Outro dia, encaminhei uma amiga para
estas partilhas que tenho feito aqui no estaminé da Mila.
Essa amiga disse-me que tinha um dom
para escrever.
Fiquei a pensar que, podendo ou não
existir o dom, há uma coisa que é certa: tenho necessidade de escrever, como
forma de partilhar a minha Fé.
Na história da Família Redentorista, a
escrita tem sido sempre fundamental. Santo Afonso, o fundador, escreveu mais de
100 livros. Muitos deles foram escritos numa linguagem simples, familiar,
próxima, para os humildes.
Os livros eram uma forma de prolongar a
missão, de ficar um apoio depois dos missionários terem partido.
No tempo de Santo Afonso, a Itália ainda
não era um país, mas uma série de pequenos estados. A língua, portanto, não era
comum. A missão de Afonso contribuiu para a unificar, sendo considerado um dos
“criadores” da língua italiana.
Na altura de Afonso, era “moderno”
distribuir livros.
Hoje, será “moderno” recorrer a blogs e
redes sociais para partilharmos a nossa Fé.
Só que o importante, o que
verdadeiramente conta, é que a pregação seja fecunda, que marque, que
desinstale e, ao mesmo tempo, conforme. O importante na pregação é que seja
capaz de anunciar o Amor sem medida de Deus de um jeito familiar.
Numa música que é muito querida aos
Redentoristas, diz-se o seguinte daqueles que abraçam esse
carisma (ou são abraçados por ele):
“Valentes na Entrega
e dados à Oração,
Humildes na Vida
E Simples na Pregação.”
Hoje, peço a Deus que nos faça assim. Em particular, que nos faça simples na pregação, oral, escrita e com a Vida, porque é a isso que estamos chamados.
Micaela Lemos Madureira
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