
Carregava uma cruz. Tinha o corpo cheio de sangue. Na cabeça uma coroa de espinhos. “Oh não... que tinham feito ao Mestre?! Ao meu Mestre... Procurei com o olhar o Simão e os outros... Nenhum estava ali. Nenhum. O Mestre estava sozinho. Como era possível?” Corri até ele, passando pelos soldados romanos. Era mais ágil do que eles.
“Mestre Yeshuah, Mestre...” – chamei.
Levantou a cabeça e olhou-me. Olhamo-nos bem fundo. O seu olhar estava sem sombra de medo, nem de rancor. Ainda hoje, não sei descrevê-lo. Nunca mais me esqueci. No meio do sofrimento que estava a padecer conseguimos falar... a muito custo...
“Ishmael... meu Amigo”.
“Yeshu... Yeshu... que te fizeram? Tu és bom!”.
“Ishmael, sê forte! O Abbá é Fiel.”
“Mas vais morrer Yeshu!”
“O Abbá é Livre. E tu também és... ”
Entretanto um soldado romano deu-me um empurrão e caí. Consegui ainda ouvir ao Yeshuah “O segredo é confiar. Abbá, cuida deles.... Abbá”. Naquele momento, no mais doloroso da sua vida, o Mestre falava-me de Fidelidade, de Liberdade, de Confiança com uma certeza na voz e no olhar, que nunca mais esqueci. E ainda rezava por nós. Acompanhei-o como pude. “Mas onde estariam os outros? E o Pedro? Era sempre tão valente! E o João?! Onde estava o João? Que teria acontecido?!” Já no fim, vi as nossas Marias, a minha mamã. Corri para a sua beira. Abracei-a e fiquei assim. Não conseguia ver o Yeshuah, o meu Mestre, o homem que mais amava a ser maltratado, morto, assassinado. Só porque era bom. O melhor homem que já nascera em Israel.
E ouvi o Mestre... expirar...
“Mestre Yeshuah, Mestre...” – chamei.
Levantou a cabeça e olhou-me. Olhamo-nos bem fundo. O seu olhar estava sem sombra de medo, nem de rancor. Ainda hoje, não sei descrevê-lo. Nunca mais me esqueci. No meio do sofrimento que estava a padecer conseguimos falar... a muito custo...
“Ishmael... meu Amigo”.
“Yeshu... Yeshu... que te fizeram? Tu és bom!”.
“Ishmael, sê forte! O Abbá é Fiel.”
“Mas vais morrer Yeshu!”
“O Abbá é Livre. E tu também és... ”
Entretanto um soldado romano deu-me um empurrão e caí. Consegui ainda ouvir ao Yeshuah “O segredo é confiar. Abbá, cuida deles.... Abbá”. Naquele momento, no mais doloroso da sua vida, o Mestre falava-me de Fidelidade, de Liberdade, de Confiança com uma certeza na voz e no olhar, que nunca mais esqueci. E ainda rezava por nós. Acompanhei-o como pude. “Mas onde estariam os outros? E o Pedro? Era sempre tão valente! E o João?! Onde estava o João? Que teria acontecido?!” Já no fim, vi as nossas Marias, a minha mamã. Corri para a sua beira. Abracei-a e fiquei assim. Não conseguia ver o Yeshuah, o meu Mestre, o homem que mais amava a ser maltratado, morto, assassinado. Só porque era bom. O melhor homem que já nascera em Israel.
E ouvi o Mestre... expirar...
(continua)
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