segunda-feira, 30 de maio de 2011

CADA VEZ SOMOS MAIS

Para ti

Abel, Teo, Elisa, Irene, Manela, Rosa, Lúcia, Isabel, M.José, São, Toni, David, Elsa, Natacha, Raquel S., Raquel N. e tantos, tantos outros voluntários do T.E., dedico-vos este mimo com o coração CHEIO de Admiração e Gratidão!!!

Mas antes, partilho a mensagem que está escrita na pedrinha que um de vós me deu:

"Somos anjos com uma asa só.
Só podemos voar abraçados uns aos outros.
Obrigada por quereres voar."


Sim, quero voar, e nem imaginam o quanto já experimento esse VOO no concreto da minha vida...

Deus é infinitamente BOM!!!




Abel disse...

Obrigado, MILA. O teu entusiasmo pelo T.E. dá-me muita FORÇA para ACREDITAR que estamos mesmo perante aquilo de que fala F. Pessoa: "DEUS QUER, o homem sonha, a obra nasce". Usando a nossa linguagem de crentes, direi: Sei que "DEUS QUER", porque, sendo Ele o BEM que "encarna" nos nossos corações e sendo o T.E. uma mais valia social, Ele quer dessa mais valia - porque isso é MAIS VIDA. Ouviste, lá no Curso, dizer coisas como esta: - O nosso mundo precisa de Centros T.E que vão fazendo em cada comunidade o que estamos a tentar fazer aqui no Porto.

Xi Abel

Anónimo disse...
“ Tu que vês, o que fazes da tua Luz?”"E´ a nossa Luz, não as nossas trevas, o que mais nos apavora.E conforme deixamos a nossa Luz BRILHAR, inconscientemente damos `as outras pessoas permissão para fazer o mesmo.E conforme nos libertamos do nosso medo, nossa presença, automaticamente liberta os outros.” (Nelson Mandela)Obrigada Telefone da Esperança, Rosa,Abel,Manela,Mila,.......

quarta-feira, 25 de maio de 2011

domingo, 22 de maio de 2011

Curso de Autonomia Afectiva em 27, 28 e 29 de Maio



Após o sucesso da última acção do Curso de Autonomia Afectiva, e tendo as manifestações de interesse de participação ultrapassado o número de vagas, vimos cumprir o prometido. Está agendada para os dias 27, 28 e 29 de Maio a próxima edição do curso.

Sobre o curso:

A Autonomia afectiva abre-nos as portas do amor saudável, maduro, independente, e baseado no respeito próprio e mútuo. Amarmo-nos e cuidarmos de nós da melhor forma, é a única forma de evitarmos tornarmo-nos reféns da dependência afectiva.
O curso de Autonomia Afectiva do Telefone da Esperança ajudá-lo(a)-á a desenvolver a sua singularidade e autonomia pessoal, assim como a sua capacidade de se amar, valorizar e respeitar e interagir de foma equilibrada com os outros.

Esta é uma proposta que lhe agrada, neste momento da sua vida? Se sim, sinta-se muito bem-vindo(a)!




sábado, 14 de maio de 2011

Arte do “Saber Amar”

"Amar é ser capaz de ficar calado quando se está magoado, esperando a oportunidade certa para
dialogar com serenidade.

A pessoa que Ama evita magoar, mas não deixa de dizer a verdade pelo simples facto de que o outro pode não gostar."

(...)

Calmeiro Matias

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Dedicado com muito carinho


Porque gosto muito, muito de ti, dedico-te esta mensagem que não é da minha autoria, mas isso não importa. O que importa é que vejo nestas sábias palavras o estimulo que precisas para te sentires tu e só mesmo tu: com todo o direito de seres tratada com respeito, de expressares os teus próprios sentimentos e opiniões, de estabelecer as tuas próprias prioridades, de dizeres "NÃO" sem te sentires culpada, de seres diferente do que esperam de ti, de fazeres as tuas próprias escolhas, de te rir e divertir, de amar e ser amada, de cometeres erros, a fracassar e a mudar de opinião, de seres Livre e Feliz. Acredito em ti, acredito, acredito MUITO! E, no fim de leres esta mensagem, imagina que te dou um grande GRANDE abraço!

"Uma das maneiras mais subtis e comuns que alguns têm de te domesticarem é fazerem-te crer que és incapaz de viver ou escolher bem a trama dos teus dias sem contares com eles.

Vou dizer-te isto numa frase mais curta: fazerem-te sentir incapaz é uma forma de te dominarem. E isso não é bom…

Gostava que cada dia e cada escolha fossem para ti uma oportunidade para seres Livre! Sei que isto pode ter mil sentidos diferentes, mas tenho a certeza que descobrirás tu próprio o sentido que isto tem para ti.

Não admitas que te infantilizem! Em nenhuma dimensão da Vida, não o admitas!

Sabes, às vezes estas coisas são um pouco complicadas de se ver claramente porque acontecem num contexto de amor. E isso às vezes não nos deixa ver bem porque mexe com os sentimentos da nossa história inteira.

Mas, olha… o nosso amor não é perfeito, sabes?! Às vezes amamos mal, muito mal mesmo, porque o nosso amor se manifesta vezes demais como posse e domínio daqueles que amamos.

Não tenhas medo de ver isto. Acontece, pronto! Não se foge destas coisas, não se resolvem fazendo de conta que não existem. Existem. Estão aí! O facto de te amarem de verdade, de te amarem muito mesmo, não significa que às vezes não te amem mal. Acontece! Não é nenhum drama.

É uma realidade com a qual tu és muito mais capaz de lidar do que pensas. Olha as coisas de frente, reconhece que nem todo o amor se manifesta da maneira correcta, perdoa, sossega e vive!

Escolhe, decide, recomeça e engana-te também! Serão sempre os teus enganos. Os TEUS!

Só os audazes se enganam neste tipo de coisas. Os outros andam enganados a Vida toda, isso sim, é que é muito mau!

Olha… não acredites em tudo o que te fazem sentir… Quando temos o Coração muito domesticado ele faz-nos sentir coisas que não são verdadeiras. E às vezes até nos faz sentir que somos incapazes de mudar isso… Essa é a maior mentira de todas!!!"

terça-feira, 3 de maio de 2011

Se Deus Ressuscitou Jesus, então...




Hoje Partilha Contigo... PAULA CRISTINA



Conheci a Paulinha na ACAPO. É uma menina que nos cativa pela sua genuinidade e ternura. Aparentemente parece frágil, mas de uma força interior inspiradora... Para vos dar um exemplo, ela aprendeu o braille num mês! E há pouco tempo começou a ter aulas de TIC e já manobra o teclado como poucos norma-visuais! :) Desafiei-a a partilhar a sua história e, na sua mais pura simplicidade, escreveu isto:

Eu era uma criança traquina e com cinco anos tive um acidente doméstico que provocou um glaucoma e catarata. Os médicos só encontraram uma solução: retirar o olho. Fui logo operada. Quando acordei da anestesia, tirei o penso e reparei que não tinha um olho! Perguntei logo às outras crianças se elas também só tinham um olho! Entretanto, chegou a enfermeira e levou-me ao médico que me explicou que ía ter uma vista nova, mas a vista nova era um olho de vidro.

O trabalho ficou tão bem feito que ninguém notava, mas os meus pais tinham um grande desgosto....

Entretanto, entrei para a escola como as outras crianças, só que a minha professora por ter um olho de vidro não me considerava uma criança igual às outras. Por isso, em vez de ir para o recreio, ficava na sala a brincar com uma boneca e a fazer desenhos. Durante dois anos foi assim! E durante esses dois anos fiquei na primeira classe. Por ter um olho de vidro estava sempre a fazer desenhos que não eram iguais aos desenhos das outras crianças, e também elas faziam pouco de mim, chamavam-me a "menina da professora" e outros nomes.

Graças a Deus que a minha professora foi para a reforma e tive uma professora nova. A partir daí já fiz tudo o que as outras crianças faziam. Ía para o recreio, brincava com elas e estudávamos juntas. Apesar disto tudo, sempre senti que era igual às outras crianças. Só ficava muito triste quando o meu pai dizia, a qualquer pessoa, que o grande desgosto dele era ter uma filha com um olho de vidro. Isso nunca vou esquecer, acho que é uma marca que fica para o resto da minha vida.

Mas nem tudo é mau...

Aos 14 anos comecei a namorar com o Iglésias. O AMOR DA MINHA VIDA com quem vivi a minha juventude, com quem casei e sou muito feliz.

Como se já não bastasse ter só uma vista, depois de casada tive um descolamento de retina. Fui operada duas vezes no Hospital de S.João. No entanto, na tentativa de melhor recuperação, o meu marido perguntou ao médico se em Coimbra havia outras possibilidades. O médico propôs a hipótese de repetir a operação numa clínica em Londres... Não pensámos duas vezes, ainda que, sem dúvida, implicasse um grande esforço económico... Não foi nada fácil, mas a esperança que sentimos superou tudo e valeu a pena!... Operaram-me três vezes e fiquei a ver dois décimos. Com essa capacidade visual, voltei a poder fazer tudo.

Criei o meu sobrinho e foi a coisa mais bonita que me aconteceu. Agradeço muito ao meu marido, ao meu sobrinho, e também aos meus AMIGOS. São eles que me dão muita força para continuar a viver feliz.

Durante doze anos a minha visão manteve-se igual. Depois ganhei glaucoma e comecei a perder visão porque a tensão estava muito alta, afectando a córnea e o nervo óptico.

Em 2009, entrei para a ACAPO. Tive acesso às actividades da vida diária como: a aprendizagem do reconhecer o dinheiro, identificar texturas e cheiros, truques para funcionar com os electrodomésticos, posicionamento do corpo ao cozinhar, métodos para reconhecer peças de roupa, passar a roupa a ferro e todo um sem-número de pequenas dicas para serem utilizadas no dia-a-dia. Também tive aulas de mobilidade com o auxílio de uma bengala, na qual me adaptei perfeitamente. Aceitei-a com agrado na perspectiva de ser independente. Com as aulas de Braille tive uma experiência maravilhosa pela sensação de poder voltar a ler de novo. Também nas aulas de TIC começo a descobrir uma dimensão de possibilidades bastante abrangentes, graças às novas tecnologias.

Às terças-feiras temos trabalhos manuais. Também é um espaço muito interessante: pela interacção do grupo, da partilha de conhecimentos e truques nas coisas que aprendemos, do exercitar o tacto com a finalidade de desenvolver a sensibilidade dos dedos para nos facilitar a aprendizagem na leitura do braille e escrita do mesmo. E sobretudo, pelos laços de amizade que nos une.
Sinto um grande carinho por cada um, mas em especial, uma gratidão enorme pelo apoio recebido da Psicóloga e da Professora de braille e de TIC. MUITO OBRIGADA ÁS DUAS por me ajudarem a levantar e mostrar-me que afinal posso VER...

Em casa sou autónoma em todas as tarefas domésticas.

Tenho uma vida normal e sou muito feliz.

O que me deixa mais feliz ainda, é que ainda posso ver o rosto das pessoas que gosto.

Beijinhos
Paula Cristina

domingo, 1 de maio de 2011