terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

(Continuação do texto anterior)

Olá bom dia!

Mais um dia, mais um pouco da minha história…
(…)  A diferença, seja ela qual for é sempre apontada. Por vezes é um problema para os ditos normais, aqueles que não têm limitações físicas. Mas afinal quem são os normais?! Afinal quem são os limitados?! Não existem só limitações físicas. Existem aqueles com limitações na ALMA, no CORAÇÃO. Aqueles que não vêm para além do que os olhos lhe mostram. Aqueles que se baseiam apenas nas capacidades físicas do ser humano, na sua produtividade e no lucro que podem obter.
É importante, pensar e reflectir sobre a sociedade que todos nós ajudámos a criar, a estruturar-se.
Que sociedade estaremos nós a construir?
Uma sociedade consumista, uma sociedade baseada no TER e não no SER. Uma sociedade baseada no Eu e não no NÓS. Uma sociedade egocêntrica onde os valores da família, da solidariedade, da fraternidade, da caridade (enquanto atitude de generosidade), da justiça, da igualdade da inclusão ficam muitas vezes pelo caminho, em benefício dos interesses financeiros e o bem-estar individual. Estamos a educar e a formatar crianças para o“salve-se quem puder”... Estaremos a criar uma sociedade que não olha a meios para atingir os fins?! E na Educação/Escolas fala-se tanto da tal integração; na tal “escola inclusiva”. Trabalha-se muito bem, no papel, os valores e a cidadania, mas depois a prática é que se torna o mais difícil, ou quase ineficazClaro que esta responsabilidade não é só da entidade Escola. Deve ser uma responsabilidade partilhada entre a sociedade, não apenas enquanto entidade funcional do Estado, mas também cada um de nós, a nível individual e, naturalmente, a família.
(…) CONTINUA
Até amanhã!
                                                Susana Monteiro


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