Hoje é um dia especial como todos os outros . Todos os dias, temos a oportunidade de os tornar especiais, na medida em que formos capazes de os assumir com criatividade na arte do amor.
Partilho com vocês uma parte de um texto, que o considero CHEIO de vida e sentido, em sabedoria na construção de um projecto de vida em comum.
"(...)
A maturidade do amorOs não-cristãos, pelo facto de não casarem na Igreja, não estão mal casados nem menos casados que os cristãos. Simplesmente não vivem o seu amor conjugal com esta dimensão sacramental, para a qual é necessária a Vida Teologal, isto é, experiência de Fé, Esperança e Amor iluminada pela Palavra de Deus e animada interiormente pelo Espírito Santo, que abre os horizontes da vida humana, em todas as suas opções, etapas e dimensões, ao sonho de Deus-Amor, fonte e plenitude de Vida.
Mas todas as pessoas que assumem uma união amorosa, cristãos ou não, devem estar minimamente amadurecidas na arte de amar, para que essa união seja um contexto fecundo de humanização recíproca, e não o contrário. O primeiro segredo nesta arte começa por ser a compreensão de que o amor não é essencialmente um sentimento. O sentimento é resultado de muitos factores, a maior parte deles independentes da vontade ou decisão humana. O amor é a qualidade máxima a que podem chegar as relações interpessoais. E isto é muito mais que sentimentos. Amar não é apenas sentir… amar é optar! Deixar o amor no grau dos sentimentos é a suprema infantilidade. O amor maduro é só aquele que chega às opções.
Fundamentalmente, a adultez na arte de amar pode medir-se na capacidade que as pessoas têm de assumir, ou não, estas três atitudes diante da pessoa amada:
1. “Elejo-te como centro de mim próprio, como alvo primeiro do meu bem-querer e atenção…”
2. “Aceito-te tal como és, apesar de seres diferente de mim, e talvez até diferente do que gostaria que fosses exactamente. Amo-te assim, e tenho a certeza que, se porventura alguma coisa tiveres que mudar, o meu amor te ajudará a isso. Mas prometo não me impor nunca, nem pôr-te condições para teres o meu amor…”
3. “Vivo para te fazer feliz e ajudar-te na tua realização pessoal. Vivo em função de ti porque já descobri que és o melhor que me aconteceu na vida, e a minha felicidade é fazer-te feliz, a minha alegria é fazer-te sorrir, a minha paz é possibilitar-te serenidade e o meu viver é amar-te…”
A esta maturidade do amor estão chamadas todas as pessoas, sabendo que a maturidade se constrói numa história de esforços, êxitos, quedas e recomeços. Mas os casais cristãos deviam ser no mundo testemunho vivo de Deus, peritos na arte de amar, porque o facto de conhecerem e saborearem o Amor que Deus nos tem os possibilita e compromete a viverem o seu amor não só com maturidade humana, mas com densidade teologal, ou seja, amar ao jeito de Deus (ainda que, claro está, Deus, Amor em plenitude; nós, amor em construção)."
E agora, transcrevo aqui um comentário, de alguém perito neste exemplo tão vivo e fecundo na arte de amar.
Este comentário foi feito há um ano atrás, precisamente no dia 14 de Fevereiro, num post que escrevi "Só para casais".
Obrigada Carlos e Glória! Eu e o Victor gostamos muito muito de vocês e admiramo-vos muito, pela forma tão bonita e simples de viver a Vida!...
Acreditem, que são sem duvida, uma boa inspiração para nós, na nossa própria vida!!!... :)
figlo disse...
Casal/Amor. Como duas metades de uma laranja que se parte mas...continua inteira...
Casal/Família/Amor a dois, a três e a muitos...Amor que ao partilhar-se, cresce...
Sempre tivemos como claro que o Casal/Casamento comporta em si várias entidades autónomas, e que não podem deixar de o ser: Eu/ o Outro/Nós Dois/os Filhos/ Nós dois e os filhos/Cada Um de Nós e os Filhos/ e além disso a Família que EX-iste, isto é, que vive para fora de si própria, para outros laços que acabam por lhe dar consistência e segurança...
Posto isto, há 34 anos que acreditamos que "O Amor tem asas de ouro". Temos passado o tempo aprendendo a voar. E há tanto que aprender! A verdade é que "somos gaivotas sem limites e voando juntas, com metade do esforço, duplicamos a velocidade e a eficiência dos nossos melhores dias na Terra" ( Fernão Capelo Gaivota).
1 comentário:
Mila, as partilhas que fazes, são de um valor extraordinario!
Sempre que passo aqui, o meu coração sorri e enriquece...
Obrigada Mila!
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