domingo, 3 de outubro de 2010

Hoje Partilha Contigo... Célia, Luís e Paulinha

Há momentos de privilégio…
Momentos em que temos o privilégio de regressar a “casa”…
Não às nossas paredes, mobílias, livros, etc. Não, não se trata disso.
Mas regressar a um outro espaço, a um outro ar, onde respirar é possível.
O ar é tão leve que torna os abraços fáceis e simples, naturalmente, longos.
Acreditamos que pertencemos aqui, não ao local, mas a esta relação,
A este toque de mãos, aquele abraço…
Reaprender que abraçar, sendo abraçado, é privilégio.
Mais, reconhecer-se privilegiado. Profundamente, privilegiado.

Chamou-nos o encanto da MILA e do VITOR,
A eterna paixão do ABEL
E o desejo de aprender “OS TOQUES - Fonte de Vida”.
Mas, na verdade, fomos experimentar que nas coisas essenciais pouco aprendemos,
Simplesmente recordamos
E reconhecemos que quando nos tornamos mais conscientes,
Assumimos, na medida do possível, a vida. A nossa vida,
Aquela que se esvai entre os nossos dedos e as nossas horas de tanta agitação.

Regressar a “casa”,
É uma oportunidade para se recentrar, da dispersão do mundo,
Rever critérios para as escolhas que estamos sempre a fazer,
Amanhecer para a intencionalidade e o poder de um toque
E despertar para todos os rostos que tentaram tocar-nos… e nem percebemos.
Regressar é assim privilégio…
Sentir-se privilegiado…

Ontem experimentamos este privilégio.
Ontem regressamos a “casa”.
Ontem estivemos no Telefone da Esperança.
Célia e Luís Campos


“Para todos os que amam a Vida e querem aprender a cuidar dela”

Cativou-me o entusiasmo da MILA e do VITOR,
Encantou-me a paixão do ABEL,
Recordei as palavras, sábias, que me TOCARAM há uns tempos atrás - “O TOQUE É FONTE DE EQUILIBRIO”. Saboreei e reflecti esta verdade porque O TOQUE dá vida aos nossos sentidos.

Senti o meu corpo, mais do que as palavras, como vector de aproximação.
Senti a grandeza e a profundidade do encontro que o TOQUE FISICO pode gerar, quando é bem comunicado.

Recordei e saboreei a importância da linguagem dos afectos;
O calor de um beijo, a doçura dos lábios a TOCAR o nosso rosto;
O aconchego de um abraço, os gestos suaves, o tacto atento…
A atenção delicada e subtil no cuidado à aproximação…O TOQUE terno e delicado a acompanhar aquele abraço, simples mas delicioso que me faz sentir cúmplice da expressão da Célia e do Luís - “Regressar a casa”- reconfortados, seguros, confiantes e amados.

Despertei para a consciência que o TOQUE FÍSICO só acontece na fase histórica da minha vida.
Hoje valorizo mais a sua importância.
Reforcei a convicção de que não há nada mais valioso do que o Ser Humano.
Só o Ser Humano tem a capacidade e a possibilidade de poder Amar deste jeito.

Sinto-me profundamente grata à Equipa do TELEFONE DA ESPERANÇA e ao grupo que nos fez experimentar - “OS TOQUES - Fonte de Vida”.

Paulinha

6 comentários:

Mila disse...

Também tive o privilégio de fazer esta experiência e,mais palavras para quê? Depois de um testemunho destes...

Foi realmente MUITO BOM e na vossa companhia então...

Um abraço daqueles

Isabel (Bé) disse...

Bom dia com alegria meus amigos,

Como me sinto feliz por sentir como se tivesse a ser "tocada" por vocês...

É tão bom, é tão bonito, ir sentindo..ir percebendo que a VIDA é LINDA, simples, carregadinha de momentos bons...carregadinha de momentos bons gratuitos - TOQUE -GRAÇA.

Sinto-me muito feliz por vocês.
Sinto-me muito feliz por sermos quem somos, HUMANOS!!
Muito obrigada pela vossa partilha.
Gosto muito muito de vocês
SHALOM

Anónimo disse...

Olá Mila! e todos os que contigo/ connosco podem sentir este aconchego do toque que dá mais vida à vida.
Para mim estas "Jornadas" foram mais uns bons momentos de me rever na forma como dou e recebo toques. Quanta descoberta do caminho já percorrido e do muito que ainda há a percorrer. Obrigada a cada um pelas partilhas que de facto ma vão fazendo abrir e alargar os meus laços e horizontes...
Manela

Andante disse...

Pois...
Eu não fiz a experiência e como gostaria de lá ter estado.
Mas não vou amarrar-me ao que não fiz, pois não o podia ter feito, apenas agarrar-me ao que sou e tentar fugir da mediocridade, aprendendo a saber e a conhecer-me a cada dia que vai passando.
Obrigada Mila, Célia, Luís e Paulinha.

Andante disse...

Pois...
Eu não fiz a experiência e como gostaria de lá ter estado.
Mas não vou amarrar-me ao que não fiz, pois não o podia ter feito, apenas agarrar-me ao que sou e tentar fugir da mediocridade, aprendendo a saber e a conhecer-me a cada dia que vai passando.
Obrigada Mila, Célia, Luís e Paulinha.

Marta disse...

Este blog é riquíssimo em Partilhas deliciosas!!!
Não costumo comentar, mas sempre que passo por aqui, fico encantada com o que encontro.

Muito obrigada Mila!