quarta-feira, 21 de maio de 2014

FAMÍLIA


 A semana passada comemorou-se o Dia da Família.
 Mas afinal é preciso haver um Dia da Família?
 Todos os dias são dias da família desde que estejamos presentes quer em corpo quer em pensamento.
Ás vezes perguntámos: Onde está a nossa família? Que tipo de família temos?
 Há a FAMÍLIA DE SANGUE;
 Há a FAMÍLIA DE CORAÇÃO;
 Há a família de sangue que está sempre presente no coração e no pensamento...
 Há a família de sangue que amamos e adorámos...
 Há a família de sangue que nem imaginámos viver sem ela...
 Há a família de sangue que respeitámos...
 Há a família de sangue de quem poucas vezes nos lembramos...
 Há a família de sangue que de nós não se lembra...
 Há a família de sangue que não conhecemos e que não nos conhece.
 Esta é a família que não escolhemos, aquela onde tivemos a "sorte" ou o "azar" de nascer.

 Mas há a outra família;
 Aquela família que escolhemos e pela qual fomos escolhidos...
 Aquela família que chora connosco...
 Aquela família que ri connosco...
 Aquela família que partilha contigo o bom e o mau...
 Aquela família que caminha a teu lado e te levanta quando vais a cair...
 Aquela família que não te questiona/pressiona, que te aceita como tu és, com todas as tuas qualidades e todos os teus defeitos físicos e humanos...
Aquela família que simplesmente está...
 Aquela família em que os silêncios são agradáveis e os olhares falam...
 Aquela família em que não usámos máscaras, que podemos ser nós próprios
Mas que família é esta? Que nos envolve e com a qual nos envolvemos? que seduzimos e que deixámos seduzir. Que sentimos afinidade, que sentimos segurança, que sentimos confiança, que sentimos vontade de estar juntos e que nem a distância deixa esquecer.
Que família é esta que  nos dá sempre a mão?
 É a  FAMÍLIA DO CORAÇÃO



                           Susana Monteiro

1 comentário:

Anónimo disse...

A palavra Família diz muito...
Mas por vezes por varias situações a família não está lá quando precisamos...Eu com os meus 11 anos
perdi a minha mãe,fiquei com o meu pai e meu irmão, o meu pai muito jovem mas já com o vicio do álcool infelizmente, naquele preciso momento senti me perdida se chão...sentindo que o mundo tivesse acabado ali,passei fome passei muitas dificuldades e ninguém da família mais próxima se preocupou!Tive que ser forte e com o meu irmão ir em frente para não descarrilar,para ser alguém um dia...Hoje estou em pé e tenho que agradecer a Deus e a minha mãe que esta no céu a olhar por nós:(