terça-feira, 22 de abril de 2014

Dia 2: A experiência de Ver - Precisamos de quem nos ajude a ver bem

Estamos no grande Centro do ano cristão e eu sou cristã, por isso, é natural que muito do que partilho seja influenciado por aquilo em que acredito. Ainda assim, estes não são posts para católicos, nem para cristãos, nem para não cristãos. São posts para todos.
Ao escrevê-los, é natural que o faça lembrando-me de uma ou outra leitura bíblica, inspirando-me até nela. No entanto, mesmo que a refira, é só mesmo para localizar aqueles para os quais, como para mim, a leitura possa ser significativa. Não é, de modo nenhum obstáculo a quem não as conheça.
Posto isto, neste primeiro dia, lembro-me da necessidade que temos dos outros para vermos bem.
Nos relatos pascais, é sempre assim: só juntos conseguimos ver bem, quem não está em comunhão com os outros não vê; até pode olhar, mas não vê.
Pegando na experiência deste blog:
·      Para a Mila, hoje, vestir as 3 camisolas que se vão tornando parte da sua pele – Comunidade Redentorista, Telefone da Esperança e ACAPO – alguém a levou até lá;
·      Todas essas experiências são comunitárias, em todas elas são os outros que permitem a descoberta, que permitem que cada um se vá descobrindo como pessoa e como ser em relação;
·      Por exemplo, de quantas pessoas é feita a história do Telefone da Esperança que a Natacha nos contou nos últimos posts?
·      Quantas pessoas foram necessárias para que os fundadores do Telefone da Esperança se vissem, se descobrissem?
·      Quantas pessoas foram necessárias para que vissem que caminhoiam seguir?
·      Quantas pessoas são necessárias para irem descobrindo os próximos passos?
·      A Mila também já aqui partilhou a experiência dela no grupo de manualidades da ACAPO, quantas pessoas são precisas para o fazer acontecer? Certamente, quem o pensou, mas também as pessoas que nele se juntam, as pessoas que fazem os materiais que lá são usados, as pessoas que tiveram ideias de utilização de materiais e que foram sendo “imitadas”…
·      Nesse grupo, pela interacção com outros, a Mila não foi só desenvolvendo a capacidade de “ver com as mãos”, foi também desenvolvendo a capacidade de se VER como pessoa com talentos, com possibilidades, como alguém que pode ir mais além…
Não se vê bem sozinho. Precisamos dos outros para VER bem.

A ti, quem te ajuda a VER BEM?

Micaela Lemos Madureira

2 comentários:

Natacha disse...


Olá Micaela, e obrigada pela reflexão que nos propões. Na verdade, por mais ricos que sejam o sonho, os talentos e a capacidade de concretização de uma pessoa, acredito que qualquer projeto ou empreendimento é necessariamente obra de muitos. E sim, o Telefone da Esperança é um magnífico exemplo. Neste momento já somos cerca de 3000 voluntários a nível mundial!

A tua proposta de reflexão levou-me, contudo, a pensar em todos aqueles que dão o contributo invisível que é, para mim, a suma forma de solidariedade. Porque às vezes uma ideia para resolver um problema, uma palavra de alento, um momento de escuta ativa ou a pergunta certa no momento certo também fazem toda a diferença. E aquela pessoa que acredita em nós quando até nós nos pomos em causa?

Que bom é termos com quem partilhar a experiência de Ver!

Micaela Madureira disse...

Pois é, Natacha, somos feitos de tanta gente que nem nós sabemos de quanta. :D

Fico contente por este cantinho da Mila nos ir fazendo também partilhar esta experiência de Ver.

Beijinhos.