quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

A noite escura


Era uma vez um gato chamado Matias, era um magricela e não tinha família. E então estava sempre sozinho. Um dia decidiu miar à porta de uma casa e os donos dessa mesma casa abriram-lhe a porta, pois queriam um animal...de estimação. As pessoas dessa família deram-lhe carinhos e claro também lhe deram comida.
A partir desse dia, as noites do gatinho Matias passaram a ser claras, quentes e confortáveis e não escuras, frias e solitárias, como eram antes.
E assim viveu durante muitos anos, feliz para sempre.
Rita Isabel Melo Pereira. 3.º ano, Ponta Delgada. (amiguinha da Natacha)

4 comentários:

mila disse...

Muito obrigada Ritinha, pelo privilégio que nos dás em também quereres fazer parte deste cantinho. O teu conto é muito giro! E sabes o que dá para ver nele? Um coração grande e lindo que é o teu!
Um beijinho grande
Mila

Bé disse...

Obrigada Ritinha pelo teu CONTO, gostei muito.
Ao lêr a história do Matias, percebi que a ESPERANÇA e o QUERER são muito importantes para sermos muito felizes.
Obrigada. De uma forma muito simples disseste MUITO.
Beijinhos, Bé

Anónimo disse...

É tão bom ler isto, Ritinha. Aquece tanto o meu Coração! Um grande Obrigada pela tua partilha e o teu amor pelo Matias e os amiguinhos :)
Um beijinho
Maria João

José Carlos Pereira disse...

A riqueza do texto literário, que se encontra ao nível do imaginário, é de facto insuperável, sobretudo na promoção do jogo intelectual entre os polos da realidade e da ficção. A (re)criação de mundos imaginários permite ao escritor/leitor viver temporariamente em mundos paralelos que se cruzam, confrontando-se com novos olhares e conformando-se a vivências adquiridas. As crianças gostam de histórias porque as assumem como suas, integram-nas no seu próprio imaginário, vivem-nas e ficam lá, em espaços e em tempos que passam a ser seus. Convivem com as personagens, fazem-lhes companhia, adotam-nas e tendem, assim, “a viver felizes para sempre”. Para o leitor, os limites desse jogo entre a realidade e a ficção é, por vezes, ténue e impercetível. Foi o caso do conto “A Noite Escura”. Passados alguns dias da publicação do conto, a nossa Kitty (gatinha real, com cerca de um ano de idade), numa tarde chuvosa, decidiu explorar os telhados das casas vizinhas. Mal habituada aventuras exteriores ficou perdida e desapareceu. Procurámos nas redondezas, perguntámos se a tinham visto, pusemos uma mensagem no facebook, mas nada. Após três longos dias e três noites, por volta das 23 horas, ouvimos, à nossa porta, roucos e desesperados miados. Era a Kitty, vinha esfomeada e ressequida. A Kitty voltou! Agora, as noites da gatinha Kitty voltaram “a ser claras, quentes e confortáveis e não escuras, frias e solitárias”, como devem ter sido durante o tempo em que esteve desaparecida.
Muito obrigado pela publicação do texto da Rita.

As novas orientações programáticas para o ensino do Português referem essa necessidade de divulgação do texto, que muitas vezes se limita apenas à interação entre o aluno e o professor.