(Uma planta cresce, verde, bela e forte, no meio das cinzas.)
2004 foi um ano inesquecível! Um grupo de portugueses rumou a Santiago de Compostela, não em peregrinação, mas procurando respostas para um conjunto de perguntas importantes: O que é a Comunicação [no sentido mais profundo da palavra]? Que atitudes promovem o verdadeiro Encontro Pessoal? Respondíamos a um convite para um curso promovido pelo Teléfono de la Esperanza, uma associação de voluntariado com méritos reconhecidos em Espanha e em alguns países da América Latina, mas praticamente desconhecida em Portugal.
O que se passou nesse curso marcou-nos, pelo carácter vivencial da formação, pela qualidade dos conteúdos e dos formadores e facilitadores, e pelos resultados pessoais que experienciámos – uns mais do que outros, naturalmente, conforme o nível de entrega individual ao processo.
O curso chamava-se, precisamente “Comunicação e Encontro Pessoal”, e fazia parte do “Programa de Formação de Agentes de Ajuda”, que incluía mais dois cursos, e que, para além de capacitar os voluntários do Teléfono de la Esperanza, estava aberto a todos aqueles que quisessem melhorar as suas competências de ajuda ao próximo. Como uma das premissas da Associação é “Para bem ajudar o outro, é importante que quem ajuda esteja bem também”, uma parte considerável do programa de formação (mais precisamente dois dos cursos) eram integralmente dedicados ao auto-conhecimento e ao desenvolvimento pessoal do próprio agente de ajuda; o terceiro curso abordava criteriosamente as mais adequadas técnicas e atitudes na relação de ajuda propriamente dita.
Alguns de nós começámos a sentir germinarem as sementes de amor por esta causa solidária que, antes de nos permitir mudar o mundo, nos ajudou a mudar-nos a nós próprios e a crescermos como PESSOA.
Acreditámos que Portugal merecia um projecto destes: capaz de ajudar as pessoas a ultrapassar sustentadamente as crises emocionais e, mais, a conquistar ferramentas que as levassem à saúde emocional e à felicidade. Nós sabíamos que essas ferramentas funcionavam porque as tínhamos experimentado.
Apaixonava-nos a ideia de podermos partilhar o que tínhamos encontrado com as pessoas do nosso país.
E pusemos as mãos à obra, com cabeça e coração. [Continua]
Natacha Soares Ribeiro

1 comentário:
“Para bem ajudar o outro, é importante que quem ajuda esteja bem também” Às vezes pensamos que basta só a boa vontade de ajudar, e até caímos muitas vezes na tentação de querer endireitar ou salvar o mundo, sem nos apercebemos que precisamos primeiro de ser salvos... Digo isto por experiência própria, e sinto-me profundamente grata ao T.E. por me ajudar a ver isso e a encontrar competências num processo de auto-conhecimento e crescimento pessoal. Obrigada! Continuo a caminho de mãos dadas com pessoas que querem ser capazes de se amarem a si próprias para poder amar bem os outros.
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