Nem azar nem sorte…
Lá que custa a engolir custa mas... a minha vida e a tua vida têm, quer queiramos quer não, a forma de uma inalienável responsabilidade.
É NOSSA a responsabilidade do que fazemos, dizemos, queremos, decidimos, acreditamos, enfim… de tudo! Não podemos descartá-la nem a outros nem a… sabe-se lá o quê…
Não
há alibis que nos desculpabilizem nem deuses que pré determinem seja o que for
que nos acontece… Nem “os outros”. Nem um “Deus
que assim quis”. Nem o acaso. Nem a sorte ou o azar, como preferirem…
Azar, sorte e destino! Nada disso faz verdadeiramente parte da História
humana.
Eu sou o único sujeito dos meus actos, o sujeito da minha Liberdade.
O
destino é, em última análise, o fruto daquilo que eu escolho e desejo e, depois, ou aceito ou, pura e simplesmente, suporto…
E
quanto ao acaso tenho para mim que não passa de um suceder de circunstâncias,
sejam elas a chuva ou a nortada, a praga de mosquitos ou de formigas…a casca de banana no chão
ou… qualquer um daqueles “se não fosse…
eu até…” E, lá estou EU! a tentar
des-responsabilizar-me…
Sempre
que as nossas perdas, desgostos e desencantos, forem fruto do azar e as coisas
boas da nossa vida, sejam pessoas ou acontecimentos, forem o fruto da sorte,
estamos a impedir o coração de, por um lado, se abrir ao arrependimento lúcido que
leva à mudança e, por outro lado, à Gratidão que nos faz sorver e amar a Vida
como um inestimável DOM!
Glória Marques (Publicado em: http://derrotarmontanhas.blogspot.pt/2013/11/custa-engolir-mas.html )

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