segunda-feira, 21 de julho de 2014

Isto de ser Redentorista tem muito que lhe diga... (Parte 6)


Outro dia, encaminhei uma amiga para estas partilhas que tenho feito aqui no estaminé da Mila.
Essa amiga disse-me que tinha um dom para escrever.
Fiquei a pensar que, podendo ou não existir o dom, há uma coisa que é certa: tenho necessidade de escrever, como forma de partilhar a minha Fé.
Na história da Família Redentorista, a escrita tem sido sempre fundamental. Santo Afonso, o fundador, escreveu mais de 100 livros. Muitos deles foram escritos numa linguagem simples, familiar, próxima, para os humildes.
Os livros eram uma forma de prolongar a missão, de ficar um apoio depois dos missionários terem partido.
No tempo de Santo Afonso, a Itália ainda não era um país, mas uma série de pequenos estados. A língua, portanto, não era comum. A missão de Afonso contribuiu para a unificar, sendo considerado um dos “criadores” da língua italiana.
Na altura de Afonso, era “moderno” distribuir livros.
Hoje, será “moderno” recorrer a blogs e redes sociais para partilharmos a nossa Fé.
Só que o importante, o que verdadeiramente conta, é que a pregação seja fecunda, que marque, que desinstale e, ao mesmo tempo, conforme. O importante na pregação é que seja capaz de anunciar o Amor sem medida de Deus de um jeito familiar.
Numa música que é muito querida aos Redentoristas, diz-se o seguinte daqueles que abraçam esse carisma (ou são abraçados por ele):

“Valentes na Entrega
e dados à Oração,
Humildes na Vida
E Simples na Pregação.”

Hoje, peço a Deus que nos faça assim. Em particular, que nos faça simples na pregação, oral, escrita e com a Vida, porque é a isso que estamos chamados.
Até para a semana.

Micaela Lemos Madureira

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