Há algo que me
encanta no Fundador dos Redentoristas e que espero que sempre inspire os seus
“filhos”.
Afonso
acreditou sempre que só se conseguem “grandes” coisas (daquela grandeza que têm
as coisas simples, sabem?) com outros, mas também acreditou sempre que não se
pode ficar à espera que os outros sonhem connosco e se ponham a caminho
connosco.
Quando se
sonha e se acredita num sonho, não se pode ficar à espera que outros sonhem na
mesma direcção. Há que ir e esperar que outros se apaixonem pela forma apaixonada
como sonhamos. Ou, então, que não se apaixonem pelo sonho que sonhamos, mas
ganhem paixão por sonhar os seus próprios sonhos.
Afonso foi
assim. Quando fundou a Congregação, estava longe de pensar o que aconteceria
nos meses seguintes. O que se passou? Deixem-me pedir palavras emprestadas:
“Mas o começo não poderia ser mais agitado. Os padres
discutem entre si pequenos pormenores quanto à vida do Instituto. Todos têm
espírito de fundadores. A 28 de Novembro, Afonso faz o voto, no seu diário, de
que, aconteça o que acontecer, nunca abandonará o novo Instituto. Proíbe-se a
si próprio de colocar dúvidas. Só se Deus lhe pedir para desistir… Mas bem
sabemos que Deus nunca brinca connosco, nem é capaz de “voltar atrás”… Na
Páscoa de 1733, Afonso será o único que permanece, apenas acompanhado de um
irmão, de nome Vito Curzio, que entretanto entrara. Também Jesus fizera essa
experiência de abandono, no Getsêmani. Mas isso não o impediria de ir até ao
fim, sabendo que sairia vitorioso…
Como é que se desenvolve a vida deste incipiente Instituto, com apenas um padre e um irmão?
Em Scala, estabelece-se o que Afonso chama a “missão permanente”: quando não está fora, Afonso evangeliza os habitantes, cria ritmos de oração, meditação, celebração… Conduz as pessoas a criarem o seu próprio ritmo, e a aldeia depressa se centra na igreja do novo missionário. No jeito próprio de ser da Congregação, os missionários devem estabelecer-se fora das cidades, desenvolvendo um trabalho contínuo de evangelização nos locais. Uma dinâmica extra-ordinária… todos os dias!” (http://redentorista.blogspot.pt/search/label/Afonso%20de%20Lig%C3%B3rio)
Como é que se desenvolve a vida deste incipiente Instituto, com apenas um padre e um irmão?
Em Scala, estabelece-se o que Afonso chama a “missão permanente”: quando não está fora, Afonso evangeliza os habitantes, cria ritmos de oração, meditação, celebração… Conduz as pessoas a criarem o seu próprio ritmo, e a aldeia depressa se centra na igreja do novo missionário. No jeito próprio de ser da Congregação, os missionários devem estabelecer-se fora das cidades, desenvolvendo um trabalho contínuo de evangelização nos locais. Uma dinâmica extra-ordinária… todos os dias!” (http://redentorista.blogspot.pt/search/label/Afonso%20de%20Lig%C3%B3rio)
Afonso acredita verdadeiramente na importância de
criar Comunidades que caminhem pelo seu pé, como acredita que, para se ir
fundar comunidades, se deve ter por trás um suporte comunitário (dizem as
Constituições Redentoristas que “A Congregação reúne membros que, vivemos em
COMUM, constituem UM SÓ CORPO missionário. A finalidade de toda a obra
missionária é SUSCITAR e FORMAR COMUNIDADES tais que levem vida digna da
vocação a que foram chamadas.”), mas também acredita que não se pode desistir
dos sonhos que sentimos que têm de ser concretizados.
Eu não posso deixar de dar graças por este exemplo do
Pai Afonso, que é um chamamento fortíssimo àqueles que se dizem parte da
Congregação que fundou.
Até para a semana.
Micaela Lemos Madureira
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