quinta-feira, 26 de março de 2015

"A Felicidade como Dom e Tarefa"


"(...) A felicidade é um dom de Deus mas é também uma tarefa nossa, pois Deus não nos substitui. Está connosco, mas não está no nosso lugar. Isto quer dizer que há uma série de atitudes e opções que não podemos deixar de realizar no dia-a-dia da nossa vida, a fim de edificarmos a felicidade.

Eis algumas atitudes importantes que devemos cultivar, a fim de atingirmos esse estado de paz interior e alegria próprio das pessoas felizes:
Aprender a viver com aquilo que não podemos mudar.
É muito importante aprendermos a aceitar-nos, apesar das nossas limitações.
Cultivar pensamentos construtivos e partilhar com os outros uma visão positiva da vida. 
É fundamental cultivar a honestidade consigo e os outros.
Felizes dos que enfrentam as dificuldades da vida com confiança, procurando viver unidos a Deus.
É muito importante não andarmos sempre a comparar-nos com os demais.
Não nos devemos deixar esmagar por situações cuja solução não está nas nossas mãos.
Não será feliz quem não aprende a partilhar com os outros o seu tempo, os seus bens e o seu saber.
É importante cultivar o sentido de humor, impedindo que os pensamentos negativos nos dominem. 
Não nos devemos esquecer de cuidar de nós. Quem não gosta de si não conseguirá gostar dos outros.
Ajudemos os outros sempre que se nos ofereçam ocasiões de o fazer. 
Mantenhamo-nos o mais possível calmos, evitando situações de stress.
Procuremos ser moderados na comida e na bebida. 
Nas relações com os outros procuremos adoptar atitudes de humildade e discrição. 
É muito importante aprender a escutar as mensagens que os outros nos querem transmitir.
Procuremos estar sempre actualizados nos assuntos que fazem parte do nosso trabalho ou missão. 
Cultivemos a capacidade de partir de uma situação para outra. 
As mudanças trazem com frequência novas possibilidades de crescimento e realização pessoal.
Procuremos viver a vida com paixão. 
Mantenhamo-nos ocupados com coisas das quais gostamos verdadeiramente. 
Respeitemos os outros como gostaríamos de ser respeitados por eles.
Não ponhamos como objectivo da nossa vida o simples amontoar de riquezas.
Lembremo-nos sempre de que a fonte da felicidade é o amor e não o dinheiro.
Isto quer dizer que as pessoas que têm muito dinheiro, se quiserem ser felizes, têm de pôr o dinheiro ao serviço do amor.
Procuremos ser gratos para com os outros, aceitando os seus dons e as oportunidades de realização que eles nos oferecem. 
Elaboremos objectivos de vida e procuremos realizá-los, numa linha de fidelidade a nós mesmos. 
Não percamos de vista as metas e objectivos que pretendemos alcançar. 
Dentro do possível evitemos endividar-nos, procurando gerir os nossos bens de modo a bastar-nos.
Não corramos riscos incontrolados, sobretudo não nos comprometamos em campos que não conhecemos e não controlamos.

Porque ninguém é feliz "sem querer", 
porque a felicidade não é daquelas experiências que nos acontece por acaso. 
É do Céu, porque é um Dom, 
mas não cai do céu, porque é Tarefa!"

Calmeiro Matias



segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Simplesmente obrigada

Há dias assim…
Parece termos tarefas inadiáveis, coisas tão importantes a fazer… mas o coração quando se enche demasiado de Gratidão, não colabora nada com as nossas urgências. Contraria-nos o pensamento dos nossos afazeres e vence-nos só no essencial. O essencial que passa sim pelas prioridades na missão do nosso dia-a-dia, mas bate-nos forte dizendo-nos para parar um pouco e saborear a Alegria e a Graça que nos mora dentro.
É assim que eu me sinto hoje, com vontade de parar, olhar o céu, o mar, toda a natureza e dizer mil vezes “OBRIGADA”.
Obrigada à vida por tantas vezes me fazer dar voltas de tantas maneiras para chegar a um alcance em metas que eu não imaginava. Obrigada por poder experimentar a alegria de nascer de novo tantas vezes. Obrigada por saber amar e ser amada por TANTA gente. Obrigada por saber que não estou sozinha nas minhas dificuldades e que rejubilam de alegria comigo quando as mesmas são supridas. Obrigada por poder estar rodeada de pessoas que só pela sua presença me fazem bem. Obrigada só por aquele abraço, aquele olhar, aquele sorriso, aquelas palavras que se tornam eco de força e esperança entre os “muros” mais fechados do meu caminho. Obrigada por às vezes me encontrar a VER bem.
É assim, deste jeito simples e de coração aberto, que quero dizer obrigada por mim e por Ti!

Abraço,
Mila

sábado, 10 de janeiro de 2015

"Um pensamento..."


"Por vezes os momentos mais bonitos da nossa vida são aqueles que vivemos sem nos apercebermos disso, sem estarmos atentos a eles, mas que vão entrando em nós de uma forma discreta mas profunda. 
Penso até que por vezes nem nós nos apercebemos que os melhores momentos da nossa vida são exatamente os que passamos no momento presente.
Por exemplo, por vezes uma tragédia pode ser o melhor momento, uma dificuldade na nossa vida também o pode ser, porque remete-nos a um encontro verdadeiro com quem somos, o que somos e mostra-nos aquilo que mais importa. Quando somos por vezes afastados de algo que tanto desejamos, quando acordamos do nosso ego, da nossa ganância egoísta, do nosso eu, pensamos que esse é um mau momento mas acredito que é ao contrario e porquê? Pela dor que experimentamos, dor essa que cura, que nos faz sentir no verdadeiro sentido da palavra e nos acorda. Sabem quando têm os pés e braços dormentes e podem até espetar uma agulha bem profunda que não sentem a dor? Muitas vezes andamos assim, desligados, dormentes. Por isso a dor é tão importante nas nossas vidas, e o sofrimento, porque religa-nos à realidade, devolve-nos o corpo e reforça-nos o espírito. Acredito que esses momentos podem ser de pura felicidade, momentos simples, mas que nos tocam, que marcam e remarcam quem somos e o que somos chamados a ser como irmãos e comunidade.
Aproveitemos pois todos os momentos enfrentando todos os medos, receios ou dificuldades com a certeza que mesmo aí existe a oportunidade de sermos mais felizes.
Bem hajam"
Helder Oliveira

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Pegadas...

Aquela menina de cabeça baixa que ouvia e calava, que muitos julgaram, gozaram, desvalorizaram, aquela que pisaste e fingiu não sentir, aquela que imaginavas que não seria nada… Hoje cresceu e é mulher!
Essa história de ouvir e calar é passado, hoje essa criança de ontem chegou onde tu não pensavas…
Máscaras não constituem o meu guarda joias, maquilhagem não esconde o meu ser, camuflagem não faz parte do meu guarda-fatos, roupa não me define.
Sou quem sou, sou simplesmente eu!
errei ontem, hoje e tenho certeza que amanha também, não sou perfeita e estou longe de o ser, mas quer saber? Também não quero a perfeição! Adoro aquele churrasco comido a mão, aquele café da aldeia, aqueles risos altos e sem jeito, aquelas “palermices” entre colegas, adoro o que é verdadeiro e simples!
Perfeição é não pisar o risco, é vestir um “modo etiqueta”, é estar vivo e não viver!
Muitos são os que criticam, outros elogiam, uns acreditam no meu caminho, outros duvidam de todos os meus passos. Sou simples, ao mesmo tempo complicada, há aqueles que aguentam e aqueles que odeiam. Não mudo para agradar, mudo para melhorar o meu ser, por isso, lamento se não faço o teu género!
Tenho orgulho em mim, não que seja grande, mas do pouco que sou orgulho-me! Orgulho-me das minhas conquistas, sei o quanto custou cada passo, luto pelos meus objetivos, tenho em mim conquistas e derrotas, já fui forte ao ponto de sorrir enquanto os meus olhos se inundavam, já me esqueci de mim para ficar ao lado de um amigo, já caí e levantei… Mas aquilo que mais orgulho me dá é saber que em cada degrau que subi não pisei ninguém, pelo contrário, na minha caminhada existem grandes momentos e aprendizagens quer com o rico, bem vestido e cheiroso, quer com o pobre, quer com aquele senhor da rua… pois, aparências não me iludem!


Celina Parente 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Poema de Miguel Torga

"Recomeçar

Recomeça....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças..."

(Sugestão da Cidália Castro por estarmos no inicio do advento e no novo ano litúrgico)

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A vida como a vejo

A vida…
Em cada fase um olhar e um sentir, em cada passo um caminho a descobrir, uma certeza do ontem e a incerteza do amanhã.
Uma saudade que dói, uma lágrima caída outra presa no olhar, um sorriso, um momento...
Vivemos às vezes apressados no desejo de alcançar grandes coisas, passamos surdos e cegos aos pequenos gestos e às pequenas coisas.
Olhamos para nós, reclamamos do tanto que temos sendo aos nossos olhos insuficiente, choramos tardes inteiras com as nossas dores que às vezes são tão pequenas ao lado das dores de quem nos rodeia.
O tempo passa, algumas vezes sem nos dar-mos conta… até ao momento em que sentimos necessidade de parar e olhar o sol, ver as estrelas, ouvir o mar…
Já olhei a vida vestindo-a de negro, senti o chão fugir-me dos pès, ansiei o impossível, neguei amor verdadeiro e chorei por amor que apenas era parte de mim, já recusei o que amava para aceitar o que os outros amavam, deixei-me para depois, disse não aos meus maiores desejos acreditando na ironia dos outros, já corri em busca de coisas fúteis sem me dar conta de que o tempo passava , cada dia eu era um corpo vagabundo perdendo a cada hora uma letra do meu nome, perdendo-me de mim…
E de tão perdida e estendida no chão, desejei encontrar-me, olhei para mim, para o tempo que passava, abandonei os sapatos velhos e rotos pelo tempo e já gastos pelas pegadas em falso, abandonei os lugares que me fizeram chorar, escrevi outros poemas, recusei fazer do habito um estilo de vida, recusei palavras vazias, sorrisos sem cor, gente passageira, abraços sem força, recusei tudo o que me fazia passar pela vida em vão, tudo o que me afastava de mim.
Levantei-me em gesto sereno, olhei para todos os lados, vi gente, com horas contadas, sorrindo agarradas à vida, crianças que tendo quase nada traziam no rosto sorrisos rasgados, ouvi o mar, vi as estrelas, senti o perfume das flores, ouvi os pássaros cantar, olhei-me de novo e percebi a riqueza que trazia nas mãos e a beleza do meu chão.
Percebi que a vida existe naquilo que nos enche o coração, nos mais singelos gestos, nas mais simples flores, no mais natural perfume, num simples abrir de olhos onde podemos ver o céu e a terra, nas mais pequenas coisas que temos todos os dias mas de tão naturais que são ignoramos-as, nas mais curtas palavras de quem com carinho nos espera para dizer bom dia ou boa noite…
Percebi que a vida nos pode fazer feliz se a souber-mos ver, se soubermos por vezes abrandar o passo, deixar de imaginar o futuro e aproveitar o momento, se entre o passado e o futuro soubermos parar no presente.
Os caminhos da vida são da cor que os pintamos.
Hoje continuo a chorar, a saudade doi, o tempo às vezes magoa, as pessoas desiludem... mas Hoje, mais perto de mim e certa da riqueza possuída, ao meu jeito, eu sou feliz!

 Há sempre alguém
Caminhas sem rumo
Nas encruzilhadas da vida,
De sapatos gastos
Pelas pegadas em falso,
De corpo cansado e 
Rosto molhado,
De pele escaldada pelo sol
E de coração desfeito…
Lembra-te,
Lembra-te que
Há sempre um poema
Para o destino que te trama,
Alguém que te ama
Depois de um erro,
Há sempre alguém 
de braços abertos
Para ouvir o teu sofrer,
há sempre um abrigo
para repousar a alma,
há sempre um raio de sol
em cada lágrima…
não desistas de respirar
não desejes a partida
apenas,
apenas porque não te souberam acolher .
Caminha, 
Sê tu mesmo,
Muda de direção,
Abandona os sapatos
Velhos e rotos marcados pelo tempo
Vem repousar-te,
Chora, grita ou então não digas nada
mas não deixes de respirar !
lembra-te,
há sempre alguém
e se não te lembrares
acredita em ti!
Celina Parente


domingo, 16 de novembro de 2014

Luta

 Não deixes a magoa se instalar… 
Tu és especial, 
Não te esqueças, tu és especial!
Não para todo o mundo,
Mas sim para aqueles de quem és pedaço do seu mundo!

Não permitas que a dor te invada,
Não deixes os teus sonhos adormecer,
Apenas acredita!

Esperança é o caminho para não desistir,
Fé é o caminho para acreditar,
Força é o percurso que nos leva á vitória!

Vai em frente,
Vai em frente mesmo que
O sol queime,
A chuva molhe,
O vento arrefeça,
Mesmo que na plateia te digam não és capaz,
Mesmo que as pedras da calçada se levantem
E te façam tropeçar…
Vai em frente!
Vai sempre em frente!
Mostra o quanto vale uma luta
E mesmo que ninguém saiba o real valor sem preço
Todos irão saber observar a vitória…

O caminho pode não ser o mais plano,
Em cada estrada há uma curva
E em cada curva uma direcção
E em cada direcção um obstáculo…
Dói, cansa, anseia…
Mas vai em frente!
Veste a coragem
Tu chegarás à meta final…
E o final valerá bem mais que o caminho!
Não desistir já é uma conquista
E lutar uma vitória!


Celina Parente


Caminhar descalça (que pode representar a nossa transparência) num caminho de pedras desiguais , pedras da vida, umas que queimam, magoam... outras que acaricia... Mas independentemente do chão, em frente é o caminho.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

AMIZADE


Na amizade podem acontecer maravilhas. Na medida que cada um se dá e partilha o mais intimo de si mesmo, é como a semente que cai em boa terra a qual se pode transformar numa vigorosa planta.
De não esquecermos as intempéries, as ervas daninhas, estas ultimas até têm muitas vezes função acessória e muito importante. Protegem a frágil e tenra plantinha de ventos e tempestades, ajudam-na em momentos que terá de atravessar dificuldades mas não está só, e dão-lhe luta, ajudam-na a fortalecer-se. As ervas daninhas são como um suporte, estaca mas, quantas vezes não lhe competem com o mesmo espaço, alimento, também lhe diminuem a quantidade de sol….e daqui muito podemos aprender…Quantas vezes alguns que são nossos inimigos em momentos até acabam por ser um meio de suporte contra outros inimigos maiores…
É nestas pequenas e grandes lutas, fragilidades que aprendemos a saber em que(m) confiar, aprendermos a discernir, a escolher, a estabelecer limites, a crescer.
A semente pode cair em terra boa mas precisa sempre do TEU cuidado, que cuides dela, do respeito pelo seu ritmo e, não removas a casca a sementinha pois seria como libertares o casulo da lagarta da borboleta.
Cuidar, acompanhar, fazer-se simplesmente presente são muitas das vezes tudo que se precise e nada mais.

Isabel Brandão

domingo, 26 de outubro de 2014

25 anos ACAPO

                                                             (Bolo de aniversário com o Logotipo da ACAPO)


Sendo o meu sentimento de grande gratidão e reconhecimento, não posso deixar de sinalizar aqui esta data tão importante:

"Hoje, dia 20 de outubro de 2014, a ACAPO completa 25 anos de existência. Foi uma longa caminhada.
Desde o início, a ACAPO cresceu e transformou-se. Estamos hoje presente em 13 distritos, contamos com cerca de 3500 associados, diversificámos significativamente as nossas atividades, não só ao nível da Qualidade, da Representação que realizamos, como ao nível dos Serviços de Reabilitação e de Inclusão que prestamos, construímos um património sólido e que nos permite olhar para o futuro com a confiança de quem trabalha com afinco e com os pés bem assentes na terra. A ACAPO é hoje uma instituição com uma imagem forte, sedimentada na seriedade e na credibilidade no trabalho que realiza, tudo isto sem nunca deixar de estar focada na prossecução da sua missão: Representar os direitos e interesses da pessoa com deficiência visual, com vista à sua plena inclusão.
Neste dia tão importante para todos nós, queríamos agradecer por estar connosco ao longo desta caminhada, pelo apoio, pela confiança que depositou no trabalho realizado pela nossa instituição, o qual será a base de tudo o quanto construiremos nos próximos 25 anos e em todos os que se lhes seguirem. Apenas juntos conseguiremos alcançar os nossos objetivos.
A ACAPO somos todos nós. Obrigado por estar connosco."

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Grata pelas tuas/vossas Partilhas


(Imagem de crianças a volta do mundo ( globo terrestre) em símbolo de união)

Aconteceu aí por Maio, onde participei pela primeira vez nas formações propriamente ditas do TE.
Da minha parte têm sido momentos de procura interior a muitas questões que sinto.
Para além da formação sobre a autoestima, conheci novas pessoas que afinal também partilharam questões parecidas com as minhas. Eu enriqueci com as suas partilhas e espero também ter enriquecido com os meus testemunhos, experiências de vida.
Parece que tantas vezes somos tão diferentes uns dos outros, mas afinal partilhamos as mesmas dúvidas, hesitações, inseguranças que afinal também se começam a dissipar na medida que as partilhamos. Começam a deixar de ter importância quando sinto que os demais afinal também convivem com o que parecia só meu. 
A princípio, parece que estamos muito distantes do outro mas afinal não tanto quanto pensamos.
Isso é bom pois aproxima-ME de TI, permite-me que eu esteja mais sensível e me alinhe com o meu rumo de vida.
Bem hajam estimados amigos, estou a gostar muito desta caminhada convosco.

Isabel Brandão

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O Deus que eu acredito



Hoje partilho aqui uma pequena reflexão:

Há dias perguntaram-me se eu acredito em Deus e como posso provar que Ele existe. Eu respondi-lhe: Depende do conceito que faça de Deus: se me perguntar se eu acredito num deus castigador, não acredito; num todo poderoso em obras miraculosas, não acredito;  que nos concede milagres em troca de sacrifícios, não acredito; que gosta de templos luxuosos e muitas rezas, não acredito; que está presente só nas nossas horas mais aflitivas, não acredito…

Acredito sim num Deus Amor,que pode tudo o que pode o Amor,e por isso, só pode o que o Amor pode. Acredito num Deus que liberta e não oprime; que não se preocupa se acreditamos ou não nele,  só quer a nossa felicidade; que nos ama como somos, independentemente dos nossos fracassos; num Deus que não nos substitui, abre-nos  portas, da-nos as possibilidades para fazermos acontecer os milagres em nós mesmos; num Deus que propõe e não impõe... 

É neste Deus que acredito e que gosto e não gosto de mais nenhum.

Se posso provar que Deus existe? Não tenho que provar se Deus existe ou não, nem perco tempo a encontrar resposta para isso. Prefiro dar a provar experiências que façam sentido na minha vida, e que sejam de alguma forma inspiração para outros. 

Um abraço a todos, 
Mila

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Fortes na Fé, Alegres na Esperança, Crescidos no Amor!

Hoje ouvi a seguinte frase: “Só de coração cheio seguimos para a frente!”e ISTO tocou-me imenso…
por isso pensei em reflectir AQUI convosco, neste “cantinho” !
O quanto esta frase é verdadeira e tem sentido!
E sabem o que senti ao lê-la? Só um coração cheio é capaz de o dizer!
O que vos parece ser este “Cheio”?
Amor, Fé, Esperança…
Qual o tamanho do privilégio de conhecermos o verdadeiro “testemunho”de cada um destes pilares tão importantes para a nossa construção, para o nosso caminho como SER vivo, como SER humano, como SER irmão!?
É interessante como “A Fé dá motivos à Esperança e o Amor concretiza as duas”.
E é interessante como realmente de coração cheio seguimos para a frente!
Que sejamos capazes de sentir o nosso coração ASSIM, bem cheio, ao ponto de acharmos que vai “explodir”!
Que sejamos capazes de acreditar na nossa VIDA e querer dela o melhor do nosso SER!
Que sejamos capazes de pôr AMOR em TUDO o que dizemos, que fazemos e que queremos.
ACREDITO, que desta forma o coração enche e seguimos para a frente!

SHALOM
                                                  (A imagem descreve um caminho e uma menina a caminhar alegre e contente!)
Bé

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Assertividade e Relações Humanas

O meu feedback acerca do curso de Assertividade e Relações Humanas do Telefone da Esperança (TE)

Já não fazia um curso do Telefone da Esperança há algum tempo e, por isso, assumi este curso como um voltar mais explícito às "cadeiras da escola", como uma tomada de consciência de que se está a caminho, de que eu estou a caminho, do qual já percorri parte mas com muito pela frente (caso tenha essa possibilidade).
Desde o primeiro momento, o próprio título do curso me cativou: Assertividade e Relações Humanas. Gostava de ser assertiva, muito mais assertiva, menos precipitada e impulsiva e isto nas várias relações que estabeleço: com a família (que muitos ataques de impulsividade atura), com os amigos, colegas de trabalho e outros. E por isso, no final do dia 19 rompi com o hábito e fui para o TE.

O curso abordou de forma bastante detalhada os vários tipos de comunicação e, após o preenchimento inicial de um breve questionário, os resultados "vieram à tona". Os meus não foram uma surpresa... 
Apesar de uma atitude maioritariamente assertiva, os ataques de raiva, agressividade e perda de paciência assumiram um papel de destaque. O que fazer agora? 

De acordo com o mencionado no curso, já tenho metade da solução pois tudo começa com uma tomada de consciência. Contudo, o desafio era (e é) passar à prática e isso apenas com o tempo, no contacto com os demais, em diferentes situações e contextos.

Não há fórmulas mágicas e por isso não saí do curso como a pessoa mais assertiva do mundo. Assumo-me, ao invés, como uma aspirante a Assertiva. Emoji

Helena Ribeiro

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

VIVER A VIDA

Olá amigos!
    
Cá estou eu mais uma vez. Lembrei-me de partilhar e reflectir convosco a vida e a forma como a vivemos.
Andava eu, hoje de manhã nas minhas tarefas domésticas (que eu adoro J, mas que também fazem parte da vida, não é verdade?) quando passou na rádio  uma canção (É para amanhã… do grande cantor português de todos os tempos António Variações). Canção esta que apesar de ter por volta de uns trinta anos, adequa-se perfeitamente aos tempos actuais. Esta fez-me pensar na vida.
Na minha vida e na vida dos que me são mais próximos;
Na vida que a sociedade actual cultiva;
Na minha vida passada com todas as suas vivências e todos os seus acontecimentos;
Na minha vida presente, no dia de hoje, nas pessoas que hoje tenho, naquilo que hoje sou capaz de realizar, na vida que hoje posso desfrutar…Porque amanhã não sei o que a vida me reserva, não sei se vou estar cá (eu espero bem que sim, porque eu gosto muito de viver). Amanhã não sei se estarei com as minhas capacidades mentais e físicas actuais, amanhã não sei se as pessoas que amo vão estar comigo.
Por estes motivos e mais alguns, gosto de viver e desfrutar das coisas boas da vida. Não gosto de deixar para amanhã aquilo que posso viver hoje.
Posso dizer-vos que desde que nasci a vida ensinou-me a pensar assim. Desde os tempos de longos internamentos no hospital para Crianças Maria Pia a fazer reabilitação e a lutar pela vida, passando pelos anos em que via os meus pais e irmãos a trabalhar que nem escravos, para amealhar para a velhice e a darem cabo da saúde sem desfrutarem da vida e das coisas boas que ela tem para nos oferecer. Desde que vi o meu irmão desenvolver uma doença incurável, que não mata, mas mói (a ele e à família). Desde que assisti á doença do meu pai (cancro) e consequente partida, desde que vi a minha irmã partir ali ao meu lado, em segundos no corredor de um hospital e sentir a impotência de nada poder fazer. Desde que vejo a tristeza, a saudade e a amargura estampada no rosto da minha mãe, desde que ouço os lamentos repetidos e consecutivos do meu irmão pela doença que tem e não aceita, mas que usa como motivo de chantagem emocional com os outros, principalmente com a minha mãe.
     Desde que tive que encarar de frente a minha limitação visual, aceitar e aprender a viver com ela e com a ideia de que a tendência é piorar. Desde que perdi o trabalho dos meus sonhos (Educadora de Infância) por causa da minha doença. Depois da angústia, da revolta da aceitação e da reabilitação, resolvi VIVER A VIDA. Não a desperdiçar com situações inúteis e agarrar todas as oportunidades que a esta me oferece. Estou sempre atenta e procuro outros caminhos, sim porque sei que estou a começar muita coisa do zero.
Na minha cabeça procuro ter sempre pensamentos positivos. Procuro tirar sentido dos obstáculos e dos momentos difíceis. Aceitar com paciência e resignação todas as provas com que a vida  me confronta. Assumo que por vezes me vou abaixo, mas  com um pequeno impulso, com o apoio, ou a palavra certa de uma pessoa amiga, levanto a cabeça e vou á procura do sentido da minha vida. Sim , porque eu acredito que todos nós temos uma missão, que todos nós passámos pela terra para partilharmos, para sermos solidários, para nos apoiarmos, para vivermos uns com os outros, para sermos felizes. Nesta vida ninguém é cem por cento feliz, apenas vivemos momentos de felicidade, Esses momentos de felicidade apenas depende da forma como encaramos a vida, com tudo o que que ela tem de bom e de menos bom.
Todos nós temos dificuldades e problemas na vida. Por esse motivo, meus amigos, NÃO VAMOS DEIXAR PARA AMANHÃ O QUE PODEMOS VIVER HOJE…

Até breve!!!

Susana Monteiro

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

AMIZADE

A autora deste texto é mais uma preciosa participante no Partilho Contigo. É uma amiga muito querida, conheci-a no Telefone da Esperança e ambas o abraçamos... Obrigada pela tua partilha tão rica de sentido!

Recentemente tenho refletido muito sobre a AMIZADE... Um valor basilar na vida do ser humano.
O que significa amizade? É uma relação afetiva entre duas ou mais pessoas. Ato de AMOR. Dar e receber amor.

Para tal precisamos de nos relacionar. Por de trás da amizade, estão os relacionamentos humanos. E, o ser humano, só se relaciona quando entra em relação com. Por este motivo a amizade requer: admiração, conhecimento mútuo, verdade, respeito (por nos e pelos outros), autenticidade, liberdade, afeto, lealdade, contato, partilha, dar e receber, honestidade...

Vivendo intensamente a amizade tornámos nos melhores pessoas, pois trabalhamos nos constantemente, ampliando a CONSCIÊNCIA, vivendo no dia de hoje, no aqui e agora... percebendo o que queremos e o que os nossos amigos querem. Somos “convidados” a sair da nossa zona de conforto, equilibrando o dar e receber, colocando os limites, dizendo “não”...

Este equilíbrio, esta energia que flui entre amigos é a base para a amizade verdadeira se instalar e crescer, contando não só para os momentos maus, nem só para os momentos bons, e sim para o “dia-a-dia”, para a partilha da vida na sua plenitude... e assim os amigos integram se no conceito de família ampliada.

EQUILIBRIO... Aqui esta o busílis da questão da amizade, para mim claro!...
Para equilibrar, no pensar, sentir e agir,de todos os valores anteriormente referidos, o ser humano necessita de estar emocionalmente equilibrado para ter a paciência e tolerância consigo e com os amigos... e ainda mais, com “aqueles amigos” que estão a distanciar se dos requisitos individuais, que cada um de nos, conscientemente ou inconscientemente, tem sobre a amizade.

Lembremo-nos:
“A verdade é aquela da qual temos consciência.” DeRose

Sinto me grata por ter bons AMIGOS e sinto a minha família a ser ampliada e intensificada J

Beijos com um carinho especial à Mila pela sua enorme paciência, atenção e persistência.

Ana Teresa Ferreira 

sábado, 6 de setembro de 2014

Terapia da sensibilidade

Há acontecimentos que nos irrompem pela rotina dos dias adentro.
Acontecimentos que nos fazem olhar com outros olhos para as coisas simples da vida. Daquelas coisas de que está cheio o nosso dia-a-dia, e nem sequer pensamos nelas, pois as fazemos automaticamente. Andar, sentar na borda da cama, vestir ou tomar banho.
O nosso corpo e o nosso cérebro, habituado às rotinas, vai-nos transformando em pequenas máquinas, mas, como disse, há acontecimentos que nos fazem lembrar que somos um corpo muito frágil, uma pele finíssima que reveste um organismo vivo de órgãos e músculos e nervos. Frágil, frágil! 
Esses acontecimentos, despertam-nos para a sensibilidade, para o carinho, para o cuidado e para a vigilância. Porque é isso que importa! E só por isso, benditos sejam.
E é assim, aprendemos a dar valor ao mais simples da vida... e vamos assim treinando uma maneira mais Humana de ser gente.

Daniel Ferreira no http://derrotarmontanhas.blogspot.pt/2014/09/terapia-da-sensibilidade.html

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Isto de ser Redentorista tem muito que se lhe diga...(Parte 12)


Hoje, o post é um até já mais prolongado.
Com ele, termino esta série de  posts sobre “Isto de ser Redentorista tem muito que se lhe diga”. Não termino porque não haja mais nada a dizer ou porque já esteja saturada de partilhar convosco o que me vai encantando como Redentorista.
Termino porque, depois de algum tempo a recolhermos dados, a descobrirmos coisas, é necessário um período para assimilarmos, juntarmos tudo, fazermos de ideias e informações aparentemente soltas um todo. É esse exercício que pretendo fazer. Quem se sentir chamado a fazer o mesmo poderá também ficar a ganhar.
 Quero terminar dizendo que espero que, ao longo destes posts, tenham percebido que estes posts não tiveram por intenção ser manifestações de “redentoristite”, nem pretenderam ser uma “angariação de clientes”.
 Espero que, pelo contrário, seja um desafio a que cada um pense a sua forma de ser cristão, a sua forma de ser ateu ou outra qualquer que seja a sua espiritualidade.
 Para mim, o meu caminho de crescimento como pessoa passa por ser cristã. O meu jeito de ser cristã passa por ser redentorista.
Quanto a ser redentorista, há alguns traços que me seduzem mais e que são aqueles que escolhi para partilhar convosco, para que, ao fazer essa partilha, reforçasse o meu compromisso de os enquadrar na minha vida, fazer com que sejam tão naturais que já nem me lembre que, um dia, foram uma escolha. Há umas máquinas nas estações de metro que dizem “É livre quem vive segundo a sua escolha.” Eu acredito nisso!
 Portanto, hoje, quero recordar aquilo que partilhei convosco e que gostava que se notasse na minha vida, ainda que demore a realizá-lo:
  •   Ser redentorista é assumir um jeito especial de ser Igreja;
  •   Ser redentorista é ousar deixar-se pôr em causa e procurar a própria identidade;
  •   Ser redentorista é respeitar as tradições dos outros;
  •   Ser redentorista é fazer-se próximo dos que parecem não contar;
  •   Ser redentorista é acreditar que precisamos dos outros para sermos quem estamos chamados a ser, mas que não devemos deixar de ir pelos caminhos que Deus sonha para nós e connosco só porque nos falta companhia (ou a companhia que esperávamos ter);
  •   Ser redentorista é descobrir novos caminhos de pregação, nunca esquecendo que a simplicidade é importante;
  •   Ser redentorista é aprender a descobrir motivos para a Gratidão;
  •   Ser redentorista é acreditar que só o Amor nos salva;
  •   Ser redentorista é ser inconformado e sonhador, quando tudo convida ao conformismo e à falta de sonho;
  •   Ser redentorista é nunca desistir de discernir o que é isto de ser redentorista;
  •   Ser redentorista é pôr em prática aquilo em que se acredita;
  •   Ser redentorista é aceitar cada um como é e cuidá-lo como se só ele existisse.

 Sabem o que sinto ao ver a listagem acima? Há aqui muitas coisas (se não todas as coisas) que servem para “judeus e gregos, escravos e homens livres”. Não servirá a primeira, porque nem todos queremos descobrir o nosso jeito de sermos Igreja, mas até essa pode ser adaptada. Todos nós queremos descobrir o que temos de especial, a forma como influenciamos o mundo.
 Até qualquer dia.
Micaela Lemos Madureira

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Isto de ser Redentorista tem muito que lhe diga... (Parte 11)


Hoje, o post é muito simples, mas não pouco desafiante.
Deixo-vos com a Constituição n.º 36 dos Redentoristas:
36.    A comunidade deve promover o desenvolvimento das pessoas, incentivar as relações interpessoais e constituir a verdadeira fraternidade. Isso exige máxima estima pelas pessoas, por seus valores e qualidades, e que se favoreça o crescimento da maturidade e da responsabilidade de todos os confrades, dando-lhes oportunidade de tomar decisões pessoais.
Pronto, hoje é “só” isto.
Micaela Lemos Madureira