segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Amar e deixar-se amar

 (Para os deficientes visuais: esta imagem representa duas crianças a oferecer uma flor uma à outra num campo preenchido de ervas e flores silvestres)

  Entendo que é no dar e receber que a vida se torna abundante e que cada um se realiza como pessoa.
 Amar, partilhar e contribuir para o bem comum, dá sentido à vida. Quando nos fechamos em nós mesmos, a alegria abandona-nos e um grande vazio apodera-se de nós.
  Hoje partilho um pouco da minha experiência como voluntária.
Alguns dos trabalhos de voluntariado que faço, parecem-me, por vezes, de pouca importância, ou seja, como não se vêem resultados imediatos, parece terem sido realizados em vão. No entanto, tenho vindo a aperceber-me cada vez mais que nada daquilo que é feito por amor é pequeno.
  Às vezes acontece-me ter dificuldade em sair de casa para a Missão com que me comprometi. Surgem-me ideias (tentações) como: “está frio, está a chover, tenho tanto que fazer em casa, nem sei se vai valer a pena ir, etc”. Mas rapidamente afasto todas estas ideias e faço aquilo que me sinto chamada a fazer. E, geralmente, no regresso sinto uma grande satisfação e uma alegria imensa. Percebo então que o que sinto não é por ter realizado uma grande obra ou feito algo de muito espetacular, mas simplesmente porque o fiz com amor. E muitas vezes não fiz mais do que estar presente, escutar e acolher.
  Uma palavra ou um gesto de gratidão mostra-me claramente que o verdadeiro amor é recíproco, ou seja, que o amor que eu pus na minha ação foi sentido pelo outro, e isso conforta-me e ajuda-me a ultrapassar todas as barreiras que às vezes possam tentar impedir-me de o fazer.
  Esta realidade ajuda-me­­ a crescer e a tomar consciência de que o importante não é preocupar-me se faço pouco ou muito, mas sim no amor que ponho na ação à qual me entrego. É esta a minha experiência: a descoberta do sentido da vida que me impulsa a continuar e não desistir.
  Que Deus me ajude a encontrar sempre a alegria neste jeito de viver. Um jeito ou um critério de vida que quero aplicar no meu dia-a-dia como esposa, mãe, filha, irmã, amiga…
  Quero amar e deixar-me amar.
  
 Mila

7 comentários:

Anónimo disse...

GOSTEI MINHA AMIGA. PARA QUEM DIZ QUE ANDAVA SEM IDEIAS SOBRE O QUE ESCREVER, GOSTEI DA MENSAGEM.
BEM AO CONTRÁRIO DA OUTRA. CERTO?
SÓ UM PEQUENO SEGREDO: NÃO PRECISAS DE ANTES DE DESCREVER A IMAGEM DIZER QUE É PARA OS DEFICIENTES VISUAIS. MAS ADOREI A ASSIMILAÇÃO DA TÉCNICA. SÓ TE POSSO GABAR.
BEIJINHOS
ANUNCIAÇÃO VELHO

Paula disse...

Gosto tanto de ti, Milita!!!

Natacha Soares Ribeiro disse...

Mila - já to disse pessoalmente - admiro imenso a tua forma de estar na vida.

"Amar e Deixar-se Amar". Um repto que tens legitimidade de nos colocar, porque o vives. O teu percurso prova que não são as nossas circunstâncias mas a nossa atitude ante elas que determinam a nossa felicidade.

Obrigada por existires e por partilhares comigo/connosco a tua Verdade.

MTeresa disse...

olá Mila.
Obrigada pela partilha.
Gostei muito
Bjinhos

João disse...

É MUITO BOM CAMINHAR CONTIGO!

Marisa disse...

É verdade Mila, a felicidade de cada um de nós só nos ultrapassa quando aprendemos a dar e receber com a gratuitidade do amor.

Unknown disse...

Não há nada melhor do que oferecermos o que temos, e o que muitas vezes nos parece insignificante tem a maior importância para quem recebe!