c) Não é "edificante"
Conheço pessoas que se consideram muito sábias, cheias de certezas, com teorias espantosas e “verdades” inquestionáveis. Com elas só é possível diálogo de surdos e à medida que se vão revelando, apercebemo-nos de que no concreto dos seus dias são é muito pobres de vida, pouco alegres, sempre com lamechices em coisas insignificantes.
Vão sempre cedendo a quem lhes indique novas teorias, pensando que são mais eficazes, adoram conhecer "receitas instantâneas"para serem felizes, como se fosse possível aprender uma arte em duas ou três lições.
Conhecem todos os livrinhos de "espiritualidades"assim-assim...que nem pouco, nem mais o menos as transformam na sua interioridade. Quando a vida lhes começa a arder recorrem ao melhor santinho para cura dos seus males ou então aos ditos videntes por quem são bem exploradas e nem se dão conta disso…
E assim vão andando, cada vez mais aprisionadas a esta realidade.
Viver em contexto comunitário na escuta da Palavra de Deus, possibilita a compreensão, acolhimento e adesão a uma vida Teologal, uma vida feita de Fé, Esperança e Amor. Estes sim são os três ingredientes fundamentais para uma vida ao jeito de Cristo uma vida que brota de uma relação com um Deus que é Pai. Isto muda tudo, porque sustenta tudo, suporta com tudo, deixa-nos mais firmes nas passadas que damos e mais capazes de vencer o que nos atormenta.
O que é que nos atormenta o coração? o medo e insegurança.
Combater estes dois males implica a Confiança que brota da Fé e da Esperança que nos confirma nos laços construídos em densidade amorosa.
O que é que nos atormenta o coração? o medo e insegurança.
Combater estes dois males implica a Confiança que brota da Fé e da Esperança que nos confirma nos laços construídos em densidade amorosa.
É esta a nossa espiritualidade ou seja a acção do Espírito Santo em nós que nos vai recriando na descoberta de um Deus de absoluta Fidelidade e Amor.
Não há nada de teórico nisto, nem nos prende a qualquer tipo de devoção, religião ou moralismo; pelo contrário, é com isto que percebemos que saber viver como pessoa livre original e irrepetível não é coisa de regras certinhas a seguir, mas sim de caminhos a escolher e terrenos a desbravar. Só se aprende a viver vivendo…
É na experiência do que vivemos nos caminhos que vamos percorrendo que poderemos nos tornar úteis para os outros.


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