Sentia o meu estômago num nó, e o coração batia tão rápido que quase não conseguia respirar. Em mim as perguntas giravam sem parar. Não conseguia entender porque tinham preso o homem que eu mais amava. O melhor homem que tinha conhecido. Admirava-o tanto! Tinha sido com Ele que tinha aprendido grande parte das Escrituras. Ele gostava muito do profeta Isaías e de nos contar a história do nosso povo. As nossas refeições eram sempre uma festa. Mesmo quando o Simão ou os outros se punham a ver quem era o maior. Nunca tinha visto o Yeshuah perder a paciência com eles, nem connosco. Só se zangava mesmo com as perguntas que os fariseus Lhe faziam para o encalacrar. Respondia sempre com uma autoridade impressionante! Até eles que eram conhecidos pela sua habilidade em argumentar ficavam sem resposta. Outras vezes murmuravam entre eles contra o Yeshuah.A multidão... sempre a multidão. Por todos os lados tanta gente. Não conseguia ver nada. Jerusalém, por esses dias, cheirava a sangue por causa do número enorme de de sacrifícios que eram oferecidos no templo. Subi a uma pedra, mas também não via nada. Não tinha outra solução. Já quase no Golgotá, fiz-me de forte e irrompei pelo meio de tantas pessoas. Quando...
“Yeshuah!”... as lágrimas correram automaticamente.
(continua)
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