
Nunca mais foi a mesma desde que saímos de Masor. Antes era muito alegre, mas nunca mais lhe vi um sorriso até àquele dia... Vivia fechada em si, como se carregasse constantemente o pecado do papá. A Miriam ainda se lembra bem desse tempo. E eu também. Apesar disso, cumpriamos os rituais judaicos que nos ensinava. Cantavámos louvores ao Deus dos nossos pais. O que mais gostava era de cantar o Shemá:
"Escuta Israel!
O Senhor é o nosso Deus; o SENHOR é único!
Amarás o SENHOR, teu Deus, com todo o teu coração,
com toda a tua alma e com toda as tuas forças.
Estes mandamentos que hoje te imponho estarão no teu coração.
Repeti-lo-ás aos teus filhos e reflectirás sobre eles,
tanto sentado em tua casa, como ao caminhar, ao deitar ou ao levantar.
Atá-lo-ás, como símbolo no teu braço e usá-lo-ás como filactérias
entre os teus olhos,
Escrevê-lo-ás sobre as ombreiras da tua casa e nas tuas portas"
E como cantava bem a mamã! Quando a Miriam, com a sua voz infantil, a acompanhava ficava encantado a ouvi-las.
"Escuta Israel!
O Senhor é o nosso Deus; o SENHOR é único!
Amarás o SENHOR, teu Deus, com todo o teu coração,
com toda a tua alma e com toda as tuas forças.
Estes mandamentos que hoje te imponho estarão no teu coração.
Repeti-lo-ás aos teus filhos e reflectirás sobre eles,
tanto sentado em tua casa, como ao caminhar, ao deitar ou ao levantar.
Atá-lo-ás, como símbolo no teu braço e usá-lo-ás como filactérias
entre os teus olhos,
Escrevê-lo-ás sobre as ombreiras da tua casa e nas tuas portas"
E como cantava bem a mamã! Quando a Miriam, com a sua voz infantil, a acompanhava ficava encantado a ouvi-las.
(continua)
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