Hoje, quero partilhar um textinho sobre
Clemente Hofbauer, que foi o grande responsável por a congregação ultrapassar
as fronteiras de Itália.
Logo no início de “Clemente Hofbauer –
um apóstolo incansável”, escrito pelo Padre João Manso, lê-se sobre esse
Redentorista:
“Tenta radicar-se em Viena, mas os
condicionalismos políticos são desfavoráveis para o trabalho apostólico e vê-se
obrigado a partir para a Polónia.
Percebe bem as necessidades do seu
tempo, correspondendo-lhe com novas formas de apostolado.
Mas vê-se continuamente desalojado por
guerras e perseguições sucessivas.
Homem de fé persistente, não desanima.
Sempre inconformado, quando não pode
trabalhar num lado, vai para outro, e consegue desenvolver um trabalho
adaptado, imaginativo, mesmo pioneiro, como é caso da sua acção com os jovens,
nomeadamente os estudantes e os professores.”
É assim que, como redentoristas estamos
chamados a ser: atentos aos sinais dos tempos e capazes de discernir a melhor
forma de anunciar o Evangelho, isto é, de ser boa notícia e de dar boas
notícias.
Nas constituições redentoristas, há diversos
pontos em que é notório esse chamamento, essa obrigação.
Podia pôr aqui diversos exemplos, mas,
hoje, quero salientar estas duas:
8.
Procurarão assiduamente discernir, conforme as circunstâncias, o que fazer ou o
que dizer: se proclamar Cristo explicitamente ou, pelo menos, com o testemunho
tácito de presença fraterna.
9.
Se as circunstâncias forem tais que alguma vez não haja possibilidade de
propor, direta e imediatamente o Evangelho ou de anunciá-lo de modo pleno,
devem os missionários, com paciência, prudência e grande confiança, dar
testemunho da caridade de Cristo e, na medida do possível, fazer-se próximos de
cada homem. Essa manifestação de caridade se fará pela oração, pelo sincero
serviço prestado aos outros e pelo testemunho de vida, qualquer que seja sua
modalidade.
Fica o desafio?
Micaela Lemos Madureira
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