terça-feira, 5 de maio de 2009

O que a bíblia não é...

b) Não é um livro...

"A bíblia não é um livro, mas sim uma biblioteca. "Bíblia" é a palavra grega que significa, literalmente, "os livros". Porque o que hoje temos encadernado como um só livro, é na verdade uma biblioteca com 73 livros, divididos em duas grandes "prateleiras": 46 livros no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento. "Testamento" deve-se entender-se no sentido de "Aliança", Revelação de Deus aos Homens e Relação de Deus com os Homens.

(…) Jesus de Nazaré é o centro da bíblia e de toda a história de Salvação, porque nele se finaliza/planifica a Antiga Aliança e inaugura a Nova e Eterna Aliança, não da lei mas do Espírito, não do rito mas da Fé, não do culto mas do Amor."

Pois é! Temos o privilégio de nesta história bíblica já pertencermos à Nova Aliança inaugurada neste Jesus. Este Jesus que tem um rosto, que tem gestos, que tem escolhas... e que nos ensinou a conhecer na intimidade o nosso Deus e a trata-Lo por Abbá que significa Papá!

Somos uns sortudos porque é neste rosto que Deus se faz Palavra. Jesus é a Palavra de Deus encarnada e desta forma somos libertos da letra morta da lei. É que Nele se manifesta um Pai que Ama. Um Pai que está inteiramente comprometido em nos acolher como filhos bem amados, querendo só a nossa felicidade!

"Jesus de Nazaré tinha uma paixão que se chamava Reino de Deus. Passou toda a sua vida a proclamá-lo e anunciá-lo como o maior acontecimento de todos os tempos. Para ele o Reino implicava a soberania do Amor do Pai sobre toda a humanidade. O triunfo desse Amor era muito mais do que uma "verdade religiosa". Manifestava-se antes de tudo como a realização plena e universal do ser humano. Isto é, Jesus mais do que tudo acreditava e confiava na realização de pessoas felizes! E ele sabia que esse era o desejo do Pai. Esse desejo era concretizado pela instauração do Reino de Deus."

Ainda me sinto um "pintainho" acabado de nascer, nesta descoberta pelo mundo bíblico, mas aos pouquinhos vou ganhando "asas" e começo a perceber a importância de conhecer o contexto em que os textos foram escritos e a cultura do povo que os escreveu. É maravilhoso conhecer a simbologia que a bíblia contem porque é a forma de chegarmos ao essencial do essencial.

Só assim vale a pena fazer esta viagem. Senão o melhor mesmo é deixar a bíblia em cima de um móvel como adorno e de preferência colocada sobre um lindo naperon de renda. :Durante muitos anos a bíblia em minha casa era tão sagrada tão sagrada que ninguém lhe tocava a não ser para limpar o pó e ir mudando o naperon. Ainda bem que eu tive a graça de encontrar mediações que me ajudaram a libertar da letra morta e a descobrir um Deus que não se encerra nas páginas de um livro e que se revela no melhor de cada um de nós.

É assim que Deus acontece ao longo da história da humanidade, um Deus que se dá e do outro lado um povo que acolhe…

A Revelação de Deus é assim a história da Sua Relação connosco. O conhecimento do Mistério de Deus é possível porque, no Seu Amor, Deus Se faz Palavra, Comunicação, Boa Nova!

Contudo, aprendi que só através da abertura da mente e do coração é que podemos conhecer a Deus que é sempre Novo. Afinal se Deus é Amor e o Amor é criativo e não se repete então Deus tem de ser uma constante Novidade, aquelas Novidades tão boas que nos deixam sem fôlego…

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