Queria tanto que ele sobrevivesse...
terça-feira, 20 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
É preciso olhos de cuidado permanente.

"Ajudem-me! Ajudem-me! O meu filho desapareceu!!!"
Podia ser o início de um conto, de um filme ou até de uma peça de teatro. Mas não! É tão sério, e tão dramático o que encerram estas 4 palavras "O meu filho desapareceu", que não poderia não deixar de partilhar aqui o que aconteceu hoje na praia.
A praia estava tranquila quando se ouviu uma mãe desesperada a pedir ajuda: "Ajudem-me! Ajudem-me! O meu filho desapareceu!!!" O filho de 4 anos tinha desaparecido. O meu coração parou ao observar a aflição daquela mãe. Não precisamos de ser pais para perceber tal desespero e nem adianta pedir para ter calma numa situação destas.O mar estava revolto, as notícias de desaparecimento de crianças infelizmente existem e em fracção de segundos imagina-se o pior. Mas Graças a Deus, os segundos, transformaram-se em poucos minutos... O pequenito apareceu guiado por alguém que o ajudou a procurar a mãe. Ui, que alívio! A mãe serenou, todos nós serenamos, graças a Deus!
CUIDADO!!!... As Férias sabem-nos bem, mas não nos podemos descuidar por um segundo das nossas crianças!
Podia ser o início de um conto, de um filme ou até de uma peça de teatro. Mas não! É tão sério, e tão dramático o que encerram estas 4 palavras "O meu filho desapareceu", que não poderia não deixar de partilhar aqui o que aconteceu hoje na praia.
A praia estava tranquila quando se ouviu uma mãe desesperada a pedir ajuda: "Ajudem-me! Ajudem-me! O meu filho desapareceu!!!" O filho de 4 anos tinha desaparecido. O meu coração parou ao observar a aflição daquela mãe. Não precisamos de ser pais para perceber tal desespero e nem adianta pedir para ter calma numa situação destas.O mar estava revolto, as notícias de desaparecimento de crianças infelizmente existem e em fracção de segundos imagina-se o pior. Mas Graças a Deus, os segundos, transformaram-se em poucos minutos... O pequenito apareceu guiado por alguém que o ajudou a procurar a mãe. Ui, que alívio! A mãe serenou, todos nós serenamos, graças a Deus!
CUIDADO!!!... As Férias sabem-nos bem, mas não nos podemos descuidar por um segundo das nossas crianças!
quarta-feira, 14 de julho de 2010
SEM AMOR A NOSSA VIDA NÃO É HUMANA

"Sem amor o ser humano não tem razões válidas para viver.
O amor confere qualidade verdadeiramente humana à vida das pessoas.
De facto,
Os seres humanos não nascem humanizados.
A humanização é um processo gradual que implica decisões, escolhas, opções e planos marcados com o selo do amor.
O ser humano humaniza-se assim:
Cresce como ser espiritual através das relações de amor com os outros.
Crescer espiritualmente significa que a nossa interioridade pessoal cresce em densidade espiritual e em capacidade para fazer o bem.
Por outras palavras,
À medida em que cresce como interioridade pessoal-espiritual,
O ser humano torna-se capaz de comungar mais e melhor com os outros.
Sem amor é impossível acontecer a humanização do Homem.
Não basta ser inteligente.
A inteligência sem amor gera perversões e cria armas assassinas que matam muitos milhões.
Sem amor,
O sucesso torna as pessoas arrogantes e opressoras.
Sem amor,
A justiça torna-se prepotente e injusta.
Sem amor,
A riqueza torna as pessoas avarentas e desumanizadas.
A verdade,
Sem amor,
Converte-se em afirmações agressivas que vão magoar os outros.
A beleza,
Sem amor,
Deixa de ser um caminho para a ternura e a comunhão.
A autoridade,
Sem amor,
Torna tiranos aqueles que a exercem e machuca aqueles que lhe são subordinados.
O trabalho,
Sem amor,
Torna as pessoas infelizes e subservientes.
Se for realizado num clima de amor,
O trabalho converte-se num modo privilegiado de o ser humano se realizar como pessoa.
A oração,
Sem amor,
É hipocrisia farisaica.
Sem amor,
As leis geram servilismo e mecanismos de revolta.
O amor é criativo:
Todos os dias inventa gestos e atitudes adequados para ajudar os outros a crescer.
Sem amor,
A fé não é teologal,
Isto é,
Não é um dom do Espírito Santo.
Com efeito,
A vida teologal concretiza-se em atitudes de Fé,
De Esperança e Amor Caridade,
Ou seja,
Amor ao jeito de Cristo.
Sem amor,
A fé tende a gerar fanatismo religioso.
Sem amor,
A pessoa humana não atinge a sua realização.
Por outro lado,
De facto,
O amor dos outros capacita-nos para amar.
É o amor dos outros que nos confere o leque de talentos que possibilita a nossa realização.
Os nossos planos e opções de amor são o modo de realizarmos os talentos que recebemos através do amor dos outros.
São Paulo,
O grande cantor do amor ao jeito de Cristo,
Isto é,
A caridade,
Diz o seguinte:
“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
Se não tiver caridade,
Sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
Se não tiver caridade.
Ainda que eu tenha uma fé tão grande que transporte montanhas,
Se não tiver caridade,
Nada sou.
Mesmo que eu distribua todos os meus bens e entregue o meu corpo para ser queimado,
Se não tiver caridade,
De nada me aproveita.
A caridade é paciente e prestável.
Não é invejosa.
Não é arrogante ou orgulhosa.
A caridade não faz coisas inconvenientes,
Nem procura o seu próprio interesse.
A caridade não se irrita nem guarda ressentimento.
Não se alegra com a injustiça,
Mas rejubila com a verdade.
A caridade tudo desculpa,
Tudo crê,
Tudo espera,
Tudo suporta.
A caridade jamais passará” (1 Cor 13, 1-8).
Resumindo este hino maravilhoso ao amor podemos dizer:
Sem amor,
A nossa vida não é humana e,
Portanto,
Não pode ser divinizada!"
Calmeiro Matias
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Celebrar a Vida
“Só vale a pena celebrar a Vida
quando lhe descobrimos os segredos…
Vale a pena celebrar a Vida
quando fazemos mais do que existir.
Esse é o grande perigo,
é o fracasso do coração humano:
gente que existe sem viver!
Como ser gaivota e não voar, ou cotovia e não cantar…
Vale a pena celebrar a Vida
quando sabemos que viver é renascer,
viver é ter-se nas mãos e fazer-se sem descansos…
Vale a pena celebrar a Vida
quando a saboreamos como dom a acolher
de mangas arregaçadas, pés ao caminho e coração
sorridente…
Vale a pena celebrar a Vida
quando estamos dispostos a não lhe virar a cara,
quando descobrimos que não se aprende sem sofrer,
e que a Vida é uma história que se constrói na perseverança do Amor
que faz com que as dores de hoje sejam os partos de
amanhã…
Vale a pena celebrar a Vida
quando o Deus da Vida não lhe é alheio,
quando os dias que despertam e adormecem
caminham de olhos erguidos para o Hoje Eterno de Deus,
quando a certeza da Plenitude anima a luta da construção…
Vale a pena celebrar a Vida
porque cada vez que o fazemos,
Deus faz festa connosco!”
Rui Santiago
quando lhe descobrimos os segredos…
Vale a pena celebrar a Vida
quando fazemos mais do que existir.
Esse é o grande perigo,
é o fracasso do coração humano:
gente que existe sem viver!
Como ser gaivota e não voar, ou cotovia e não cantar…
Vale a pena celebrar a Vida
quando sabemos que viver é renascer,
viver é ter-se nas mãos e fazer-se sem descansos…
Vale a pena celebrar a Vida
quando a saboreamos como dom a acolher
de mangas arregaçadas, pés ao caminho e coração
sorridente…
Vale a pena celebrar a Vida
quando estamos dispostos a não lhe virar a cara,
quando descobrimos que não se aprende sem sofrer,
e que a Vida é uma história que se constrói na perseverança do Amor
que faz com que as dores de hoje sejam os partos de
amanhã…
Vale a pena celebrar a Vida
quando o Deus da Vida não lhe é alheio,
quando os dias que despertam e adormecem
caminham de olhos erguidos para o Hoje Eterno de Deus,
quando a certeza da Plenitude anima a luta da construção…
Vale a pena celebrar a Vida
porque cada vez que o fazemos,
Deus faz festa connosco!”
Rui Santiago
terça-feira, 6 de julho de 2010
"A melhor arma para evangelizar é o Amor"
Os olhos do nosso coração captam imagens a uma lonjura incrível! Ficamos sempre a ganhar com o máximo de horizontes que nos são abertos numa fecundidade e perspectiva de vida diferente.
Há dias, num piquenique com uns amigos, pude ver em cada rosto de uma família Pedacinhos de Deus a reinar. Numa logística simples, partilhada, prática e sobretudo disponível, cuidam de alguém já sem autonomia física. É curioso como o Amor se revela neste espírito de inter-ajuda, que cada um assume no seu melhor e com uma organização fantástica a poder conciliar tudo o que se lhes exige no dia-a-dia. Funciona tudo muito bem, vão-se revezando semana a semana com essa missão nas suas próprias casas.
"A melhor arma para evangelizar é o Amor". Esta imagem é, sem dúvida, uma boa forma de evangelizar. Esta família em silêncio vai tecendo o reino de Deus e tornando este mundo melhor, assim no concreto, sem grandes discursos nem palavras. A mim tocou-me e ficou gravado...
domingo, 4 de julho de 2010
A Primavera do Mundo Novo
Há dias, em que acordamos e parece termos a sensação de que certas coisas perderam o sentido. A tristeza provocada por coisas menos boas vai ganhando espaço dentro de nós dia-após-dia e deixamo-nos levar ...
Ergue-se, então, uma montanha que nos parece intransponível. Esquecemo-nos que é apenas mais um desafio que se nos atravessa o caminho e que o vamos vencer com a mesma perícia que vencemos os outros...
Hoje, depois de uma experiência dessas, preparei-me para ir com a minha família para a praia e, como já é habitual, levei um livro. Desta vez, o livro era novo, ainda não tinha tido a oportunidade de o começar a ler. É um livro do Pe. Calmeiro Matias que tem por título, HISTÓRIAS DE DEUS E DO HOMEM.
Enquanto o meu marido foi à água com as nossas filhas, comecei a ler e fiquei por ali a pensar:" É incrível, como nos damos conta de sinais que vêm ao nosso encontro na hora certa e no momento exacto..."
Entretanto, o meu marido aproximou-se e mostrei-lhe o que tinha lido. Leu e disse: "Estas são das coisas que toda a gente devia ler..."
Pronto, resolvi partilhar convosco, principalmente para quem ainda não conhece. Leiam e desfrutem...
A Primavera do Mundo Novo
Nesse dia resolvi deixar a vida acontecer…
Habitualmente estou muito ocupado. Não tenho tempo para deixar as coisas serem o que são.
De facto, as coisas, para serem plenamente, precisam de mim.
E eu também. Para ser plenamente preciso das coisas. Estas estão sempre disponíveis.
Sou eu que, habitualmente, não deixo as coisas serem em mim. Não tenho tempo.
Nesse dia tive tempo.
As coisas ecoam em mim palavras de beleza, de variedade, de harmonia. E eu encontrei-me comigo.
Viver humanamente não é vivido pela vida. É viver, saboreando a vida, a beleza, a verdade das coisas.
Nesse dia tive tempo para escutar o jardim da Primavera.
O seu discurso possibilitou-me um encontro comigo e com os outros homens. Por esta razão não esqueci nunca esse encontro.
a variedade das plantas, das flores, dos coloridos e matizes disse-me, naquele dia, que a humanidade não é monótona. É um jardim a florir permanentemente. Não está sujeita aos períodos do estio para florir.
As qualidades de bondade, alegria, coragem, generosidade, reconciliação, diálogo, simplicidade, doação, partilha, atenção, cuidado, encontro e amor são as flores do jardim do mundo novo.
As flores do jardim disseram-me ainda: somos diferentes, mas não nos invejamos. As diferenças de umas são condição de enriquecimento para as outras.
No mundo novo acontece a reciprocidade da comunhão.
Só pode haver reciprocidade quando existe diferença.
Sem originalidades e diferenças existe fusão, mas não comunhão.
As originalidades, no mundo novo, são sorrisos e causa de felicidade.
São condição de plenitude. Cada flor é resultado da liberdade. Na originalidade de cada flor circula reciprocidade de comunhão.
No mundo novo todas as flores são tudo. Não por fusão, mas por comunhão.
Se alguma flor se fechar à comunhão, fica reduzia a si mesma. Por esta razão está fora do tudo.
Excluindo-se do tudo, a flor perde a plenitude. Reduzida a si, é nada. Não é saboreada nem saboreia a novidade das outras flores.
É a morte. Uma flor, sozinha, não é um jardim…
E Deus é assim também. É um só, mas três pessoas em comunhão. As flores são as pessoas.
Cada pessoa é única, original e irrepetível.
As pessoas não são quadrados ou triângulos equiláteros. Não são bonecos feitos em série. Por isso são capazes de comunhão. Para ser pessoa, o homem tem de optar, decidir, comprometer-se e orientar-se na vida. Por isso é livre, consciente e responsável.
Se não escolhe e decide não é livre.
Se não decide no sentido do amor não é responsável.
Se não age com sentidos não é consciente. Procedendo assim, jamais chegará a ser humano. Não será capaz de plenitude. Não terá originalidade para partilhar.
Este homem não será uma flor do jardim do mundo novo.
Ergue-se, então, uma montanha que nos parece intransponível. Esquecemo-nos que é apenas mais um desafio que se nos atravessa o caminho e que o vamos vencer com a mesma perícia que vencemos os outros...
Hoje, depois de uma experiência dessas, preparei-me para ir com a minha família para a praia e, como já é habitual, levei um livro. Desta vez, o livro era novo, ainda não tinha tido a oportunidade de o começar a ler. É um livro do Pe. Calmeiro Matias que tem por título, HISTÓRIAS DE DEUS E DO HOMEM.
Enquanto o meu marido foi à água com as nossas filhas, comecei a ler e fiquei por ali a pensar:" É incrível, como nos damos conta de sinais que vêm ao nosso encontro na hora certa e no momento exacto..."
Entretanto, o meu marido aproximou-se e mostrei-lhe o que tinha lido. Leu e disse: "Estas são das coisas que toda a gente devia ler..."
Pronto, resolvi partilhar convosco, principalmente para quem ainda não conhece. Leiam e desfrutem...
A Primavera do Mundo Novo
Nesse dia resolvi deixar a vida acontecer…
Habitualmente estou muito ocupado. Não tenho tempo para deixar as coisas serem o que são.
De facto, as coisas, para serem plenamente, precisam de mim.
E eu também. Para ser plenamente preciso das coisas. Estas estão sempre disponíveis.
Sou eu que, habitualmente, não deixo as coisas serem em mim. Não tenho tempo.
Nesse dia tive tempo.
As coisas ecoam em mim palavras de beleza, de variedade, de harmonia. E eu encontrei-me comigo.
Viver humanamente não é vivido pela vida. É viver, saboreando a vida, a beleza, a verdade das coisas.
Nesse dia tive tempo para escutar o jardim da Primavera.
O seu discurso possibilitou-me um encontro comigo e com os outros homens. Por esta razão não esqueci nunca esse encontro.
a variedade das plantas, das flores, dos coloridos e matizes disse-me, naquele dia, que a humanidade não é monótona. É um jardim a florir permanentemente. Não está sujeita aos períodos do estio para florir.
As qualidades de bondade, alegria, coragem, generosidade, reconciliação, diálogo, simplicidade, doação, partilha, atenção, cuidado, encontro e amor são as flores do jardim do mundo novo.
As flores do jardim disseram-me ainda: somos diferentes, mas não nos invejamos. As diferenças de umas são condição de enriquecimento para as outras.
No mundo novo acontece a reciprocidade da comunhão.
Só pode haver reciprocidade quando existe diferença.
Sem originalidades e diferenças existe fusão, mas não comunhão.
As originalidades, no mundo novo, são sorrisos e causa de felicidade.
São condição de plenitude. Cada flor é resultado da liberdade. Na originalidade de cada flor circula reciprocidade de comunhão.
No mundo novo todas as flores são tudo. Não por fusão, mas por comunhão.
Se alguma flor se fechar à comunhão, fica reduzia a si mesma. Por esta razão está fora do tudo.
Excluindo-se do tudo, a flor perde a plenitude. Reduzida a si, é nada. Não é saboreada nem saboreia a novidade das outras flores.
É a morte. Uma flor, sozinha, não é um jardim…
E Deus é assim também. É um só, mas três pessoas em comunhão. As flores são as pessoas.
Cada pessoa é única, original e irrepetível.
As pessoas não são quadrados ou triângulos equiláteros. Não são bonecos feitos em série. Por isso são capazes de comunhão. Para ser pessoa, o homem tem de optar, decidir, comprometer-se e orientar-se na vida. Por isso é livre, consciente e responsável.
Se não escolhe e decide não é livre.
Se não decide no sentido do amor não é responsável.
Se não age com sentidos não é consciente. Procedendo assim, jamais chegará a ser humano. Não será capaz de plenitude. Não terá originalidade para partilhar.
Este homem não será uma flor do jardim do mundo novo.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Gestos simples e inesperados que nos dão o verdadeiro sabor à vida
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