O Abel ilustra no texto a seguir um Sinal visível do Reino de Deus que aconteceu ontem no picnic com a família T.E. . Sim, é tudo verdade. Eu estive lá e pude observar este acontecimento, no meio de tanta alegria e boa disposição.
Iniciamos o convívio fazendo uma roda em que cada um procurou um par que não conhecesse bem, para assim poderem conversar juntos 10 minutos (ou mais) e escrever ou desenhar 5 símbolos que caracterizasse o companheiro. Em seguida, cada um colocou ao peito esses escritos e foi muito giro!... Gostei imenso de conversar com o meu par. Para além de nos facilitar uma abertura maior na integração do grupo, permite-nos enriquecer com a partilha que cada um fez. Adorei mesmo esta experiência! Senti que foi mais uma oportunidade de descobrir um pouquinho mais a arte de viver...
Depois, lá fomos todos pequenicar e o mais bonito disto tudo é a partilha que sempre se transforma em abundância. Havia realmente muitos bons petiscos que cada um caprichou e fez questão de dar a provar a toda a gente.
Abel Magalhães
Iniciamos o convívio fazendo uma roda em que cada um procurou um par que não conhecesse bem, para assim poderem conversar juntos 10 minutos (ou mais) e escrever ou desenhar 5 símbolos que caracterizasse o companheiro. Em seguida, cada um colocou ao peito esses escritos e foi muito giro!... Gostei imenso de conversar com o meu par. Para além de nos facilitar uma abertura maior na integração do grupo, permite-nos enriquecer com a partilha que cada um fez. Adorei mesmo esta experiência! Senti que foi mais uma oportunidade de descobrir um pouquinho mais a arte de viver...
Depois, lá fomos todos pequenicar e o mais bonito disto tudo é a partilha que sempre se transforma em abundância. Havia realmente muitos bons petiscos que cada um caprichou e fez questão de dar a provar a toda a gente.
Prosseguimos com muita música, dança, jogos... e entretanto, foi acontecendo o que o Abel conta. Mas para além disso, houve mais coisas que foram fazendo eco e que serão também partilhadas.
"... E o T.E., ontem, virou “Divino”

Ainda estou a vê-lo, lá cima, tipo estátua - inanimada, mas inspiradora de vida... Chapéu preto, em fatinho de ver a Deus, parecia contemplar o divino que da natureza emerge para o homem. Na sua postura, demoradamente imóvel, fez-me lembrar Valinclan que, no frio do bronze, sentado num banco da Alameda de Santiago, a olhar a Catedral, parece iluminar todo aquele espaço em que espirra a fina flor De uma Cultura Galega.
O picnic vai decorrendo e, em determinada altura, eu vejo-o ali já bem junto de nós. Desce para o lago, que fica perto. Velhinho, ao andar, parece pedir licença a uma perna para mexer a outra. A Maria Elisa, no seu jeito peculiar de fazer proximidade, vai buscá-lo e senta-o no meio de nós. Era um momento alto em que o grupo, animado pelos Cavaquinhos, ritmadamente, batia palmas em uníssono com a voz doce da Amélia. Em poucos segundo ele já está na Família T.E. Sorridente, bem humorado, quando é para levantar e dar uma de dança, o Snr Francisco (assim é a sua graça) aceita o braço que a Rosa, totalmente cega mas sempre bem disposta, lhe estende...
Porque as horas já a isso convidam, vamos para o lanche. Como novo membro do grupo de que já faz parte do grupo, não se faz rogado e lancha connosco. Todos querem saber quem ele é... Tem quase 92 anos. Está viúvo há 37. Vive com uma filha ali no bairro. Às 9.00h está no Parque. Fala com o guarda e os jardineiros de serviço. – Eles são a minha família...
Da boca do Snr. Baptista, ontem de serviço à guarda do Parque, ouvi mais isto: - Ele está num sino. Nem podem fazer ideia... Já me disse que não contava com nada disto!... Agora, durante os próximos dias, vai contar tudo isto, tintim por tintim, aos jardineiros e aos colegas que me venham substituir. A casa dele, praticamente, é aqui. O genro e a filha têm lá a vida deles, dão-lhe de comer e pouco mais. A família dele somos nós...
Ouço agora o Snr Francisco e ele quer mostrar todos os documentos que comprovam a sua identidade: 03 de fev de 1920. A sua carteira parece a das avós – tão cheia está de fotografias dos filhos, dos netos e dos bisnetos. A vida nele ainda é Festa. E, porque parámos a acolhê-lo, aquela Festa foi-se derramando sobre nós.
À noite, antes de deitar, enviei um ms de alegria e gratidão para a Manela, para a Elisa, para a Irene – molas impulsionadoras destes encontros. Ouvi a voz da Mila a desafiar-me ao Partilho Contigo... Senti vontade de smsar a cada um... Porque é nestes momentos que eu melhor percebo a MISSÃO do T.E.- ser instrumento de humanização... Testemunhar que humanizar(-se) é emergir como pessoa e convergir para Comunhão... Sem que ninguém fique de fora."
"... E o T.E., ontem, virou “Divino”
Ainda estou a vê-lo, lá cima, tipo estátua - inanimada, mas inspiradora de vida... Chapéu preto, em fatinho de ver a Deus, parecia contemplar o divino que da natureza emerge para o homem. Na sua postura, demoradamente imóvel, fez-me lembrar Valinclan que, no frio do bronze, sentado num banco da Alameda de Santiago, a olhar a Catedral, parece iluminar todo aquele espaço em que espirra a fina flor De uma Cultura Galega.
O picnic vai decorrendo e, em determinada altura, eu vejo-o ali já bem junto de nós. Desce para o lago, que fica perto. Velhinho, ao andar, parece pedir licença a uma perna para mexer a outra. A Maria Elisa, no seu jeito peculiar de fazer proximidade, vai buscá-lo e senta-o no meio de nós. Era um momento alto em que o grupo, animado pelos Cavaquinhos, ritmadamente, batia palmas em uníssono com a voz doce da Amélia. Em poucos segundo ele já está na Família T.E. Sorridente, bem humorado, quando é para levantar e dar uma de dança, o Snr Francisco (assim é a sua graça) aceita o braço que a Rosa, totalmente cega mas sempre bem disposta, lhe estende...
Porque as horas já a isso convidam, vamos para o lanche. Como novo membro do grupo de que já faz parte do grupo, não se faz rogado e lancha connosco. Todos querem saber quem ele é... Tem quase 92 anos. Está viúvo há 37. Vive com uma filha ali no bairro. Às 9.00h está no Parque. Fala com o guarda e os jardineiros de serviço. – Eles são a minha família...
Da boca do Snr. Baptista, ontem de serviço à guarda do Parque, ouvi mais isto: - Ele está num sino. Nem podem fazer ideia... Já me disse que não contava com nada disto!... Agora, durante os próximos dias, vai contar tudo isto, tintim por tintim, aos jardineiros e aos colegas que me venham substituir. A casa dele, praticamente, é aqui. O genro e a filha têm lá a vida deles, dão-lhe de comer e pouco mais. A família dele somos nós...
Ouço agora o Snr Francisco e ele quer mostrar todos os documentos que comprovam a sua identidade: 03 de fev de 1920. A sua carteira parece a das avós – tão cheia está de fotografias dos filhos, dos netos e dos bisnetos. A vida nele ainda é Festa. E, porque parámos a acolhê-lo, aquela Festa foi-se derramando sobre nós.
À noite, antes de deitar, enviei um ms de alegria e gratidão para a Manela, para a Elisa, para a Irene – molas impulsionadoras destes encontros. Ouvi a voz da Mila a desafiar-me ao Partilho Contigo... Senti vontade de smsar a cada um... Porque é nestes momentos que eu melhor percebo a MISSÃO do T.E.- ser instrumento de humanização... Testemunhar que humanizar(-se) é emergir como pessoa e convergir para Comunhão... Sem que ninguém fique de fora."
Abel Magalhães
7 comentários:
Só para partilhar também: um arrepio de gratidão e a Alegria por, a meu jeito, fazer também parte da Família T.E.QUE LINDA é a NOSSA HUMANIDADE! Imagem e semelhança do Amor...Obrigada
Claro, Figlo! Desde há muito que ando a aprender que ser "família de sangue" não é uma "opção pessoal" - é a história que nos é "imposta"... Ser "família do coração" é uma "opção pessoal" que, depois, pressupõe um longo treino para "aprendizagem"... Porque o amor é um fenómeno humano que não se pode ensinar "por ensino / palavroso", mas que, em comunhão de uns com os outros, todos podemos aprender...
Sejas, pois, bem vindo à Família T.E. QUE LINDA é a NOSSA HUMANIDADE! Até tem Figlos e tudo !...
Pois é , Abel, uma Família com muitos irmãos que se vão treinando a sê-lo e ...mal sabes tu, que foi ficando cada vez maior, não por causa de "Figlo" mas por causa de figos...daqueles mesmo, de comer e chorar por mais...vindos do Douro directamente para um retiro que aconteceu há sensivelmente dois anos...
Olhem que informação ÚITIL acaba de chegar! Se assim é, Figlo, volta ao Douro, traz mais figos..., "RETIREMO-NOS" a semeá-los assim em boa terra e... deixemos esta Família crescer. Sabes que, como no amor, a medida da Missão/Famíla é FAMILIARIZAR(-SE)sem medida... O que implica sempre duas frentes: a) "muitos irmãos que se vão treinando a sê-lo" e B) cada vez mais IRMÃOS NOVOS, até à "Civilização do Amor"...
Olha, Abel! Já que a "dona da casa" é nossa irmã...É isso! até os irmãos de sangue "se vão fazendo irmãos" ou não...Os outros, os que nos aparecem no caminho "com um mesmo Espírito" também não ficam irmãos assim "do pé para a mão"...tempo, paciência, acolhimento, realizações e descobertas em comum...sementeira paciente que não é só nossa...se for só nossa, bem podemos esperar o fruto, que será sempre pequeno, murcho e sensaborão...Sinto que estamos MUITOS nesse Espírito que está na sementeira e é paciente..." bj Glória
De facto também eu me sinto muito grata com a presença de cada um. Com a colaboração de alguns e com a partilha da Alice que disponibilizou dois páes que seriam para o seu jantar, já que o Sr Francisco o que queria era pão com fiambre e, por mais que eu lhe oferecesse outros alimentos, ele insistia que só queria um copo de qualquer coisa e pão com fiambre. Eu olhei para a Alice e ela com um sorriso lindo nos lábios estende a saca do pão e diz para ele se servir de quantos quiser... Ele comeu dois com um sorriso nos lábios e a Alice, também sorridentede de mão estendida com a saca, deixou que o Sr Francisco se consolasse om o pão que supostamente seria o seu jantar. Obrigada Alice por este lindo momento de partilha e simplicidade.
Manela
Ao ler este Titulo "Sinais do Reino de Deus a acontecer", não fiquei indeferente e cresceu em mim uma vontade enorme de Partilhar Convosco o meu sentimento "aqui e agora" de gratidão pelo TE. Gratidão, pelas experiências vividas no seio dessa família, que vai crescendo,como árvore frondosa que até os "pássaros" lá encontram abrigo.Eu encontrei Esse abrigo, Esse Tesouro Escondido e por O ter encontrado não o posso guardar só para mim!...
"Sinais do Reino de Deus a acontecer" aqui e agora!
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