
A Felicidade como Dom
A nossa existência é um dom. De facto, fomos chamados à existência sem sermos consultados e sem nos ter sido dada a possibilidade de escolher nada: nem raça, nem língua, nem cultura ou nacionalidade. O conjunto destes dons primordiais constitui o leque básico dos nossos talentos, o qual varia de pessoa para pessoa. Na verdade, começamos por ser o que os outros fizeram de nós. Mas o mais importante é o que fazemos com o que recebemos dos demais.
A felicidade tem como alicerce uma vida edificada sobre as propostas do amor. Os seres humanos têm a tendência de pensar que a base da felicidade está no exterior, isto é, naquilo que nos acontece, no tipo de pessoas que encontramos, nos acasos do dia-a-dia ou no dinheiro que temos.
Para a fé cristã, pelo contrário, a felicidade é algo que acontece no interior da pessoa, sobretudo quando esta se abre à presença do Espírito Santo que habita no seu íntimo. São Paulo diz que o Espírito Santo é o amor de Deus derramado nos nossos corações (Rm 5, 5). Por outro lado, a Primeira Carta de São João diz que Deus é amor (1 Jo 4, 7). Para a bíblia, a felicidade acontece de modo especial no coração da pessoa que se empenha em ser fiel à Aliança de Deus.
Podemos dizer que a felicidade não é uma simples ausência de sofrimentos, dificuldades ou problemas. Na verdade, a felicidade é uma experiência de plenitude que se vai reforçando de modo gradual e progressivo a partir de dentro.
No ensinamento das Bem-Aventuranças, Jesus diz que as contrariedades e obstáculos da vida, não anulam a felicidade quando esta é alicerçada no amor e na fraternidade (Mt 5, 1-12). Se olharmos para os textos bíblicos nos quais Deus foi indicando caminhos e propostas de realização humana, facilmente descobrimos as sugestões de felicidade que Deus nos propõe.
Jesus disse que as pessoas que tomam a sério os critérios e as propostas de Deus têm todas as condições para serem pessoas felizes. Foi o que aconteceu com São Paulo, o qual foi perseguido e maltratado por causa de Cristo e do Evangelho e apesar de tudo isso ele sentia-se feliz no meio das suas tribulações: “Sinto-me profundamente alegre no meio de todas as minhas tribulações” (2 Cor 7, 4).
Viver de modo consciente os dons de Deus é uma razão profunda para o crente viver feliz: “Vede que amor tão grande o Pai nos concedeu, a ponto de nos podermos chamar filhos de Deus. E somo-lo de verdade (1 Jo 3, 1-2).
A Felicidade como Tarefa
A felicidade é um dom de Deus mas é também uma tarefa nossa, pois Deus não nos substitui. Está connosco, mas não está no nosso lugar. Isto quer dizer que há uma série de atitudes e opções que não podemos deixar de realizar no dia-a-dia da nossa vida, a fim de edificarmos a felicidade.
Eis algumas atitudes importantes que devemos cultivar, a fim de atingirmos esse estado de paz interior e alegria próprio das pessoas felizes:
Aprender a viver com aquilo que não podemos mudar. É muito importante aprendermos a aceitar-nos, apesar das nossas limitações.
Cultivar pensamentos construtivos e partilhar com os outros uma visão positiva da vida.
É fundamental cultivar a honestidade consigo e os outros.
Felizes dos que enfrentam as dificuldades da vida com confiança, procurando viver unidos a Deus.
É muito importante não andarmos sempre a comparar-nos com os demais.
Não nos devemos deixar esmagar por situações cuja solução não está nas nossas mãos.
Não será feliz quem não aprende a partilhar com os outros o seu tempo, os seus bens e o seu saber.
É importante cultivar o sentido de humor, impedindo que os pensamentos negativos nos dominem.
Não nos devemos esquecer de cuidar de nós. Quem não gosta de si não conseguirá gostar dos outros.
Ajudemos os outros sempre que se nos ofereçam ocasiões de o fazer.
Mantenhamo-nos o mais possível calmos, evitando situações de stress.
rocuremos ser moderados na comida e na bebida.
Nas relações com os outros procuremos adoptar atitudes de humildade e discrição.
É muito importante aprender a escutar as mensagens que os outros nos querem transmitir.
Procuremos estar sempre actualizados nos assuntos que fazem parte do nosso trabalho ou missão.
Cultivemos a capacidade de partir de uma situação para outra. As mudanças trazem com frequência novas possibilidades de crescimento e realização pessoal.
Procuremos viver a vida com paixão. Mantenhamo-nos ocupados com coisas das quais gostamos verdadeiramente.
Respeitemos os outros como gostaríamos de ser respeitados por eles.
Lembremo-nos sempre de que a fonte da felicidade é o amor e não o dinheiro. Isto quer dizer que as pessoas que têm muito dinheiro, se quiserem ser felizes, têm de pôr o dinheiro ao serviço do amor. Isto acontecerá se procurarmos aplicar os nossos bens em favor da nossa realização pessoal e da fraternidade, cultivando o sentido da partilha com os mais pobres.
Elaboremos objectivos de vida e procuremos realizá-los, numa linha de fidelidade a nós mesmos. Não percamos de vista as metas e objectivos que pretendemos alcançar.
Dentro do possível evitemos endividar-nos, procurando gerir os nossos bens de modo a bastar-nos.
Não corramos riscos incontrolados, sobretudo não nos comprometamos em campos que não conhecemos e não controlamos.
A nossa existência é um dom. De facto, fomos chamados à existência sem sermos consultados e sem nos ter sido dada a possibilidade de escolher nada: nem raça, nem língua, nem cultura ou nacionalidade. O conjunto destes dons primordiais constitui o leque básico dos nossos talentos, o qual varia de pessoa para pessoa. Na verdade, começamos por ser o que os outros fizeram de nós. Mas o mais importante é o que fazemos com o que recebemos dos demais.
A felicidade tem como alicerce uma vida edificada sobre as propostas do amor. Os seres humanos têm a tendência de pensar que a base da felicidade está no exterior, isto é, naquilo que nos acontece, no tipo de pessoas que encontramos, nos acasos do dia-a-dia ou no dinheiro que temos.
Para a fé cristã, pelo contrário, a felicidade é algo que acontece no interior da pessoa, sobretudo quando esta se abre à presença do Espírito Santo que habita no seu íntimo. São Paulo diz que o Espírito Santo é o amor de Deus derramado nos nossos corações (Rm 5, 5). Por outro lado, a Primeira Carta de São João diz que Deus é amor (1 Jo 4, 7). Para a bíblia, a felicidade acontece de modo especial no coração da pessoa que se empenha em ser fiel à Aliança de Deus.
Podemos dizer que a felicidade não é uma simples ausência de sofrimentos, dificuldades ou problemas. Na verdade, a felicidade é uma experiência de plenitude que se vai reforçando de modo gradual e progressivo a partir de dentro.
No ensinamento das Bem-Aventuranças, Jesus diz que as contrariedades e obstáculos da vida, não anulam a felicidade quando esta é alicerçada no amor e na fraternidade (Mt 5, 1-12). Se olharmos para os textos bíblicos nos quais Deus foi indicando caminhos e propostas de realização humana, facilmente descobrimos as sugestões de felicidade que Deus nos propõe.
Jesus disse que as pessoas que tomam a sério os critérios e as propostas de Deus têm todas as condições para serem pessoas felizes. Foi o que aconteceu com São Paulo, o qual foi perseguido e maltratado por causa de Cristo e do Evangelho e apesar de tudo isso ele sentia-se feliz no meio das suas tribulações: “Sinto-me profundamente alegre no meio de todas as minhas tribulações” (2 Cor 7, 4).
Viver de modo consciente os dons de Deus é uma razão profunda para o crente viver feliz: “Vede que amor tão grande o Pai nos concedeu, a ponto de nos podermos chamar filhos de Deus. E somo-lo de verdade (1 Jo 3, 1-2).
A Felicidade como Tarefa
A felicidade é um dom de Deus mas é também uma tarefa nossa, pois Deus não nos substitui. Está connosco, mas não está no nosso lugar. Isto quer dizer que há uma série de atitudes e opções que não podemos deixar de realizar no dia-a-dia da nossa vida, a fim de edificarmos a felicidade.
Eis algumas atitudes importantes que devemos cultivar, a fim de atingirmos esse estado de paz interior e alegria próprio das pessoas felizes:
Aprender a viver com aquilo que não podemos mudar. É muito importante aprendermos a aceitar-nos, apesar das nossas limitações.
Cultivar pensamentos construtivos e partilhar com os outros uma visão positiva da vida.
É fundamental cultivar a honestidade consigo e os outros.
Felizes dos que enfrentam as dificuldades da vida com confiança, procurando viver unidos a Deus.
É muito importante não andarmos sempre a comparar-nos com os demais.
Não nos devemos deixar esmagar por situações cuja solução não está nas nossas mãos.
Não será feliz quem não aprende a partilhar com os outros o seu tempo, os seus bens e o seu saber.
É importante cultivar o sentido de humor, impedindo que os pensamentos negativos nos dominem.
Não nos devemos esquecer de cuidar de nós. Quem não gosta de si não conseguirá gostar dos outros.
Ajudemos os outros sempre que se nos ofereçam ocasiões de o fazer.
Mantenhamo-nos o mais possível calmos, evitando situações de stress.
rocuremos ser moderados na comida e na bebida.
Nas relações com os outros procuremos adoptar atitudes de humildade e discrição.
É muito importante aprender a escutar as mensagens que os outros nos querem transmitir.
Procuremos estar sempre actualizados nos assuntos que fazem parte do nosso trabalho ou missão.
Cultivemos a capacidade de partir de uma situação para outra. As mudanças trazem com frequência novas possibilidades de crescimento e realização pessoal.
Procuremos viver a vida com paixão. Mantenhamo-nos ocupados com coisas das quais gostamos verdadeiramente.
Respeitemos os outros como gostaríamos de ser respeitados por eles.
Lembremo-nos sempre de que a fonte da felicidade é o amor e não o dinheiro. Isto quer dizer que as pessoas que têm muito dinheiro, se quiserem ser felizes, têm de pôr o dinheiro ao serviço do amor. Isto acontecerá se procurarmos aplicar os nossos bens em favor da nossa realização pessoal e da fraternidade, cultivando o sentido da partilha com os mais pobres.
Elaboremos objectivos de vida e procuremos realizá-los, numa linha de fidelidade a nós mesmos. Não percamos de vista as metas e objectivos que pretendemos alcançar.
Dentro do possível evitemos endividar-nos, procurando gerir os nossos bens de modo a bastar-nos.
Não corramos riscos incontrolados, sobretudo não nos comprometamos em campos que não conhecemos e não controlamos.
Calmeiro Matias
1 comentário:
Olá Mila
De facto foi uma graça enorme que tivemos ter passado na nossa vida esta pessoa tão linda e especial como o Padre Santos, que como todos os que sabem amar continua vivo entre nós e ajuda-nos tanto a abrir os olhos para o mais importante da vida.
Já há dias li este texto dele e fez-me ficar a remoer sobre a minha vida e acho que me fez cair algumas escamas dos olhos, é fantástico é uma autêntica carta magna para nos ensinar a alcançar a felicidade.
Muitos beijinhos
Gosto muito de ti
M Fernanda Tavares
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