(Uma planta cresce, verde, bela e forte, no meio das cinzas.)
No dia 28 de Julho de 2008 foi oficialmente criada a Associação Internacional do Telefone da Esperança – ASITES Portugal, e, no dia 7 de dezembro do mesmo ano abriu as suas portas à comunidade o primeiro centro do Telefone da Esperança Portugal, na Rua Duque de Loulé, nº 98, no Porto.
O dia da abertura foi magnífico e memorável! A alegria – partilhada com muitos companheiros de outros centros do TE de Espanha – foi contagiante e mostrámos a todos a nossa incomparável arte de bem acolher! E ainda mais inesquecível do que a festa, no Ateneu Comercial do Porto, foi sabermos que, pela primeira vez na nossa história, a nossa linha telefónica de apoio em crise esteve disponível. Um número a não esquecer: 222 030 707. Das 20 às 23 horas. Do nosso lado, voluntários formados e capacitados na exigente arte da Relação de Ajuda. Do outro, pessoas com todo o tipo de crises de natureza emocional, procurando caminhos e soluções, e requerendo uma escuta ativa, atenta, empática.
A esse primeiro dia de orientação em crise seguiram-se todos os outros dias até hoje, dias em cada um dos quais os nossos voluntários escolheram o serviço [tantas vezes implicando enfrentar o frio, a insegurança da noite, ou a inconveniência das deslocações] a todas as outras alternativas mais confortáveis. E se dispuseram a formar-se continuamente na arte de saber ajudar.
Importa saber de que outras formas servimos a comunidade nestes 5 anos após a inauguração:
· Continuámos a desenvolver formação de vanguarda quer em matéria de Relação de Ajuda quer em diferentes dimensões do desenvolvimento pessoal. Quem fez formação no TE conhece o seu impacto transformador. [Costumo pensar que damos às pessoas as ferramentas de vida e de comunicação de que necessitam para nunca terem que recorrer, em crise, à nossa linha telefónica de apoio… ]
· Organizámos eventos culturais, atividades de partilha de saberes e emoções, abrindo espaço para que se conheçam os talentos dos nossos voluntários e amigos.
· Conseguimos fazer da sede do TE um espaço de confraternização e encontro pessoal de excelência.
Nos bastidores, os nossos voluntários foram-se empenhando em várias atividades [tantas delas discretas] que permitiram que tudo acontecesse: o cuidado com a acolhedora sede do TE, que é quase uma segunda casa para alguns de nós [quem ainda não se deliciou ainda com uma chávena de chá e bolachas sentado à mesa da nossa cozinha está deste já convidado a fazê-lo…], a organização dos eventos e das atividades, a comunicação e divulgação, a tradução dos materiais da formação, a celebração das datas importantes [com a amorosa criatividade da equipa dos afetos], a criação de artigos [tantas pequenas obras de arte!] para presença e venda nas feirinhas de angariação de fundos, a criação e manutenção das ferramentas online, a cobertura fotográfica dos eventos, etc… etc…
Esta articulação da boa vontade, competência e talento dos nossos voluntários tem sido o fator crítico de sucesso do TE até hoje. [continua]
Natacha Soares Ribeiro

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