domingo, 24 de maio de 2009

O Mistério da Liberdade de Leilah (7)





Deitei-me no chão do pátio. O céu estava tão bonito nesse noite, mas as lágrimas escorriam-me pela face abaixo. O Yeshuah aquele homem que tanto amava tinha acabado de morrer de uma forma injusta e cruel. Tinham-no crucificado. Mataram-no, como um cão, um blasfemo, fora dos muros de Jerusalém. A cidade estava apinhada de gente que se tinham deslocado até lá para celebrar a Páscoa. O Yeshuah tinha decidido que queria ir a Jerusalém nesse ano e nós também fomos. Depois de cearmos, ele saiu para o monte das oliveiras. O Simão, o João, o Tiago e os outros seguiram-no. Nós ficámos em casa. Na manhã seguinte, acordamos alvoroçados. A Maria de Magdala irrompeu pela casa aos gritos a dizer que o Mestre tinha sido preso. Ficámos todos em sobressalto. Levantei-me e as perguntas dispararam em mim. “O Yeshuah, preso? Seria pela barraca que tinha armado no templo? Seria por estar com gente impura? Seria alguma coisa que tivesse dito no templo? Seria por aquela discussão mais acesa com os fariseus? Seria por brincar comigo, com a Miriam e com as outras crianças? Oh se fosse por isso, se estava preso por isso, por brincarmos com o Yeshuah... Não, não podia ser... o Yeshuah preso.”

Deixei-me de perguntas, saí de casa sem que as mulheres vissem e corri até às ruas de Jerusalém.

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