quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Custa a engolir mas…

 


 Nem azar nem sorte…

 Lá que custa a engolir custa mas... a minha vida e a tua vida têm, quer queiramos quer não, a forma de uma inalienável responsabilidade. 
É NOSSA a responsabilidade do que fazemos, dizemos, queremos, decidimos, acreditamos, enfim… de tudo! Não podemos descartá-la nem a outros nem a… sabe-se lá o quê…

Não há alibis que nos desculpabilizem nem deuses que pré determinem seja o que for que nos acontece… Nem “os outros”. Nem um “Deus que assim quis”. Nem o acaso. Nem a sorte ou o azar, como preferirem…
Azar, sorte e destino! Nada disso faz verdadeiramente parte da História humana. 
Eu sou o único sujeito dos meus actos, o sujeito da minha Liberdade.
O destino é, em última análise, o fruto daquilo que eu escolho e desejo e, depois, ou aceito ou, pura e simplesmente, suporto…
E quanto ao acaso tenho para mim que não passa de um suceder de circunstâncias, sejam elas a chuva ou a nortada, a praga de mosquitos ou de formigas…a casca de banana no chão ou… qualquer um daqueles “se não fosse… eu até…”  E, lá estou EU! a tentar des-responsabilizar-me…
Sempre que as nossas perdas, desgostos e desencantos, forem fruto do azar e as coisas boas da nossa vida, sejam pessoas ou acontecimentos, forem o fruto da sorte, estamos a impedir o coração de, por um lado, se abrir ao arrependimento lúcido que leva à mudança e, por outro lado, à Gratidão que nos faz sorver e amar a Vida como um inestimável DOM!

A nossa grande tragédia está em não percebermos que tudo se joga entre um Sim ou um Não - um e outro de nossa inteira responsabilidade - o Sim e o Não que, em acto, dizemos ao Amor… 

Glória Marques (Publicado em: http://derrotarmontanhas.blogspot.pt/2013/11/custa-engolir-mas.html )

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