quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Publicado a 22 de Outubro de 2009

Há dias falava com alguém que diz passar aqui todos os dias na esperança de encontrar um post novo e, no desenrolar da conversa, sugeriu-me que colocasse aqui um texto antigo por semana. Assim, ela e outros como ela que descobriram este cantinho há pouco tempo, teriam também a oportunidade de os saborear. Ora então andei a vasculhar bem lá no fundo do baú e encontrei este das minhas filhas:

Post da Inesita e Marianita

Olá a todos!
Desta vez, acompanhei a minha irmã Mariana à catequese e por isso , assim como ela trouxe trabalhos de casa para fazer, também me tocou a mim os mesmos! A tarefa é a seguinte: fazer uma pergunta aos pais, irmãos e amigos. Aos pais e irmãos já fizemos, agora gostavamos muito que todos vocês que passam por aqui, nos respondessem, pode ser? Então aí vai a pergunta:
O que mais admiras em Jesus?

9 comentários:

(Mamã) Branca Susana disse...
O olhar amoroso e cheio de ternura com que nos olha, o abraço firme com que nos acolhe, a sabedoria de coração ao olhar o mundo e a vida, o amor fiel que o une ao Pai, o amor que o levou a ser palavra do Pai encarnada, para que pudessemos participar desta comunhão, desta fabulosa familia.

Temos um irmão maravilhoso

Beijinhos

Susana e Jorge
Paulinha disse...
Olá manas lindas!

O que eu mais admiro em Jesus é a sua sabedoria.
Com ele aprendi isto: - "A verdade vos libertará!" Não é isto que Jesus dizia e continua a dizer? Se tivermos dúvidas em saber onde está a verdade, façamos uma viagem ao interior de nós mesmos, ao nosso coração, e aqui perguntemo-nos - o que nos faz sentir livres?...
É aqui, no coração, o lugar mais íntimo do nosso Ser como pessoa que encontramos a resposta. É ao nível do coração que encontramos a verdade que nos liberta!

Não há dúvida que o mais importante são as atitudes, mas a força das palavras, quando estas se tornam “Palavra” para nós, ajudam-nos a transformar o nosso coração, optimizar as nossas opções e a moldar as nossas atitudes em gestos de amor e bem-querer, sempre optimizados pela acção do Espírito Santo em nós.

Tudo na vida de Jesus fazia sentido… e continua a fazer, possibilitada também pelas grandes pessoas que vamos encontrando na nossa vida e que se tornam para nós, mediação do seu amor.

Será que me estou a fazer entender?...

Um grande beijinho para as manas.
Rute disse...
Olá, queridas princesinhas:
O que mais me toca em JESUS é a sua ternura, carinho, fidelidade e AMOR para com nosso PAI. Contudo toca-me muito, muito, mas mesmo muito o facto de o ter feito por ti Inesita, por ti Marianita, por todos nós sem pedir nada em troca porque o seu AMOR não tem medida. O seu AMOR é GRATUITO e por isso somos priveligiadas por termos o privilégio de o sabermos e o podermos ir indo experimentando-o.
JESUS é sem margem de dúvida O MEU IRMÃO, O MEU AMIGO, O MEU CONFIDENTE...e que desejo que encha o meu coração com o SEU AMOR, tornando-o assim mais parecido possivel com o SEU próprio coração.
Espero ter podido ajudar-vos.
Fiquem com DEUS.
Beijinhos para ti Inesita e para ti Marianita.
Andreia disse...
Maninhaaaaaas=)

Ora bem, eu admiro Jesus na sua totalidade. Tanto é que me digo cristã...Quero ser como ele. Mas, realmente, se há coisa que admiro muito no nele é a Paixão com que anuncia o Reino. É uma paixão tão Grande e Verdadeira que penso que contagiava os que com ele andavam. É uma Paixão que sinto que, através de algumas pessoas,chegou aos nossos dias e sinto-me extremamente Feliz por poder senti-la.
Quero ser uma Apaixonada de Cristo e conto convosco para isso=)
Gosto muito do Nosso Mano, e isso faz-me gostar ainda mais de voces e do resto dos elementos desta Familia tão grande e tão bonita=)

Um beijinho enormeeee em voces e no restos das pessoas que por aqui passam...Tenho a certeza que são alguém de quem gosto=)
Rui Santiago disse...
A maneira como a sua Fé em Deus como um Filho se fia do Pai lhe dava ao mesmo tempo uma Serenidade muito bonita que o fazia capaz de agir e reagir sempre com uma enorme sabedoria em cada situação, uma Segurança enorme, típica de quem confia e se sabe muito amado, e uma Inquietação permanente por descobrir, revelar, experimentar... tudo o que a Fé no Pai o fazia acreditar...

Obrigado pela pergunta, lindas lindas!
glória disse...
Meninas, também quero responder à vossa pergunta: -Eu admiro em Jesus o Seu olhar de compaixão e ternura para com aqueles que na sociedade do Seu tempo, não eram amados por ninguém...Mas Ele amou-os tanto, tanto, que por causa desse olhar ÚNICO as suas vidas desgraçadas se encheram de Graça...de tal modo que a Boa Notícia desse Amor chegou até nós! Beijinhos para as duas manas.
Glória
carlos figueiredo disse...
No tempo de Jesus e na cultura da Sua nação, as crianças faziam parte do grupo de pessoas que nada valiam...assim como os doentes de qualquer espécie ou as mulheres...
Não tinham direitos. Eram propriedade dos pais.Jesus virou esse conceito do avesso e proclamou as crianças com "donas" do "Reino dos Céus". E apontou-as com exemplo para quem queira entrar nesse "Reino". Porquê? - Elas são, no seu ser mais íntimo, a Simplicidade e a Verdade.
Um abracinho para as duas manas.
Carlos Figueiredo
Isabel (Bé) disse...
Olá minhas queridas,
que grande desafio!
O Jesus é tão "fixe", gosto tanto dele que escolher 1 coisa entre tantas que eu mais admiro ...
Bem...estou a pensar...já sei. O que mais admiro em Jesus, foi a sua ACEITAÇÃO.
O saber ACEITAR a Sua Família com muito Amor e carinho, o saber Aceitar os brinquedos que o Pai lhe dava sem reclamar que preferia outros, o saber Aceitar a amizade daqueles que queriam ser amigos dele.
Ora pensem comigo, se vocês concordarem com um pedido dos pais, ou da professora não é fácil o fazer?
Pois é, quando aceitamos, concordamos com as tarefas ou deveres, eles tornam-se mais fáceis.
Portanto, mãos há obra, toca a arranjar sempre maneira de aceitar o que tiverem de fazer e vão ver que ainda vão conseguir ser mais felizes que Jesus.
Muitos beijinhos minhas princesinhas
Vossa amiga Bé

PS: Parabéns, adorei hoje ouvir-vos cantar
Inês Nabais disse...
Olá minhas queridas sobrinhas!!! Desculpem o atraso na resposta, mas cá vai.

O que mais admiro no Jesus é difícil de dizer porque é tanta coisa, acho mesmo que é tudo nele... por isso vou só dizer uma delas: A sua capacidade de nos espantar... é verdade as palavras e as acções de Jesus provocam sempre muito espanto porque são muito diferentes do que poderíamos esperar. Sabem aqueles primeiros amigos do Jesus devem ter andado muitas vezes com problemas nos maxilares de tanto abrirem a boca de espanto... ele trocava-lhes as voltas e convidava-os a ser muito mais!!! e agora não continua a fazer o mesmo?

Beijinho grande e continuem assim lindas!!!!

sábado, 2 de novembro de 2013

PRESENTES


Considero que um dos maiores presentes que nos podemos oferecer é tempo de qualidade passado com aqueles pequenos e mágicos seres a quem chamamos “crianças”. Não falo de os entreter, mas antes de nos entregarmos integralmente a essa interação, com a mesma presença, consciência e entusiasmo que elas imprimem a cada momento da sua existência.
Quando isso acontece, a nossa própria criança interior [que manifesta a nossa essência mais profunda, tantas vezes reprimida por um conjunto de pesos e pressões que fomos acumulando ao longo da nossa vida] recebe um convite para se exprimir e respirar.
Sinto-me grata por todas as crianças que partilham a minha existência. Elas ensinam-me a ser feliz na simplicidade, maravilhada perante os pequenos grandes milagres da vida, e autêntica perante os desafios que me são colocados. Acima de tudo, ajudam-me a perceber – ou relembrar - o que é verdadeiramente importante.
Neste preciso momento, sinto os movimentos da minha filha dentro do meu ventre. Sinto a sua força e energia, e sei que dentro de algumas horas ou talvez um ou dois dias, poderei ver o seu rosto e dar-lhe a mão pela primeira vez. Sinto-me profundamente feliz. Ainda sei muito pouco sobre ela, mas desde já escolho ser capaz de a acolher e amar sem condições e permitir que a minha criança interior esteja sempre presente na nossa relação. Quero ser merecedora deste privilégio imenso que é ser Mãe. 
Natacha Soares Ribeiro

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A BAIXA VISÃO E O CAMINHO PARA A CEGUEIRA (a minha experiência)

Olá a todos!
Para além da contribuição semanal da equipa já anunciada, este espaço foi e será sempre aberto a quem queira participar. E hoje quem nos dá esse privilégio é a Susana, uma amiga de coração. Muito obrigada por ti!
     

A minha experiência e o meu sentimento deviam ser iguais ao de milhões de pessoas que passam por situações semelhantes. Depois do primeiro diagnóstico (tensão ocular alta – Glaucoma bilateral congénito-2002) pensei, comigo vai SER DIFERENTE. Eu não faço mal a ninguém, faço a minha vida e não prejudico os outros, não há motivos para que o pior me aconteça (a cegueira). Mas não foi assim! A partir de 2009 tudo se começou a desenrolar e as dificuldades causadas pela baixa visão começaram a bater à porta…

Depois de muitas cirurgias e de muitas medicações, depois de muitas opiniões, umas mais esclarecedoras do que outras. Depois de muita angustia, depois da rejeição, depois do sentimento de in  capacidade e inutilidade, depois do porque a mim, depois de não ter força/coragem para abrir os olhos de manhã e encarar mais um dia, de toda a gente ter uma “vida normal”, ter um trabalho, ser autónomo e independente e eu não. Depois da discriminação/rejeição do estorvo, da preguiça e do encosta para o lado no trabalho, sim porque apesar de tanto se falar em integração, em igualdade eu senti a discriminação e senti-me um problema que tinha que ser resolvido a todo o custo. Depois de vermos toda a nossa vida e tudo aquilo que tínhamos conquistado a fugir-nos por entre os dedos por CULPA de uma doença que não tem cura e que é difícil de controlar. Depois de muito choro, depois de muita revolta, depois da incompreensão de alguns familiares e conhecidos, (que preferem meter a cabeça na areia e fazer de conta que o problema não existe para não serem ou não se sentirem incomodados, sim porque é sempre mais agradável desfrutar de coisas boas do que partilhar momentos maus). Depois da pena por nós próprios e da pena dos outros. Depois de me sentir incompreendida, de bater no fundo do poço e não saber qual o rumo a seguir, depois de anos de sofrimento, dias e dias á espera de um “milagre” e á procura de respostas e soluções que não chegam… Depois de tantos depois… aprendi (com ajuda psicológica) a aceitar aquilo que a vida nos dá e aquilo que a vida nos tira. Seja bom, seja mau. Todas as experiências são válidas e importantes, só temos que aprender a tirar o melhor partido delas. Mas não foi sozinha que o consegui. Nesta luta tive e tenho a melhor pessoa do mundo a meu lado. O meu MARIDO. Sempre me apoiou, sempre me acolheu, sempre me abraçou quando eu chorei, quando eu me revoltei, quando eu o questionei porque estava comigo. Sempre tive a mesma resposta; “amo-te e ouças o que ouvires gosto de ti como tu és”. Só encontro uma explicação: uma infinita capacidade de amar e de aceitar a vida como ela é.

Também contei com o apoio dos AMIGOS, poucos mas bons. E de amigos dos meus amigos. Pessoas que me levaram pela mão e que me deram a conhecer a possibilidade e as potencialidades da reabilitação, que me apresentaram a ACAPO e o trabalho fantástico e integrador que é desenvolvido por todas as pessoas que fazem parte desta Associação.

Embora precisa-se desta ajuda á já algum tempo, só á relativamente pouco tempo fui capaz de dar o passo e entrar neste mundo. Tão desconhecido, tão assustador e ao mesmo tempo tão revelador das capacidades e da verdadeira essência do ser humano. Embora seja dos órgãos dos sentidos o mais importante, pois é aquele que nos dá mais informação do mundo que nos rodeia, temos que aceitar e aprender a prescindir dele. Esta nova fase da minha vida leva-me á conclusão que o ser humano não é só olhos. Funciona como um todo, e quando alguma parte falha as outras reestruturam-se, adaptam-se e compensam a "peça" que falhou.

A 19 de Março de 2013 (um dia importante para mim, não só por ser o Dia do Pai, mas também por ser o dia de anos do meu Pai já falecido) deu-se o primeiro contato, senti que estava a dar o primeiro passo para a mudança, que começava a ter força para lutar e trilhar um caminho na minha vida.

Neste primeiro encontro, senti logo que falava-mos a mesma língua, senti-me compreendida, finalmente fui capaz de sentir que fazia parte daquele mundo. Senti-me integrada e senti vontade de começar a reabilitação. Mas esta vontade veio de dentro para fora, depois da fase da revolta e da rejeição. Não vale a pena os outros dizerem que temos de ir se nós não o sentimos e não o queremos sentir.

Estou a reaprender a viver, a redescobrir o mundo que me rodeia, a conhecer-me e a conhecer as minhas capacidades. Estou a aprender a aceitar e a lidar com a minha limitação. Não é fácil, é um caminho difícil, mas todos os dias quero acreditar que vou ser capaz de enfrentar os meus medos e as minhas angústias. Cada dia é mais um dia de luta, mais um dia que fui capaz de enfrentar e de ultrapassar as contrariedades que a vida me põe. Quero ser feliz e vou conquistar a minha felicidade, minuto a minuto, hora a hora, dia a dia. Hoje em dia o meu lema é viver um dia de cada vez, sem pressas, sem planos a longo prazo. Tento desfrutar das coisas boas da vida e remover as pedras, os penedos que a vida põe no meu caminho. Estou a lutar o melhor que sei e que sou capaz…

Susana Monteiro

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Uma amiga que se chama bengala



 Olá amigos!

Quero partilhar um pouco da minha alegria convosco, por isso, decidi partilhar um evento da minha vida.

Celebrámos no passado dia 15 de Outubro, um dia de uma importância enorme: o dia da Bengala Branca! Para mim, que sou amblíope e para os meus amigos que são cegos, esta é uma amiga com quem podemos contar. Esperem, se calhar nunca ouviram este termo “amblíope”, quer dizer que tenho muito baixa visão, aquilo que para os normovisuais é um dado adquirido, para mim, é uma dificuldade apenas ultrapassada com equipamentos como a lupa eletrónica, o ampliador ou a bengala.

Estive num convívio, cerca de 30 pessoas, (onde mais de 1 dezena são normovisuais) num dia de passeio. Música e alegria, visita guiada a museu e almoço que a todos agradou. Não me canso de elogiar quem sempre nos acompanha e partilha algum do seu tempo neste grupo de amigos que se vai formando sem olhar a diferenças.… Já quase no final da viagem, perto da estação de comboio, fomos abordados por um grupo de 3 jovens, alunos da Faculdade que nos tinham capturado em vídeo e necessitavam da nossa autorização para o colocarem no YouTube. Todos acedemos, mas no final, espantam-se! Não tinham dado conta que éramos pessoas com deficiência visual! Para eles, as nossas amigas bengalas eram apenas adereços de moda! Nada mais! Depois de um pequeno esclarecimento, onde explicamos que nesse dia celebrava-mos o dia da Bengala Branca, que nasceu em 1964, ainda de madeira e pintada de vermelho e branco,consideraram-se elucidados. Neste feliz contato com jovens existe no entanto um facto que me entristeceu.Apesar de nos apresentarmos como pessoas cegas, somos tratados com a denominação de Invisuais! A palavra “cego” é demasiado forte para os ouvidos de muitas pessoas, portanto foi adotada a palavra “invisual” para se suavizar um facto que não deixa de ser uma realidade. Somos Cegos! Quando noutros tempos se tratavam os cegos por “ceguinhos” era ainda pior, mas, para a minha pessoa seja ceguinho ou invisual, para mim estão a maltratar-me. Não deixo de ser quem sou por ser cega, porque se diz: Deixa passar a ceguinha, eu por acaso deixei de ser mulher? Então porque não dizer: deixa passar a senhora,. Infelizmente quando somos cegos perdemos a nossa identidade.

Mas voltando ás nossas bengalas, são amigas que nos indicam obstáculos e barreiras para que os nossos percursos sejam mais fáceis, dando-nos assim uma autonomia e segurança preciosas. Não sou de tristezas, por isso aquilo que ficou de mais positivo nesse dia, foi isso mesmo, uma lição dada da melhor maneira possível em contacto direto de todos os intervenientes em questão.

Não hesitem em perguntar sempre que tenham dúvidas, só assim se aprende!

Desta sorridente amiga que vos saúda,
Muita felicidade,

Anunciação Velho

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Sem fazer nada. Por isso!



 É com muita alegria que damos início à partilha aberta ao OUTRO. Esta é de uma das camisolas que eu visto :)

Ser de uma comunidade é mais que ter um grupo de pessoas com quem te encontras para reflectir sobre temas e levar conhecimentos...

Ser de uma comunidade é mais do que chegar no dia combinado, mais ou menos no horário que se determinou, entrar na sala e sentar-se naquela cadeira disposto a participar...

Ser de uma comunidade é mais que levar debaixo do braço um livro e o caderno dos apontamentos onde anotas aquelas coisas que ouves e preferias não esquecer e mesmo que depois não uses, naquele momento é importante...

Ser de uma comunidade é mais do que distribuir sorrisos e abraços sinceros à chegada e no momento de ir de novo para casa...

Ser de uma comunidade é mais do que saber aqueles cânticos que estão naquele livro no cestinho à entrada e que nos fazem vibrar a todos, porque quase que os sabemos de cór(AÇÃO)…

Ser de uma comunidade é mais do que ir áquela celebração naquele local que é o nosso e onde todos da comunidade tentam ir, áquela hora, porque sabemos que ali vamos estar juntos e celebrar em festa e ainda se calhar sair …

Apesar de uma comunidade ser tudo isso e mais outras coisas de que te estás de certeza a lembrar, eu diria que ser de uma comunidade se torna mais exigente quando não estamos juntos…

Ser de uma comunidade é tão mais difícil quanto mais se eleva a qualidade do que somos como comunidade…

Assim: Na nossa casa. No trabalho. No trânsito. Na fila do supermercado. Na bomba de gasolina. Ao caminhar na rua. No teatro. Ao assistir a um programa de televisão. Quando vais a Fátima ou tens que apanhar um avião. Quando encaixas uma desilusão… Quando lavas a loiça ou trocas a fralda do bebé. Quando olhas para o mar, de passagem desde a janela do autocarro…

Ser comunidade quando não estamos juntos… encaixar no mundo de uma tal forma que não mudavas uma vírgula no teu comportamento se, em vez de estares ali, estivesses com os teus irmãos de comunidade. Quando não há diferença em ti na forma como estás na cadeira da sala em que te sentas todas as semanas ou na celebração em que vibras com aquele cântico que todos sabem e sonham contigo e a forma como sorris para um desconhecido que cruza contigo o olhar na rua, ou na tal fila do supermercado.

Ser de uma comunidade é mais do que ser uma boa pessoa… ser de uma comunidade é conseguir que isso se note sem esforço, sem fazer nada por isso… na Vida!

Cristina Mesquita

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Faz-te ao Largo




  Faz-te ao largo com os irmãos

 A travessia da nossa própria solidão leva-nos ao encontro do Outro, daquele a quem chamamos o próximo. O próximo, o irmão com tantos rostos e nomes que connosco fazem caminho e dos quais vamos ao Encontro. O irmão que está tanto na comunidade com quem celebramos a nossa Fé, como na comunidade com quem celebramos a Esperança, como na comunidade que nos ensina ir para lá dos nossos limites e a sermos todos iguais na diferença que enriquece…

Comunidade Redentorista, Telefone da Esperança e ACAPO(Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal) são as três Fontes de Vida que eu mais referi neste espaço em jeito de partilha.

Todas estas experiências vivenciadas e partilhadas convergem num sentido comum. Foram portas e janelas abertas que fui encontrando ao longo de um caminho em busca do Encontro, da realização pessoal e da felicidade.

Conseguir concretizar este sonho de fazer este blog nascer e superar as expectativas também se tornou um belo Presente na minha vida, uma Boa Notíciaa acontecer. É bom saber por entrelinhas da importância que foi e ainda continua a ser para muita gente. É maravilhoso ouvir ecos de satisfação, de um “Continua!Vale a pena!”…

Pois então, vamos a isso! Daqui em diante, para além de mim, vai haver duas pessoas de cada comunidade, responsáveis na contribuição de pelo menos uma partilha por semana: Cristina Mesquita, Bé, Natacha Soares Ribeiro, Raquel Neves, Anunciação Velho e Maria João Lira. 3 Camisolas, 3 comunidades, rostos diferentes, desejos comuns, porque fazem mais sentido dar voz e espaço...

A ideia é continuar a dar referência das mesmas Camisolas que visto mas em tecido novo.

Muito obrigada a todos pela força que de alguma forma foram passando e fazendo eco em mim. O Partilho Contigo assim como o próprio nome indica, só pode fazer sentido se houver um EU e um TU.

Abraço, 
Mila