segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A Estrela de Esperança




Esta história é um pequeno relato do que o amor e a solidariedade são capazes de fazer...
       Numa humilde casa de uma família grande e pobre faziam-se os preparativos para a grande festa que é o Natal. A mãe dos seis filhos, Esperança, fazia o caldo para as rabanadas. O pai, Duarte, tinha ido com João e Joana, os filhos mais velhos, cortar o pinheiro mais bonito e mais frondoso. Ana e António, os gémeos do meio e ambos cegos, punham a mesa com os talheres mais bonitos. E, na sala, a Filipa e o Diogo ouviam as histórias que a avó Ilda contava do tempo em que era miúda e ainda tinha o cabelo bonito como os netos.
Era um dia atarefado e frio, apesar da lenha a crepitar na lareira, no canto da sala, mas a agitação esquecia-os dessas chatices menores e ocupava-os com todos os preparativos. Todos os pequenos pediram presentes simples, sabendo bem a dificuldade financeira que a família passava. A noite chegou e, mais tarde, depois do jantar e dos cânticos de Natal, chegou a hora de abrir os presentes. A avó Ilda recebeu um pijama quentinho cor-de-laranja. João recebeu um livro de carpintaria, Joana recebeu um de poesia. Ana recebeu uma boneca de porcelana para a sua coleção, António abriu o embrulho redondo já sabendo que era uma bola com barulho. Diogo recebeu um livro de tecido do Porquinho Sam e a Filipa recebeu um ursinho de peluche do seu tamanho. Todos gostaram dos presentes. Esperança e Duarte receberam, cada um, dois pares de carapins feitos pela avó Ilda.
A noite acabou bem, mas os meninos não estavam muito sossegados. Sabiam o presente perfeito para a mãe, já que a mãe falava daquilo com o pai muitas vezes. Ela merecia, por todo o seu esforço e dedicação ao Lar.
Então no dia seguinte, em vez de ir brincar na neve, os seis irmãos pegaram nos presentes de Natal e venderam-nos aos amigos que os queriam. Depois, com o dinheiro reunido, dirigiram-se à ACAPO, inscreveram a mãe como sócia efetiva e pagaram as cotas de um ano inteiro. Quando a mãe soube aproveitou ao máximo tudo a que tinha direito e reabilitou-se de forma a poder levar a sua vida ainda melhor.

Maria João Lira

4 comentários:

gloria disse...

MUITO BOM!!!!!

Mnela disse...

Muito obrigada M.João por partilhares esta história tão bonita!

Paula Silva disse...

Olá minha linda, parabéns!
adorei o teu conto, escreves com o coração e sentimentos...beijinhos minha linda!

Anónimo disse...

OLÁ MINHAS QUERIDAS,

SABES MARIA JOÃO, ESSE TIPO DE ACÇÕES PODEM JÁ ESTAR FORA DE MODA, MAS PARA MIM, ESSES PRESENTES, OS DO CORAÇÃO, SÃO OS QUE TÊM MAIOR VALOR.
PARABÊNS A ESSES FILHOS QUE PENSARAM PRIMEIRO NA FELICIDADE DA MÃE.
ESSE É O ESPIRÍTO DO NATAL!
PENSEMOS PRIMEIRO NOS OUTROS!
BOAS FESTAS!
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