quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

E, por falar em mudanças…

(Esta imagem representa vários móveis em cima uns dos outros: sofás, uma televisão, um telefone, secretárias, cadeiras e um candeeiro.)
 
 Há gente especialista em mudar: de opinião… de fatiota… de casa… de carro… de amigos… de amantes… Saltita daqui para ali sem criar laços, nem fazer ninho…por interesse… por conveniência… porque sim… por desfastio…

Há também quem mude por lucidez…E esses não mudam. Esses vão-SE mudando - de fora para dentro, até ao seu mais íntimo.

De tal modo e com tal simplicidade o fazem que a gente quase nem dá por isso. E até parece coisa fácil…
Quando a sua Humanidade nos aparece tão naturalmente Humana, nem sequer (nos) perguntamos quanto Silêncio, quanto treino, quanta derrapagem sem angústia (porque a derrapar assim também se aprende), estão por detrás desse modo encantadoramente discreto e Humano de viver…

Por outro lado, também há quem não mude nem SE mude: por teimosia e caturrice, por convencimento verdadeiro de que, olhando para eles qualquer um está perante a perfeição em forma de gente. E, depois, “Sempre fui assim! Não é agora que vou mudar!”… “Agora não, que ainda é cedo”… “Já estou velho p’ra isso”… “Não sou capaz!”… “Porquê eu? Eles que mudem!”… etc… etc…

É a preguiça, a fraqueza, a teimosia ou simplesmente o medo a meterem-se onde não são chamados…

Desinstalarmo-nos faz morrer muita coisa em nós… Dói que se farta sentir a areia a fugir debaixo dos nossos pés…E, depois, verdade, verdadinha, só SE muda quem se apaixona … 

É a paixão que nos faz ultrapassar todos os limites, vencer todos os medos, saltar todas as barreiras, abrir os braços aos ventos e respirá-los sem medo…mesmo sem saber para onde nos vão levar e, quem sabe, ser raiz de mudança, nas estruturas de comodismo e “não te rales”, das estruturas de pecado, de escravidão e desastre que minam a sociedade e os mundos que habitamos insistindo em querer esvaziar-nos no mais íntimo...

Só gente apaixonada é capaz de encher de aventura, deslumbramento e brilho os dias mais embaciados. De pequenas/GRANDES MUDANÇAS os dias mais iguais.

Pena que nem sempre nos consintamos esse privilégio, preferindo navegar em águas mornas e sem ondas. Na família, na religião, na sociedade… Até compartimentamos tudo que é para ser mais fácil viver uma vida arrumadinha… encaixotada… sensata…normal

Apaixonar-se não é para fracos nem para medrosos… ISSO é para gente que, por entre pequenas e simples experiências de Liberdade se vai fazendo LIVRE ao jeito do Homem Novo - sem resguardos nem reservas… sem medo das dores que acompanham todas as mudanças que, como metamorfoses, nos rompem pele, tecidos, veias, irrompendo em VIDA NOVA.

Então, um Sol sempre Novo nos surpreenderá em cada Amanhecer… E o Horizonte será sempre a perder de vista!

Sem comentários: