Já aqui escrevi:
“Quando Santo Afonso fundou os
Redentoristas, a moral era estrita e Deus tinha de ser conquistado com
penitências e promessas de conversão.”
“Santo Afonso, pelo contrário,
acreditava que o que verdadeiramente nos
salva é o Amor. Acreditava que o que nos salva é respondermos amorosamente a um
Amor maior.”
Hoje, quero desenvolver mais um pouco
este tema.
Santo Afonso entendia que o que nos
torna ao jeito de Deus é a gratidão.
Deixem-me fazer-vos uma pergunta: quando se sentem amados, do que sentem
necessidade? A forma natural de reagir é responder com gratidão, correcto?
Tentar corresponder a um amor que sentimos gratuito, que sentimos receber “do
nada”.
Era assim que Santo Afonso entendia a
nossa relação com Deus: perante um amor sem limites, só havia uma solução
responder “à altura”, apesar de todas as limitações.
Responder “à altura” é responder de todo
o coração, embora não seja possível responder “ao nível de Deus”, que ama
infinita e perfeitamente.
Às vezes, quando se fala de um Deus que
ama infinitamente, que não nos compra com favores, nem nos exige sacrifícios ou
dá castigos a cumprir, surge o discurso de “Sim, mas…”
Algo como: “Claro que Deus nos ama, mas
como somos cabeça dura, tem de nos impor limites, de pedir sacrifícios, que nos
castigar quando é preciso. Ui, se não fosse assim, estávamos perdidos… “
Santo Afonso diz-nos aquilo que nós
sabemos bem das nossas relações humanas, mas que gostamos de complicar quando
estamos a falar da nossa relação com Deus: não mudamos por medo, mudamos por
amor.
Nada nos muda mais do que o Amor, do que
a certeza da confiança que têm em nós, ou muda?
Bem, deixo-vos a pensar nisso.
Até para a semana.
Micaela Lemos Madureira
Sem comentários:
Enviar um comentário