segunda-feira, 27 de maio de 2013

O Pato Tó e a Lagartixa Alice


Carlos Coutinho, um jovem empreendedor, cheio de ideias fantásticas e que não tem medo de se lançar ao trabalho para realizar os seus sonhos.

As histórias que ele nos apresenta, inéditas, assim como as suas músicas, são reflexo de uma serenidade e sabedoria que normalmente só se adquire com a idade, mas, que estão bem patentes em tudo o que faz.

Este Escritor, descreve as suas histórias com emoção, incluindo músicas originais, sons que retratam a vida na realidade, faz-nos transportar para os dias da nossa infância, soltar a criança que trazemos dentro e desfrutarmos com alegria de coisas simples!

Este livro, com belas imagens e de leitura fácil, tem igualmente incluído, o CD, com as histórias e as músicas, para que todos os que não conseguem ler a negro tenham igualmente possibilidade de apreciar o seu livro.

Duas belas histórias que deixam a pequenada encantada!
Aqui fica um pequeno extracto da sua apresentação na Exponor, no Centro de Leitura Especial, onde se apresentou a um publico que embevecido ouviu emocionado e maravilhado parte da sua história, O Pato Tó e a Lagartixa Alice.

O facto de as pessoas intervenientes neste vídeo serem cegas, será sempre uma questão de pormenor, são pessoas de uma força e coragem admirável! Capaz de inspirar horizontes de esperança na vida de outros.

Parabéns Carlos!
Um grande abraço a todos!


O preço do livro é de 14 euros, se quiserem encomendar:

Telemóvel: 933207768

carlosmanuelcoutinho@gmail.com

domingo, 12 de maio de 2013

LA CINA STA VICINA!

 No sábado passado, dia 4 de Maio, muitos de nós tivemos o privilégio de nos deliciar com uma “viagem” a Itália. Como podem ver através deste pequeno vídeo, trata-se da iniciativa de um grupo de Jovens Redentoristas que com trabalho e empenho na organização, nos deram a conhecer as origens desta FAMÍLIA de irmãos cuja sua missão é proclamar a Boa Notícia de Jesus de Nazaré.

VER: https://www.facebook.com/video/embed?video_id=411132685650665" width="640" height="480" frameborder="0">

Isto foi passado no Parque da Lavandeira, um parque lindíssimo aqui em Gaia. Com todas as condições e espaço verde dividimo-nos em grupos e escolhemos para onde queríamos ir, se para Scala ou Napoli (Nápoles). Em Napoli poderíamos seguir em direção ao centro ou ao porto. O centro de Napoli é conhecido pelos bailes, banquetes, poder, influências, por um lugar de encontro. O porto de Nápoles é um lugar de negócios e trabalhos forçados, o poiso de escravos, bêbados, prostitutas e ladrões. Em Scala podíamos ir para Cionari ou Tramonti. Ciorani é um lugar de cruzamento, comunidade, acolhimento e missão. Tramonti é um lugar de humor, alegria e simplicidade, de conversão fundamental e de anúncio explícito.

Em cada lugar era representado pelos Jovens Redentoristas um acontecimento da época. E isso envolvia-nos a todos numa atividade de reflexão de acordo com o tema.

Foi muito bom! Cada um experimentou e acolheu a MENSAGEM como é capaz na simplicidade do seu coração. Para além do reconhecimento deste caminho que só me enriqueceu e me envaideceu por me sentir cada vez mais pertença desta grande Família e que não pára de crescer; para mim o importante foi o tomar maior consciência do significado da LA CINA STA VICINA! Ou seja, a China está perto. Foi ISTO que me fez e faz refletir. São tantas as Chinas aqui tão perto de nós que precisamos descobrir e conhecer… É só estarmos atentos ao vizinho do lado por quem passámos na rua, por quem nos grita tantas vezes em silêncio por um olhar, um encontro face a face, um sorriso, uma palavra, um gesto de carinho, um abraço, uns OUVIDOS, uma mão estendida, um convite à nossa mesa. Tantas Chinas aqui tão perto de nós e nós muitas vezes tão cegos. Tantas vezes nos tornamos indiferentes às diferenças…

A minha proposta de reflexão é abrirmo-nos aos outros, darmos as mãos e tentarmos vencer as indiferenças.
Abraço a todos!

Emília Pinto
ESCUTAR A VIDA
Caríssimas e caríssimos,
abrir-nos aos outros é a proposta de reflexão que nos faz Emília Pinto de um jeito original – uma experiência comunitária, organizada recentemente pelos jovens ligados à congregação dos padres Redentoristas, convoca-nos a não nos tornarmos indiferentes às diferenças, perante tantas “Chinas” aqui tão perto…
Fraternalmente,
grão de mostarda

LA CINA STA VICINA! 
No sábado passado, dia 4 de Maio, muitos de nós tivemos o privilégio de nos deliciar com uma “viagem” a Itália. Como podem ver através deste pequeno vídeo, trata-se da iniciativa de um grupo de Jovens Redentoristas que com trabalho e empenho na organização, nos deram a conhecer as origens desta FAMÍLIA de irmãos cuja sua missão é proclamar a Boa Notícia de Jesus de Nazaré.

VER: https://www.facebook.com/video/embed?video_id=411132685650665" width="640" height="480" frameborder="0"></iframe

Isto foi passado no Parque da Lavandeira, um parque lindíssimo aqui em Gaia. Com todas as condições e espaço verde dividimo-nos em grupos e escolhemos para onde queríamos ir, se para Scala ou Napoli (Nápoles). Em Napoli poderíamos seguir em direção ao centro ou ao porto. O centro de Napoli é conhecido pelos bailes, banquetes, poder, influências, por um lugar de encontro. O porto de Nápoles é um lugar de negócios e trabalhos forçados, o poiso de escravos, bêbados, prostitutas e ladrões. Em Scala podíamos ir para Cionari ou Tramonti. Ciorani é um lugar de cruzamento, comunidade, acolhimento e missão. Tramonti é um lugar de humor, alegria e simplicidade, de conversão fundamental e de anúncio explícito.

Em cada lugar era representado pelos Jovens Redentoristas um acontecimento da época. E isso envolvia-nos a todos numa atividade de reflexão de acordo com o tema.

Foi muito bom! Cada um experimentou e acolheu a MENSAGEM como é capaz na simplicidade do seu coração. Para além do reconhecimento deste caminho que só me enriqueceu e me envaideceu por me sentir cada vez mais pertença desta grande Família e que não pára de crescer; para mim o importante foi o tomar maior consciência do significado da LA CINA STA VICINA! Ou seja, a China está perto. Foi ISTO que me fez e faz refletir. São tantas as Chinas aqui tão perto de nós que precisamos descobrir e conhecer… É só estarmos atentos ao vizinho do lado por quem passámos na rua, por quem nos grita tantas vezes em silêncio por um olhar, um encontro face a face, um sorriso, uma palavra, um gesto de carinho, um abraço, uns OUVIDOS, uma mão estendida, um convite à nossa mesa. Tantas Chinas aqui tão perto de nós e nós muitas vezes tão cegos. Tantas vezes nos tornamos indiferentes às diferenças… 

A minha proposta desta vez na reflexão deste ESCUTAR A VIDA, é abrirmo-nos aos outros, darmos as mãos e tentarmos vencer as indiferenças.

Emília Pinto

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Acreditar sempre! (Testemunho da Maria Paula Constantino)




"Acreditar sempre!

Hoje, mais do que nunca, apetece-me cantar: Vitória!

Foi precisamente neste dia, mas há 5 anos, que fui operada a um cancro da mama. Já aqui partilhei isso convosco.

E, se há motivo para me alegrar, para partilhar convosco, este é um deles. Um enorme motivo.

Passar pela experiência da impotência, da incerteza, da angústia, do medo, dá-nos a capacidade de nos percebermos pequenos e ao mesmo tempo fortes. Pequenos porque percebemos a fragilidade da vida humana e de como tudo pode terminar num instante, quando ainda tantos sonhos e projectos estão na nossa cabeça a burilar. Fortes, porque, como diz S. Paulo: "Quando me sinto fraco é que sou forte" porque, tomando consciência da minha pequenez, sou capaz de entender que a vida não depende de mim, que apenas me foi confiada por um instante, o tempo necessário para fazer aquilo que me é pedido.

Esta experiência da dor, de incerteza, da impotência, não é de modo algum um obstáculo a que sejamos felizes, pelo contrário, é um caminho para a nossa felicidade. Não que seja bom passar por ela, mas pelas ocasiões que nos proporciona de aprendizagem, de amadurecimento, de sabedoria e pela força que uma experiência destas nos dá.

Viver esta experiência permitiu-me também perceber melhor o que é essencial e deixar o que é supérfulo, porque quando não se tem saúde parece que não se tem mais nada, tudo é efémero, mas é quando a vida está, muitas vezes, a nascer, porque é precisamente a partir daquele momento que renascemos, que ganhamos uma vida nova, tudo muda.

Aprendemos a humildade, a paciência, a ternura, o Amor, porque descemos ao mais pequenino que somos e temos, descemos ao nosso nada, e isso faz crescer em nós uma capacidade enorme de luta e de força que não sabemos de onde vem, nem para onde vai. Estamos apenas naquele momento e naquelas circunstâncias.

Passamos também, e muito, pela Esperança. Acreditar que é possível tornar este momento menos doloroso, vencer em vez de ser vencido, tendo a consciência plena de que se está numa luta desigual. Mas é possível, por isso vamos à luta.

E percebemos também que não estamos sós. Para além da nossa família e amigos, apoios fundamentais nesta experiência, há alguém, Jesus, que também passou pela experiência da dor, do sofrimento, do abandono, mas que foi até ao fim e venceu. Foi fiel ao projecto de Deus sobre Ele e não foi derrotado, pelo contrário, venceu. E esta certeza de que não estamos sós, de que "Eu estarei convosco até ao fim dos tempos", que nos dá a força para permanecer diante dos desafios desta experiência com a serenidade necessária para vencer o que for preciso, nem que seja a morte. Porque a força do Amor tudo pode nAquele que pode tudo, mas não pode contudo, porque quer precisar de nós para o seu projecto de salvação da Humanidade.

Foi esta a força que me fez entregar a esta experiência com toda a minha alma, com tudo aquilo que sou e tenho, e colocar-me também nas mãos dos médicos e confiar, nunca deixando de acreditar que estão também do nosso lado e que tudo fazem para que a nossa vida não se perca.

Quando partilho esta experiência lembro sempre aqueles e aquelas que lutaram e acreditaram que era possível vencer, mas para quem a doença foi mais forte do que elas e as fez partir cedo demais. A sua força e a sua coragem ficam na minha memória como testemunho de vida a partilhar. E foram alguns os que vi desaparecer durante este tempo. Para eles a minha profunda homenagem.

Àqueles que vivem esta experiência uma palavra: nunca desistam de viver, nunca desistam de lutar, mesmo que não seja possível vencer. Vale sempre a pena acreditar, vale sempre a pena ter Esperança que, como costumamos dizer: "é sempre a última a morrer". "

Este é o link do blog da Maria Paula Constantino onde tirei o texto:  http://fonte-dvida.blogspot.pt/2013/04/acreditar-sempre.html

domingo, 17 de março de 2013

terça-feira, 12 de março de 2013

Dedicado aos meus Heróis


Li este texto e pensei logo em vós (Vera, Paulinha, Anunciação,Maria do Céu, Maria João,Rosa Santos, Rosa Barros, Carla, Paula Costa, Madalena,Teresa,Sameirinho, Júlio, Luís, Maria da Luz,Aurora, Joaquina, Elisabete, Rodrigues, Raquel, Helena Raquel, Albertino, Marcelino, To-Zé e esposa,  Zé Manel, Alfredo, Sérgio... tantos!...).  Pensei em vós porque sim. Por gratidão ao vosso exemplo e pelas palavras de incentivo a cada um, que vai entrando em processo de reabilitação, tantas vezes desesperançado, tantas vezes incrédulo das suas próprias capacidades... Ao ler este texto associei-o logo à força de palavras ditas por alguns de vós, com a autoridade de quem experimenta na sua própria carne o que diz.

Dedico-vos o texto não porque vos soe a novo, mas por ter despertado em mim memórias do vosso SER que é motivo de grande inspiração de esperança na vida de cada um de nós. Agradeço a Deus por vos ter colocado no meu caminho e por, através de vós, fazer-se PALAVRA.

Aqui vai o texto da Ana Ascensão que costuma colaborar nas publicações do blogue Derrotar Montanhas:  
Ser capaz!...
Cada vez mais se está a tornar claro para mim, que a ajuda pode enfraquecer o ser humano!...
Quando a ajuda se transforma numa substituição...
Quando a ajuda segreda coisas como "...pronto, tu não és capaz, eu faço por ti, penso por ti, vivo por ti!..."
Quando a ajuda anula uma pessoa e a faz sentir-se incapaz de "se levar adiante"!...
Faz parte da dignidade de uma pessoa ser ela própria a fazer-se e sentir-se capaz disso mesmo!

É por isso que Deus não ajuda...

Ele é muito nosso, mas não nos anula...

Ele é nossa força, mas somos nós que temos de "dar à manivela"!

É por isso que Deus não ajuda...ou por outras palavras, não substitui!

Ele não nos quer enfraquecidos!

(...e conhece bem a nossa capacidade, o ser capaz...)  

Ana Ascensão- Link:  http://derrotarmontanhas.blogspot.pt/2013/03/ser-capaz.html  

sexta-feira, 8 de março de 2013

Convite

Este ano a Direção da Delegação do Porto da ACAPO, está a desenvolver uma atividade diferente na nossa Delegação: uma exposição e venda de trabalhos realizados pelo nosso grupo de manualidades, visando angariar fundos para a realização de novos e diferentes trabalhos, com o objectivo de assegurar a presença na feira de artesanato no Parque da Lavandeira, no mês de Maio.
Temos para venda artigos a partir de 1 euro. Estarão disponíveis igualmente para venda artigos variados, doados á nossa Delegação por beneméritos.
Vem e passa a palavra a todos os teus famíliares, amigos e conhecidos.
A exposição já decorre desde ontem dia 7 a 10 de Março(de quinta a domingo), das 14h às 21 horas.

domingo, 3 de março de 2013

Olhos emprestados



“Eu empresto-lhe os meus olhos e ele empresta-me os braços”. Ouvi esta expressão de uma minha amiga que tem o marido cego, depois de eu lhe ter perguntado se o marido gostou da noite de poesia da qual tínhamos desfrutado juntos. Nessa noite, a acompanhar a recitação dos textos, havia uma dinâmica a propósito do tema que o enriquecia ainda mais! Dava para sentir o empenho e o trabalho de quem preparou com muito carinho. Mas…

Nem todos podem ver o fruto destas coisas com os seus próprios olhos a não ser que lhos emprestem. Eu explico: a minha amiga tem sempre o cuidado de transmitir por audiodescrição tudo o que se vai passando nestes e noutros contextos e assim, o marido vai imaginando e acompanhando tudo ao seu jeito deliciando-se da mesma maneira que os outros. São estes olhos que lhes são emprestados e foram estes olhos que o fizeram regressar a casa feliz, contente e com vontade de voltar.

Graças a Deus vamos tendo estes exemplos que nos podem ajudar a estar mais atentos, despertos em gestos simples e essenciais para o outro. Gestos que podem evitar a ansiedade e até um certo desconforto de quem é cego ou amblíope. Coisas com as quais muitas vezes não estamos sensibilizados por desconhecer a verdadeira realidade dos obstáculos que criamos sem saber. Surpresas desagradáveis como, por exemplo, mudar o cenário a um espaço (que porventura já é bem conhecido por essas pessoas) e apagarem as luzes antes de lhes darem a oportunidade de o explorar antes. Claro que a questão da luz é indiferente para os cegos, mas para quem ainda vê alguma coisa faz toda a diferença.

Isto são apenas alguns exemplos de pequenos porMENORES que se tornam porMAIORES na vida destas pessoas.

Obrigada amiga por me proporcionares esta reflexão. Vamos assim caminhando de mãos dadas e aprendendo a usar melhor os “óculos do amor”.

Emília Pinto