segunda-feira, 14 de julho de 2014

Isto de ser Redentorista tem muito que lhe diga…(Parte 5)

Esta é a quinta semana que escrevo sobre “Ser Redentorista” e parece que ainda não disse nada de especial, de distintivo dos Redentoristas.
Há um motivo para isso: os Redentoristas são originais e não originais ao mesmo tempo.
Como assim?

Os Redentoristas não “inventaram” nada, pelo que não são originais.

Pelo contrário, tentam ir à origem do Cristianismo, aos Evangelhos, ao que Jesus fez na Palestina… Logo, vão às origens, sendo, por isso, originais.
Como é que isso toma corpo, se torna concreto?
Uma das formas é ser, de certa forma, “fora da Lei”. Tal como para Jesus, as pessoas têm de ser mais importantes do que qualquer Lei.
Quando Santo Afonso fundou os Redentoristas, a moral era estrita e Deus tinha de ser conquistado com penitências e promessas de conversão. Os confessores “mediam” o arrependimento e avaliavam se cada um merecia ou não ser perdoado. Ora pelo mérito, se formos a ver bem, ninguém lá vai. Por isso, era comum as pessoas saírem sem absolvição.
Santo Afonso, pelo contrário, acreditava que o que verdadeiramente  nos salva é o Amor. Acreditava que o que nos salva é respondermos amorosamente a um Amor maior. Por isso, sempre se recusou a negar a absolvição.
Jesus não era propriamente conhecido pelas boas companhias – deixava-se beijar por prostitutas, jantava em casa de publicanos (cobradores de impostos, que eram muito mal vistos, quer por colaborarem com os romanos, quer por cobrarem mais do que deviam), … - e Santo Afonso também não o foi.
A sua acção missionária (e a dos seus) 0correu junto a condenados à morte e às suas famílias, a prostitutas, a incuráveis, …
Portanto, ser Redentorista torna-se perigoso. Não é coisa que nos possa manter nos lugares do asseio físico e moral.

Até para a semana.
Micaela Lemos Madureira

3 comentários:

Bé disse...

Olá com muita Alegria,
que engraçado minha amiga estar a ler a tua definição de Redentorista e pensar num momento que vivi este Domingo passado e o esforço que fiz para não ser mal interpretada mas a necessidade que eu tive de falar! Tentei falar com AMOR para ajudar no entendimento, para conseguir que o coração desse permissão aos ouvidos para, pelo menos, ouvir!
Não vou contar a história porque não é ISSO que interessa apenas digo que se tratava de uma menina de 11 anos que desejava muito comungar mas ainda lhe faltava 1 ano (já tinha feito 3 ) para, segundo aquelas leis poder...
Se vocês vissem o AMOR que aquela menina transmitia por Jesus!
Aquilo mexeu comigo. Haverá necessidade daqueles 4 anos de catequese?!
Poderemos nós controlar o TEMPO de DEUS?
Que o Nosso Bom Deus nos ajude a LIBERTAR da "estrutura pesada" que fomos capazes de criar e que no entreTANTO nos vá enriquecendo de AMOR. Nos vá dando da Sua Graça e Sabedoria, nos vá dando "olhos" capazes de VER e ir SENTINDO o Tempo de Deus...
Obrigada Linda Micaela por esta partilha. Está a ser muito bom.
Beijinhos Bé

mila disse...

"A Lei Perfeita é a Lei da Liberdade e tornam-se Felizes aqueles que a cumprem"
Cada vez mais me encanto com a descoberta deste Deus que liberta e não oprime, que propõe e não impõem.
Viver com esta consciência ajuda-me a viver em abundância cada bocadinho da minha vida.
Obrigada Micaela, continua!

Micaela Madureira disse...

Nós somos peritos a criar leis, porque isso não nos obriga a dar espaço a Deus.
Às vezes, estamos contra as que vêm "de cima", mas depois nós arranjamos outras.
Que saibamos dar sempre espaço ao Espírito para que nos liberte da Letra que mata.