Esta é a quinta semana que escrevo sobre “Ser
Redentorista” e parece que ainda não disse nada de especial, de distintivo dos
Redentoristas.
Há um motivo para isso: os Redentoristas são originais
e não originais ao mesmo tempo.
Como assim?
Os Redentoristas não “inventaram” nada, pelo que não são originais.
Os Redentoristas não “inventaram” nada, pelo que não são originais.
Pelo contrário, tentam ir à origem do Cristianismo,
aos Evangelhos, ao que Jesus fez na Palestina… Logo, vão às origens, sendo, por
isso, originais.
Como é que isso toma corpo, se torna concreto?
Uma das formas é ser, de certa forma, “fora da Lei”.
Tal como para Jesus, as pessoas têm de ser mais importantes do que qualquer
Lei.
Quando Santo Afonso fundou os Redentoristas, a moral
era estrita e Deus tinha de ser conquistado com penitências e promessas de
conversão. Os confessores “mediam” o arrependimento e avaliavam se cada um
merecia ou não ser perdoado. Ora pelo mérito, se formos a ver bem, ninguém lá
vai. Por isso, era comum as pessoas saírem sem absolvição.
Santo Afonso, pelo contrário, acreditava que o que
verdadeiramente nos salva é o Amor.
Acreditava que o que nos salva é respondermos amorosamente a um Amor maior. Por
isso, sempre se recusou a negar a absolvição.
Jesus não era propriamente conhecido pelas boas
companhias – deixava-se beijar por prostitutas, jantava em casa de publicanos
(cobradores de impostos, que eram muito mal vistos, quer por colaborarem com os
romanos, quer por cobrarem mais do que deviam), … - e Santo Afonso também não o
foi.
A sua acção missionária (e a dos seus) 0correu junto a
condenados à morte e às suas famílias, a prostitutas, a incuráveis, …
Portanto, ser Redentorista torna-se perigoso. Não é
coisa que nos possa manter nos lugares do asseio físico e moral.
Até para a semana.
Micaela Lemos Madureira
3 comentários:
Olá com muita Alegria,
que engraçado minha amiga estar a ler a tua definição de Redentorista e pensar num momento que vivi este Domingo passado e o esforço que fiz para não ser mal interpretada mas a necessidade que eu tive de falar! Tentei falar com AMOR para ajudar no entendimento, para conseguir que o coração desse permissão aos ouvidos para, pelo menos, ouvir!
Não vou contar a história porque não é ISSO que interessa apenas digo que se tratava de uma menina de 11 anos que desejava muito comungar mas ainda lhe faltava 1 ano (já tinha feito 3 ) para, segundo aquelas leis poder...
Se vocês vissem o AMOR que aquela menina transmitia por Jesus!
Aquilo mexeu comigo. Haverá necessidade daqueles 4 anos de catequese?!
Poderemos nós controlar o TEMPO de DEUS?
Que o Nosso Bom Deus nos ajude a LIBERTAR da "estrutura pesada" que fomos capazes de criar e que no entreTANTO nos vá enriquecendo de AMOR. Nos vá dando da Sua Graça e Sabedoria, nos vá dando "olhos" capazes de VER e ir SENTINDO o Tempo de Deus...
Obrigada Linda Micaela por esta partilha. Está a ser muito bom.
Beijinhos Bé
"A Lei Perfeita é a Lei da Liberdade e tornam-se Felizes aqueles que a cumprem"
Cada vez mais me encanto com a descoberta deste Deus que liberta e não oprime, que propõe e não impõem.
Viver com esta consciência ajuda-me a viver em abundância cada bocadinho da minha vida.
Obrigada Micaela, continua!
Nós somos peritos a criar leis, porque isso não nos obriga a dar espaço a Deus.
Às vezes, estamos contra as que vêm "de cima", mas depois nós arranjamos outras.
Que saibamos dar sempre espaço ao Espírito para que nos liberte da Letra que mata.
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