uma paz inexplicável, uma força que a fazia mover após tantos anos em que sentiu tão tolhida, tão pequena, tão impura... Quebraram-se as correntes no seu coração. Sentiu-se a renascer....

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